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Um terço do setor financeiro está adaptado à LGPD

Um terço do setor financeiro está adaptado à LGPD

Levantamento inédito da Serasa Experian mensurou o grau de adaptação à LGPD nas empresas brasileiras. Companhias do setor financeiro têm o melhor resultado
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Uma pesquisa inédita produzida pela Serasa Experian e obtida com exclusividade pela Consumidor Moderno mostra que um terço (ou exatos 31,8%) do setor financeiro (bancos, financeiras, seguradoras e corretoras) estão prontos para todas as exigências previstas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A norma começa a ser aplicada em agosto do ano que vem.

Os detalhes da pesquisa serão divulgados na próxima quarta-feira (19) pela empresa, durante o congresso CIAB Febraban 2019. O evento acontece no Expo Transamérica, em São Paulo.

LEIA MAIS: Telefone é o dado mais “roubartilhado” e usado em fraudes na internet

De acordo com o levantamento, o setor financeiro apresentou o melhor desempenho entre todos os setores da economia. O estudo mostra que a média nacional (considerando todos os setores da economia) foi de 15,2%. Em outras palavras, o setor financeiro apresentou um desempenho duas vezes maior que o percentual médio entre todas as companhias brasileiras. A pesquisa foi realizada em março deste ano e ouviu 508 companhias em todas as regiões do país de diferentes portes e segmentos.

Veja alguns resultados:
Proteção de dados
Crédito: Serasa/ Experian

“Ao estabelecer um marco jurídico-regulatório inédito no Brasil, a LGPD reafirma o poder dos dados para a estratégia de todas as empresas. O resultado da pesquisa evidencia a relevância de o setor financeiro estar preparado para coletar, proteger e utilizar as informações de consumidores em prol da transparência e da qualidade dos dados, afirma a diretora Jurídica da Serasa Experian, Vanessa Butalla.

VOCÊ VIU? Quais as fontes dos dados pessoais coletados pelas empresas brasileiras?

Proteção de dados
Vanessa Butalla, da Serasa Experian. Crédito: Serasa Experian/ divulgação
Saúde: último colocado

Uma informação que chama a atenção no estudo é o desempenho individual de outros setores da economia que afirmam estar adaptados à LGPD. A  segunda colocação é ocupada por serviços, com 19,6% das empresas já adaptadas. Nesse, por exemplo, estão empresas como Uber e Ifood. Já o varejo ocupa a terceira colocação, com 17,9%.

O dado negativo é a adesão do setor de saúde e hospitalar, que é responsável pelo armazenamento das informações do consumidor – e um dos dados mais sensíveis, segundo a lei. O estudo mostra que o setor ocupa a última posição, com apenas 8,7% das empresas já adaptadas. Além disso, o levantamento mostra que  34,8% das companhias do setor afirmam que precisarão de 6 meses a 1 ano para se adaptar à norma.

Impacto na empresa

Outro destaque da pesquisa é a percepção das empresas brasileiras sobre o efetivo impacto da LGPD nos seus negócios. De acordo com o levantamento, 40,2% das empresas dos diferentes setores da economia afirmam que a medida terá um impacto muito significativo.

Uma das respostas que chama a atenção é o grupo de empresas que afirma que a lei não terá nenhum impacto no seu negócio. O levantamento mostra que são apenas 6,1% das companhias brasileiras. No entanto, o setor de serviços é um dos mais incrédulos, com um percentual de aproximadamente 10%.

Proteção de dados

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