A produção de cervejas sem álcool passou por um salto tecnológico nos últimos anos. Agora, é possível que produtos zero reproduzam com muito mais precisão o sabor e o perfil sensorial das versões tradicionais. Para a Ambev, esse avanço é fruto de investimentos contínuos em pesquisa, tecnologia e inovação, buscando aproximar a experiência do consumidor daquela oferecida por marcas consagradas do portfólio.
A empresa aponta que o grande marco técnico foi a evolução do processo de desalcoolização, que hoje preserva melhor características como aroma, corpo e equilíbrio, garantindo que a versão zero seja percebida como uma extensão legítima da original.
“A Ambev investe em tecnologia, inovação, qualidade e variedade de marcas, mostrando que dá para se divertir e moderar sem abrir mão de todo o sabor. A cerveja zero álcool evoluiu e hoje seu sabor se aproxima muito mais da versão regular do que há 10 anos”, comenta Gustavo Castro, diretor de Estratégia e Insights da Ambev.
Inovação como motor de expansão zero álcool
Esse salto de qualidade só foi possível porque a equipe passou a trabalhar com fermentação completa, como ocorre nas cervejas regulares. Só depois disso, o álcool é removido. Esse processo permite conservar a integridade das receitas e manter a identidade de marcas como Brahma, Budweiser e Corona. A etapa adicional faz parte de um processo rigoroso que segue os mesmos padrões de qualidade da produção convencional. Reforçando, assim, o papel da inovação como motor para a expansão da categoria zero álcool.
A consistência final do produto é fruto de investimentos contínuos, especialmente no desenvolvimento de técnicas que preservam componentes sensoriais fundamentais. A companhia enfatiza que manter o sabor característico das versões tradicionais é prioridade absoluta, e que a evolução atual só foi alcançada graças ao foco em tecnologia e qualidade.
“Portanto, o processo de produção das nossas cervejas zero álcool seguem os mesmos critérios de qualidade e receitas das cervejas regulares, tendo apenas uma etapa a mais: a de retirada do álcool. Isso é resultado de um grande investimento da Ambev em inovação e tecnologia”, frisa Gustavo.
Demanda crescente
O consumo de cervejas sem álcool ganha força no Brasil e no mundo, impulsionado por transformações culturais, novos hábitos e o desejo por alternativas de moderação. A Ambev observa um crescimento expressivo na busca por produtos zero, que se encaixam tanto em rotinas mais equilibradas quanto em momentos antes não associados ao consumo de cerveja. A expansão da categoria também reflete maior conscientização e ampliação das ocasiões de consumo.
“A cerveja sem álcool é uma das categorias que mais cresce no Brasil e no mundo. A Ambev está ajudando a liderar essa transformação com três marcas de cervejas zero do seu portfólio: Corona Cero, Bud Zero e Brahma 0.0%”, destaca.
Para além do público que prefere evitar o álcool, as cervejas zero passaram a integrar o cotidiano de pessoas que alternam entre versões alcoólicas e não alcoólicas. Essa flexibilidade abriu novas possibilidades de consumo durante o dia, no trabalho, em refeições e até em eventos esportivos. O produto deixou de ser apenas uma substituição e ganhou um papel complementar na jornada do consumidor.
“As opções não-alcoólicas da companhia se alinham a esse movimento. São alternativas também para quem não quer ingerir álcool ou deseja alternar a ‘zero’ com bebidas alcoólicas”, frisa. “Mais do que uma alternativa para quem não consome álcool, a cerveja zero se consolida como uma escolha estratégica para quem valoriza a moderação, seja para intercalar com cerveja com álcool, equilibrar ou simplesmente curtir.”
Desafios de P&D
Reproduzir a identidade de marcas tradicionais na versão zero sempre foi um dos maiores desafios técnicos enfrentados pela Ambev. Manter sabor, aroma e corpo exige estudos aprofundados, testes contínuos e refinamento de processos. Como aponta Gustavo, apenas após anos de pesquisa conseguiu alcançar um modelo robusto que preserva com fidelidade os diferenciais de cada produto.
