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O triste número de erros médicos e falhas assistenciais no Brasil

O triste número de erros médicos e falhas assistenciais no Brasil

Um estudo produzido pela Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS) mostra o total de mortes causadas por problemas que não deveriam ocorrer em um hospital - mas acontecem
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A somatória de mortes por erros médicos, falhas assistenciais, processuais ou infecções resultaram em 54,76 mil mortes no país ou seis mortes a cada hora nos hospitais da rede pública e privada do País. Essa é uma das conclusões da 2ª edição do Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, produzido pelo Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS) e pelo Instituto de Pesquisa Feluma, da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.

De acordo com o IESS, o Anuário tem o objetivo de mensurar os problemas assistenciais e gerenciais hoje vividos pelas estruturas de saúde do Brasil e, a partir daí, sugerir medidas de aperfeiçoamento do sistema.

Principais problemas

Entre os eventos adversos graves (nome usado na pesquisa para se referir a erros médicos, falhas assistenciais, processuais ou infecções) captados com mais frequência pelo Anuário estão septicemia (infecção generalizada), pneumonia, infecção do trato urinário, infecção do sítio cirúrgico, complicações com acessos, dispositivos vasculares e outros dispositivos invasivos, lesões por pressão, erro no uso de medicamentos e complicações cirúrgicas como hemorragia e laceração.

Além disso, entre os principais eventos adversos graves, cinco não contam com qualquer programa de prevenção ou combate, tanto no SUS quanto na rede privada: parada cardiorrespiratória prevenível; insuficiência renal aguda; aspiração pulmonar; hemorragia pós-operatória; e, insuficiência respiratória aguda.

“Os eventos adversos são inerentes a qualquer serviço de saúde, mesmo nos melhores e mais sofisticados sistemas do mundo. Não se trata, portanto, de buscar culpados, mas, de propor medidas que enfrentem o problema. Por isso, propomos agenda focada em investimentos em processos e controles e em políticas públicas de qualidade assistencial e de segurança do paciente”, afirma Renato Couto, médico, professor da Pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, diretor do IAG Saúde e um dos responsáveis pelo Anuário.

Mortes violentas

Um dos pontos que chama a atenção no estudo é a comparação com a quantidade de mortes violentas intencionais (assassinatos, por exemplo). O IESS utilizou dados Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2017, para concluir que o Brasil registrou 7 mortes violentas intencionais por hora. Ou seja, as mortes nos hospitais brasileiros geradas por esses erros e falhas processuais estão em um patamar bastante próximo ao das mortes provocadas pela violência.

Além disso, segundo o estudo, das 54,76 mil mortes de eventos adversos graves, 36,17 mil óbitos poderiam ser evitados ou contornados pelos hospitais de todo o País.

O estudo está disponível AQUI.

 

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