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Mais sustentáveis: o que o brasileiro espera do mundo corporativo hoje?

Mais sustentáveis: o que o brasileiro espera do mundo corporativo hoje?

A maioria das pessoas aguarda uma grande oferta de empregos verdes nos próximos anos

Que ações sustentáveis são imprescindíveis não é novidade. Mas a pandemia de Covid-19 intensificou a consciência ambiental das pessoas em nível global, segundo uma pesquisa encomendada pela Mastercard. De acordo com o relatório, 85% dos brasileiros estão mais conscientes quanto ao seu impacto no meio ambiente desde o início da pandemia e 75% afirmaram que uma tarefa importante é reduzir suas emissões de carbono.

Os brasileiros também estão mais atentos quanto às marcas que consomem e 84% deles disseram que é de extrema relevância as empresas atuarem de forma sustentável. Outras intenções de comportamento ecológico também foram levantadas na pesquisa, como diminuir o desperdício, reduzir a poluição do ar e da água, reciclar mais e fazer mais pausas para apreciar a natureza.

Essa consciência ambiental vem se refletindo também na área profissional. O objetivo é buscar por empregos verdes, isto é, em áreas que têm impacto positivo sobre o meio ambiente, bem como desenvolver habilidades verdes. É o que mostra o relatório mais recente da Global Learner Survey, realizado pela Pearson em parceria com a Morning Consult, empresa de inteligência de dados dos Estados Unidos.

Confira, a seguir, os principais dados da pesquisa e saiba mais sobre o que os brasileiros esperam do mundo corporativo atualmente.

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Empregos verdes e sustentáveis são a expectativa do brasileiro

A pesquisa da Pearson foi feita com mais de 5 mil pessoas entre 16 e 70 anos, em cinco países: Brasil, China, Estados Unidos, México e Reino Unido, a fim de entender o que elas pensam sobre as mudanças climáticas. Os resultados mostraram que, além de pretender futuramente buscar por empregos verdes, 71% dos brasileiros acreditam que as oportunidades de carreira desse tipo também irão aumentar nos próximos dez anos.

Segundo o relatório Green Jobs, desenvolvido pela consultoria em inovação consciente Mandalah, em parceria com a Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para refugiados, de 2014 a 2017 a economia verde perdeu cerca de 288 mil postos de trabalho. Mas, em 2018, começou a ter uma pequena recuperação, ganhando quase 20 mil postos de trabalho. A expectativa é que, até 2030, sejam gerados 18 milhões de novos empregos verdes, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Mas o que são empregos verdes?

Emprego verde é toda atividade remunerada que auxilia no desenvolvimento sustentável, colaborando, por exemplo, na redução das emissões de carbono. Alguns exemplos que se encaixam nessa definição, segundo a ONU, são indústrias de transporte que produzem veículos elétricos, empresas ou profissionais da construção civil que movem esforços para construir edifícios e casas que consumam menos energia elétrica, trabalhadores da área da reciclagem e pesquisadores da área de preservação ambiental.

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É possível criar empregos verdes em diversos setores de indústrias e empresas. Na área da tecnologia, não é diferente: ao criar construções inteligentes, por exemplo, o profissional de tecnologia entra em cena para colaborar com conhecimentos e práticas de, por exemplo, inteligência artificial e internet das coisas, conceitos já presentes em várias outras áreas, como saúde e educação. A tecnologia, portanto, caminha junto com essa tendência e, nos próximos anos, vai demandar profissionais qualificados.

Educação ambiental para preparar profissionais sustentáveis

Para atuar nesses empregos verdes, ter conhecimento e consciência ambiental são fatores essenciais. As competências que se esperam ser desenvolvidas por esses profissionais são as habilidades verdes, relacionadas à economia sustentável. Entre os países pesquisados pela Pearson, o Brasil sai na frente nessas competências, com 54% dos brasileiros afirmando que têm uma base do que são essas habilidades, 40% estando familiarizados com o conceito e 14% muito familiarizados.

Para que o profissional chegue ao mercado de trabalho preparado, o importante é que esse tipo de conhecimento seja transmitido desde a escola. Englobando todos os países, 77% dos entrevistados disseram que estão tentando ativamente aprender mais sobre questões climáticas uma vez que não aprenderam o suficiente quando crianças e adolescentes. E 88% deles acreditam que a escola tem a responsabilidade de ensinar sobre os problemas ambientais e que essa necessidade é muito mais urgente hoje em dia.

A maioria das pessoas entrevistadas no estudo (86%) deseja ter acesso a treinamentos para os empregos verdes e 82% acreditam que precisam de habilidades diferentes para essas vagas. Assim como é possível encontrar empregos verdes em diversos setores, as chamadas habilidades verdes também são variadas e estão relacionadas a essas demandas.

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E o que o mercado de trabalho espera do profissional?

Algumas competências verdes que podem ser citadas são as habilidades agrícolas, a fim de desenvolver sistemas de abastecimento de alimentos mais sustentáveis; habilidades arquitetônicas e de engenharia com o objetivo de criar estruturas mais econômicas; habilidades de justiça ambiental, uma vez que a agenda ESG envolve também as questões sociais, unindo os direitos humanos aos direitos ambientais; e habilidades de educação, especialmente para construir a consciência sustentável desde cedo.

Uma vez que 53% dos brasileiros consideram muito importante que eles tenham um impacto ambiental positivo com seus trabalhos, a maioria deles (71%) já está se preparando para isso. No entanto, em nível global, 54% dos entrevistados disseram não se sentirem qualificados para um emprego desse tipo. A maioria apoia o acesso a treinamentos subsidiados de trabalhadores para empregos verdes e acredita que esses treinamentos devem ser financiados pelo governo.

As expectativas do brasileiro, portanto, são coerentes: enquanto acreditam que os empregos sustentáveis serão tendência nos próximos anos, preparam-se para desenvolver habilidades que atendam os pré-requisitos.


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