Esse avanço foi possível graças ao trabalho realizado no Centro de Inovação e Tecnologia (CIT), da UFRJ. Nele, equipes dedicadas desenvolvem receitas, testam protótipos e validam atributos sensoriais. A parceria acadêmico-industrial, destaca o executivo, foi estratégica para viabilizar uma evolução sustentada.
“O resultado dessa jornada é o produto que entregamos hoje: uma cerveja zero muito mais próxima da regular, com qualidade superior e fiel à identidade das nossas marcas”, comenta.


Experiência e métricas
A Ambev acompanha de maneira contínua a jornada do consumidor de cervejas zero, tanto em testes sensoriais quanto em pesquisas de percepção. A categoria, por sua presença crescente em diferentes momentos do dia, exige atenção redobrada na análise de uso real, avaliações de sabor e entendimento das expectativas do público.
“Para a Ambev, a experiência do consumidor está no centro das nossas decisões, especialmente na categoria zero, que vem ganhando espaço justamente porque permite que a cerveja esteja presente em ainda mais momentos do dia”, reforça.
Para isso, a empresa combina testes rigorosos de qualidade, avaliações sensoriais e ativações em larga escala que permitem observar o produto em uso real. Festivais e eventos esportivos se tornaram ambientes de trial (teste) relevantes, ajudando a entender aceitação e comportamento do consumidor.
“É essa combinação de escuta ativa, tecnologia e proximidade com o público que nos ajuda a medir a aceitação, melhorar continuamente as receitas e garantir que a cerveja zero entregue exatamente o que o consumidor busca: sabor, qualidade e mais liberdade para aproveitar a cerveja em qualquer momento”, pontua.
Portfólio e posicionamento
Com a melhoria na qualidade das versões zero, a categoria não atua como substituta das cervejas tradicionais, mas como ampliação das possibilidades de consumo. A convivência harmoniosa entre produtos com e sem álcool revela um portfólio mais flexível e alinhado à diversidade de hábitos dos consumidores brasileiros.
“O aperfeiçoamento das cervejas zero nos últimos anos possibilitou a expansão do mercado com aumento das ocasiões de consumo. É importante destacar os variados hábitos e preferências dos consumidores brasileiros”, comenta Gustavo.
A cerveja é, sobretudo, um elemento de conexão e celebração. Diante disso, a versão zero amplia o acesso a esses momentos, atendendo quem prefere não ingerir álcool ou deseja alternar para equilibrar a experiência.
“Com a cerveja zero, conseguimos ampliar esses momentos e proporcionar que um número maior de pessoas adultas também possa brindar, alternativa para quem não quer ingerir álcool ou então deseja alternar a zero com bebidas alcoólicas, uma forma de equilibrar ou simplesmente curtir com moderação”, complementa.
Futuro da categoria
Segundo Gustavo, a categoria zero tem potencial significativo de crescimento no Brasil, acompanhando tendências internacionais e mudanças de comportamento relacionadas ao consumo consciente. O País já figura entre os maiores produtores de cerveja do mundo e vê a fatia das bebidas sem álcool crescer rapidamente.
“O Brasil está entre os 3 maiores produtores de cerveja do mundo, ao lado da China e dos EUA. Estamos falando de um setor que fatura anualmente R$ 77 bilhões. E o mercado de cerveja zero ainda tem um enorme espaço para avançar”, relata o executivo.
No Brasil, a produção de cerveja sem álcool representa 4,9% do todo nacional, conforme o Anuário da Cerveja de 2025, estudo do Ministério da Agricultura e Pecuária. A mesma pesquisa informa que a produção de cervejas zero sextuplicou no País em relação ao ano anterior, além de mostrar um aumento expressivo no volume de vendas das bebidas de menor teor alcoólico, menos calorias e atributos funcionais, acompanhando a tendência de consumo mais consciente e equilibrado.
“Como maior cervejaria do País, a Ambev tem o compromisso contínuo de inovar na categoria zero sem abrir mão do sabor, que é sua maior excelência. Essa transformação reflete uma percepção maior dos consumidores no equilíbrio de suas satisfações pessoais com responsabilidades sociais e sustentáveis”, finaliza.





