O Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) apresentou queda de 5,3% nas vendas de julho na cidade de São Paulo, na comparação com o mesmo mês de 2014.
Considerando somente as vendas a prazo, o recuo foi de 5,5% e à vista a queda foi de 5,1%. No acumulado do ano, o varejo paulistano registra retração de 4,1%.
Segundo Alencar Burti, presidente da ACSP, o desempenho das vendas, principalmente a prazo, pode ser explicado pela alta dos juros e pela maior restrição ao crédito. ?A roda da economia está girando para trás. Para combater a inflação, o Banco Central continuou a subir a taxa de juros. Com isso, o crédito e a produção ficam mais caros, as vendas são afetadas e o desemprego é alimentado, derrubando a confiança do consumidor?, analisa Burti. O resultado disso, segundo presidente: as
pessoas compram cada vez menos e assim, entramos assim, em um círculo vicioso.
De acordo com o levantamento, esse é o quarto mês consecutivo de queda. O único mês em que o Balanço de Vendas apresentou saldo positivo este ano foi em março, em razão do efeito calendário: o Carnaval de 2014 foi em março e isso enfraquece a base de comparação.
A mesma justificativa se aplica o aumento médio de 4,6% nas vendas de julho, na comparação com o mês anterior (efeito calendário positivo: dois dias a mais).
Por outro lado, o Indicador de Registro de Inadimplência do Balanço de Vendas da ACSP de julho registrou queda de 4,9%, em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, a redução é de 7,8%. O indicador mede somente as dívidas de boletos no crediário, sem considerar débitos bancários, nem dívidas como água, luz e outros serviços. No entanto, o Indicador de Recuperação de Crédito que mede as dívidas quitadas, caiu 8,8% em julho, na comparação anual. No acumulado do ano, o recuo é de 10,6%.
A inadimplência está caindo porque as pessoas não estão comprando, segundo Burti. ?Ao mesmo tempo, quem já estava endividado não consegue sair da inadimplência, porque não tem mais sobras no orçamento para quitar ou renegociar esses débitos?, explica ele.
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