O relatório de resultados da B2W, maior varejista on-line do País, controladora das marcas Americanas.com, Submarino, Shoptime, Ingresso.com e Sou Barato, entre outras, é um daqueles casos típicos de ?copo meio cheio?: dependendo do ponto de vista, 2014 foi um excelente ano. Mas também pode ser considerado mais um ano ruim.
No lado positivo, as vendas líquidas saltaram 30,8% na comparação anual, para R$ 7,96 bilhões, e os lucros brutos avançaram 27,9%, para R$ 1,93 bilhão. Esse foi o 13º trimestre consecutivo de expansão das vendas acima da média do mercado, o que levou a empresa a ganhar 4,7 pontos percentuais de market share e chegar a 26,5% de participação, segundo a própria companhia.
A varejista também comemorou o fato de ter diminuído pela metade a quantidade de reclamações e melhorado a eficiência de custos na resolução dos problemas em 75%, o que gerou uma economia de R$ 117 milhões.
Por outro lado, as despesas financeiras da companhia cresceram praticamente no mesmo ritmo da expansão das vendas, chegando a R$ 650,4 milhões, 26,8% mais que um ano antes. A B2W justificou essa alta das despesas pela alavancagem da empresa anteriormente ao aumento de capital e ao aumento das taxas do CDI. Com isso, a empresa teve um prejuízo líquido consolidado de R$ 163,3 milhões, pouco acima da perda de R$ 159,6 milhões de 2013. A margem líquida, porém, melhorou 0,5 ponto percentual, ficando em -2,1% da receita líquida.
Ordem na casa
No ano passado, a B2W deu grande foco à geração de caixa e à redução do endividamento. O endividamento bruto caiu de R$ 3,58 bilhões para R$ 1,91 bilhão, enquanto a disponibilidade de receita caiu menos, de R$ 2,66 bilhões para R$ 2,22 bilhões, fazendo com que o caixa deixasse de estar negativo em R$ 920,7 milhões e passasse a ser positivo em R$ 314,7 milhões, o equivalente a 0,6 vezes o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses.
Outro ponto relevante do balanço da empresa está no fato de que 24% do tráfego e 12% dos pedidos realizados nos sites no quarto trimestre do período foram feitos por dispositivos móveis, altas de 13 e 6 pontos percentuais na comparação anual, respectivamente.
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