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Tecnologia para inclusão social

Tecnologia para inclusão social

Sistema para controlar estoque extrapola funções e suscita sensação de pertencimento em funcionários

Em 2008, a GIC (Gerenciamento de Informação e Consultoria) desenvolveu em parceria com a Motorola Solutions (adquirida recentemente pela Zebra) o sistema Rub, que controla a gestão operacional das lojas e busca diminuir os níveis de ruptura de exposição e organizar melhor os processos.

De lá para cá, o Rub já passou por reformulações e aprimoramentos, sendo utilizado por grandes redes do País como Atacadão, Tenda e Assaí. O aparelho, de layout simples e funcional, torna mais simples a tarefa de controlar o estoque.

Prevenir perdas e controlar estoque não tem nada de novo, muitas fornecedoras de tecnologia do mercado conseguem entregar isso para o varejo com excelência. Então, o que de tão especial tem esse Rub?

Inclusão social e relação sentimental

Segundo o relato dos donos, Irineu e Ivan Fernandes, este auxílio aos funcionários acabou suscitando uma verdadeira relação afetiva com o dispositivo. O Rub é portátil e cada funcionário tem o seu. Alguns estoquistas/vendedores o carregam no bolso, outros instalam um elástico e andam com ele no braço.

?O Rub faz os funcionários se sentirem pertencidos à empresa que trabalham. Através do sistema, conseguem ser mais eficientes, errar menos e produzir mais. Um funcionário chega a executar diariamente cinco vezes mais tarefas do que antes de instalado o sistema?, comentam os proprietários.

O Rub é essencial, segundo a GIC, funcionários do chão de loja, que antes corriam o risco de receberem reprimendas dos chefes por não terem noção exata de como andavam os estoques dos seus setores. ?Agora é só olhar na telinha e ver o que está acontecendo. Alguns funcionários chamam o aparelho de Rubinho?, explicam.

As orientações do que cada colaborador precisa colocar em prática durante seu dia com cada produto também são recebidas via Rub, evitando ruídos na hora de receber as instruções do chefe. O gerente envia a tarefa diretamente pelo sistema ao primeiro funcionário que estiver disponível, que por sua vez recebe uma mensagem de texto explicando onde ele deve ir e o que fazer.

Os fundadores acham ainda que isso pode ser usado também para aumentar a inclusão no caso dos deficientes e contratar pessoas com dificuldades de aprendizado ou um funcionário mudo, que poderia mostrar a resposta no aparelho diretamente ao cliente ao ser questionado sobre a localização de um produto.

Segundo o relato, por esses motivos, uma das funcionárias de uma empresa de atacarejo trata o aparelho realmente com carinho, lustra e passa álcool toda hora para ele estar sempre limpo e bem cuidado. ?A ruptura na seção de biscoitos, onde ela trabalha, era de 15% antes do Rub. Agora é de 0,06%?, comenta Ivan Fernandes, gerente de operações da GIC.

Um novo conceito de tecnologia

Para ele, o sistema quebra um paradigma, de que o varejista consegue dar conta de tudo. ?Nosso maior trabalho foi convencer os varejistas que eles até podem ficar responsáveis pela remarcação de preços, controle de estoques e processos, só que não o farão com tanta eficiência?, diz.

Fernandes comenta que o varejista só entende isso quando recebe dados tangíveis sobre o que está acontecendo em sua loja em tempo real. ?Aí ele percebe que não tinha tanta informação assim?, fala.

Eficiência operacional

Para exemplificar, o gerente de operações cita uma marca de atacarejo que tornou-se cliente da GIC. ?Eram duas lojas irmãs da mesma marca, similares em tudo. Em uma delas, implantamos o Rub e na outra não. A que recebeu o sistema apresentou lucro de R$ 23 mil. A outra teve quebra de R$ 280 mil?, conta.

Uma simples auditoria de presença ? que é a leitura de cada item para constatar que o produto está à disposição do cliente ? pode resultar, segundo Fernandes, em um aumento de venda de mais de 700 SKUs (a unidade de manutenção de estoque).

?Outra marca de atacarejo vendia 3,8 mil SKUs antes dessa auditoria de presença. Fizemos uma arrumação da loja e melhoramos a exposição de produtos. Só por causa disso, a mesma loja passou a vender 4,5 mil SKUs?, comenta.

O gerente da GIC garante ser possível baixar a taxa de ruptura de exposição ? quando se tem o produto, mas ele está escondido em algum lugar na própria área de vendas ? de 30% para 2% em apenas três meses.

O Rub faz muito sucesso com as grandes varejistas brasileiras. O Diretor de Novos Negócios do Atacadão, Hélio Medeiros, define o sistema como um ?marco? na história do atacarejo, que faz parte do grupo Carrefour.

?A qualidade da informação é mais facilmente auditada. A comunicação entre os funcionários fica mais fácil, você se comunica através do sistema, não precisa ficar correndo atrás do empilhador para fazer a movimentação dos produtos, facilita também a logística. Antigamente demoravam dois dias para abastecer uma prateleira. Com o Rub, é questão de horas?, fala.


Hélio Medeiros, Diretor de Novos Negócios do Atacadão

No entanto, o sistema não faz sucesso com qualquer porte de empresa. Para o presidente da GIC, Irineu Fernandes, os varejistas de porte menor ainda não se deram conta de que tecnologia é investimento e não custo.

?O Rub tem comprovado um retorno muito maior que o investimento e mesmo assim, muitas vezes não é suficiente para convencer os varejistas menores. Só de o repositor não precisa sair da sua área de atuação para verificar um preço ou ver se tem estoque [ele faz isso diretamente na tela do Rub], já é um ganho absurdo?, avalia.


Irineu Fernandes, presidente da GIC

Para o presidente da GIC, o varejo de hoje tem que inverter a lógica e, antes de tudo, ter um controle total das operações e processos, para só depois pensar do ponto de vista do cliente.

?É muito comum o varejista ter uma comunicação muito bem feita, um tabloide divulgando os produtos, publicidade em todo o lugar, mas na hora de atender o cliente, aquele produto anunciado não está na prateleira?, argumenta.

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