As vendas do comércio varejista na capital paulista cresceram 1,1% na comparação com o mesmo mês de 2014. O faturamento registrado foi de R$ 13,7 bilhões. Esse foi o segundo resultado positivo consecutivo e impulsionou o índice estadual em 1,1 ponto percentual.
As informações são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), baseada nas informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).
Entre as atividades pesquisadas os destaques foram Autopeças e acessórios (24,9%) e Lojas de vestuário, tecidos e calçados (16,8%). Juntos, os dois segmentos contribuíram com 2,3 pontos porcentuais para o resultado geral. Em alta também ficaram os setores de Materiais de construção (4,9%), Outras atividades (0,9%) e Supermercados (0,8%).
Os resultados negativos ficaram por conta de Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-15,5%), Lojas de móveis e decoração (-13,1%) e Concessionárias de veículos (-5%). Para a federação essas atividades continuam com quedas significativas por conta dos juros altos, da menor oferta de crédito e do conservadorismo dos consumidores. Juntos, os segmentos influenciaram negativamente o índice geral em 2,2 pontos porcentuais.
De acordo com a Federação, o leve crescimento de abril não indica uma reversão na tendência negativa, principalmente pelas baixas vendas de bens duráveis. Para a instituição, o crescimento se deve a antecipação de promoções do setor de vestuário, tecidos e calçados para o Dia das Mães. Além disso, a preparação para a Copa do Mundo no ano passado refletiu negativamente no varejo paulistano.
O desempenho do varejo no Estado de São Paulo, que havia registrado um crescimento de forma pontual em março, caiu 2,8% em abril, em relação ao mesmo mês de 2014. O faturamento total foi de R$ 42,3 bilhões.
A FecomercioSP reforça que as vendas do comércio permanecerão em queda nos próximos meses, já que todos os fatores determinantes para o consumo também estão negativos. A estimativa é que a queda seja entre 4% e 5% nas vendas de maio e 3% na soma do semestre. E para o acumulado do ano, a previsão é uma queda de 4%.
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Faturamento do comércio cai 2,8% em abril





