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Uma discussão corajosa: vale a pena enfrentar o duopólio das bandeiras de cartão?

Uma discussão corajosa: vale a pena enfrentar o duopólio das bandeiras de cartão?

Em um cenário de inovação profunda nos meios de pagamento, até mesmo a dominância de Visa e Mastercard é contestada no Money20/20

Em um cenário de constante evolução nas preferências de pagamento dos consumidores, mergulhamos em uma discussão profunda sobre como as empresas podem se adaptar a essas mudanças. O cerne da questão é entender a psicologia do consumidor e oferecer incentivos que ressoem com diferentes grupos demográficos.

O Money20/20 trouxe um painel que enfrentou um assunto espinhoso: trazer alternativas para o duopólio Visa e Mastercard nas bandeiras de cartão. A ideia foi debater a importância de compreender o que os consumidores consideram valioso. Por exemplo, para alguns, um café latte gratuito pode ser mais relevante do que simplesmente acumular pontos de recompensa em um cartão de crédito. Isso reforça que não existe uma abordagem única que funcione para todos. Em vez disso, a estratégia de pagamento ideal deve se alinhar com as preferências do público-alvo.

Confiança é base para experimentar novos meios de pagamento

Considerando que muitos consumidores mais jovens cresceram sem a mentalidade tradicional de crédito, é crucial reconhecer que eles podem estar dispostos a experimentar meios de pagamento alternativos. No entanto, para a adoção generalizada desses métodos, a confiança desempenha um papel fundamental. Os consumidores precisam acreditar que seus dados e transações estão seguros. Portanto, estabelecer essa confiança é uma prioridade. Empresas como Subway e Ticketsprint (Eventbrite) já experimentam alternativas que seguem a lógica dessas novas gerações e não necessariamente usam as bandeiras para autenticar transações.

Para muitas empresas, a ideia de mudar os meios de pagamento pode parecer desafiadora. No entanto, à medida que os custos de aceitação de cartões de crédito e débito aumentam, é imperativo explorar alternativas. A legislação em discussão nos Estados Unidos sobre as tarifas de cartões de crédito pode mudar o cenário, o que levanta uma questão intrigante: se o processamento de transações com cartões de débito se tornar consideravelmente mais barato, qual é o benefício real de meios de pagamento alternativos?

A psicologia do consumidor

A resposta reside em compreender a psicologia do consumidor. Para cada compra, os consumidores avaliam o valor percebido. Por exemplo, gastar em uma bolsa de luxo de US$45 mil é uma situação muito diferente de comprar um café de US$5. O montante de cada compra e a importância de ter opções variam entre os diferentes grupos demográficos.

Os consumidores buscam escolhas. Muitos apreciam a diversidade de opções de pagamento disponíveis para eles. A chave é tornar a experiência de pagamento o mais simples e conveniente possível. Uma das barreiras para a adoção de novos meios de pagamento é a dificuldade de integração com a infraestrutura existente. Portanto, a facilidade de integração tecnológica desempenha um papel significativo na aceitação de novos métodos.

No entanto, quando consideramos a adoção generalizada de meios de pagamento alternativos, a confiança é um elemento central. Visa e Mastercard basearam sua presença na construção dessa confiança, assegurando que o estabelecimento com sua bandeira aceitaria o pagamento. Afinal, os consumidores precisam acreditar que seus dados e informações pessoais estão protegidos. Isso é especialmente verdadeiro quando se trata de conectar contas bancárias a novos sistemas de pagamento. Portanto, estabelecer essa confiança é fundamental para a aceitação generalizada de alternativas de endosso de pagamentos.

A luta contra a fraude é uma preocupação constante, e meios de pagamento alternativos oferecem a promessa de maior segurança, até com elementos de criptografia em várias camadas, eventualmente superiores àquelas oferecidas pelas bandeiras.

As novas formas de pagamento muitas vezes evitam o uso de informações sensíveis, como números de cartão de crédito, o que pode reduzir a exposição a riscos. No entanto, o fator humano ainda é um elemento importante. A educação dos consumidores sobre a segurança desses métodos é crucial para conquistar sua confiança.

Recompensas importam, mas depende do quê e para quem

Na busca por incentivar os consumidores a adotar novos meios de pagamento, recompensas desempenham um papel importante. No entanto, o que é considerado uma recompensa valiosa varia de pessoa para pessoa. Para alguns, obter um café gratuito é um incentivo suficiente, enquanto outros podem exigir recompensas mais substanciais. Portanto, é vital entender as preferências do seu público e adaptar as recompensas de acordo.

Um elemento interessante da abordagem vista no Money20/20 foi a mudança de mentalidade em relação aos meios de pagamento. Muitos consumidores mais jovens estão abertos a experimentar diferentes opções e não estão vinculados ao uso exclusivo de cartões. Isso cria uma oportunidade para empresas que desejam inovar em seus sistemas de pagamento.

Outro ponto fundamental é a influência da legislação sobre as tarifas inclusas no uso de cartões de crédito. Se as taxas dos cartões de crédito forem reduzidas significativamente, o cenário de custos pode mudar. No entanto, mesmo com este horizonte, a busca por meios de pagamento inovadores que atendam às preferências dos consumidores permanece crucial.

À medida que a indústria de pagamentos continua a evoluir, é fundamental destacar a importância de estar sintonizado com as mudanças nas preferências dos consumidores e de adaptar as estratégias de pagamento de acordo. A compreensão da psicologia do consumidor e o estabelecimento de confiança são fatores-chave nesse processo.

A evolução das preferências de pagamento dos consumidores exige que empresas financeiras e não-financeiras que trabalham em parcerias com fintechs estejam preparadas para se adaptar. Isso significa compreender o que é valioso para os consumidores, adaptar as recompensas, considerar os diferentes grupos demográficos, simplificar a experiência de pagamento e estabelecer a confiança. Com a perspectiva de mudanças nas taxas de cartão de crédito, as empresas precisam estar prontas para inovar e atender às necessidades em constante mutação de seus clientes.

Essa é uma discussão que está em gestação no mercado brasileiro. Os desdobramentos do mercado americano certamente trarão repercussões para nosso cenário, onde cada ponto percentual de redução de custo é substancial para a saúde financeira das empresas. Principalmente no varejo, atormentado pelas taxas de adquirência e o crédito escasso.



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