Em São Paulo, as vendas do varejo cresceram 3,2% em março, na comparação com o mesmo mês de 2014, e totalizaram um faturamento de R$ 13,5 bilhões.
Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada todos os meses pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) baseada em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).
De acordo com o levantamento, esse é a primeira vez em 12 meses que o indicador registra um saldo positivo. Essa taxa impulsionou o índice estadual em 1 ponto percentual.
Entre as atividades pesquisadas, seis apresentaram altas na comparação anual. São elas: autopeças e acessórios (29%); materiais de construção (12,3%); farmácias e perfumarias (10,1%), que cresceram acima dos dois dígitos. Os setores de concessionárias de veículos (9,3%) e supermercados (4,8%), apesar de altas mais modestas, contribuíram em 1,6 e 1,5 ponto porcentual para o índice geral de crescimento da capital.
Por outro lado, os segmentos que registraram queda foram: lojas de vestuário, tecidos e calçados (-16,6%), lojas de móveis e decoração (-8,0%) e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-3,8%).
Mas, infelizmente, a tendência ainda não boa. Para a assessoria econômica da Federação, o crescimento apresentado em março foi um resultado isolado, em razão do maio número de dias úteis, já que o Carnaval deste ano caiu em fevereiro. A partir de abril, a instituição prevê um retorno das quedas mensais nas vendas de 3% a 4%. E, para o resultado geral de 2015, a estimativa é que aconteça uma retração de 5%.
O desempenho estadual foi semelhante. Depois de 12 meses, também houve aumento em março, mas foi de 1,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
No entanto, o resultado só contribuiu para uma retração menos expressiva considerando o trimestre: – 3,2% contra 5,5% observada no fechamento do bimestre.
Para os próximos meses do ano, a Federação projeta que as vendas continuarão apresentando retração em torno de 5%, em decorrência da pouca possibilidade de alteração em qualquer determinante de consumo, principalmente, das expectativas negativas dos indicadores de empregos, que tendem a cair ainda mais.
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