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Sprint Retrô

O que aprendi, o que realizei e o que deixarei para 2022, porque ninguém é de ferro

O isolamento social causado pela pandemia trouxe transformações estruturais, econômicas e tecnológicas. Provocou desafios e proporcionou aprendizados. Mexeu com o coletivo e chacoalhou o individual. Tudo isso aconteceu sem que pudéssemos nem sequer consultar um manual de instruções.

Realizamos que o futuro é incerto? Sim.
Isso gerou ansiedade? Muita.
Tentamos focar as energias em hábitos positivos? Sim!

Mas eis que de repente viramos mais uma folhinha do calendário e nos deparamos com novembro. Mas já? Então, é hora de fazer aquele – por algumas vezes aguardado, por outras temido – balanço sobre como foi o ano. Os prós e contras, os DO’s and DONT’s, as promessas que vingaram e as que ficaram pelo caminho.

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Desejar que a pandemia acabe é hors concours. Estabilidade política: queremos. Melhora da economia: idem. Voltar a frequentar eventos sociais: ibidem.

OK, mas e o lado profissional? E o pessoal? E quanto à carência humana que nasceu por conta do distanciamento e da digitalização?

A partir da chegada de um inédito modelo de experiência social, que impulsionou um novo comportamento, o que realmente mudou?

Na retrospectiva do meu ano, destaco as mudanças adotadas no estilo de vida: um ano inteiro dentro de casa, aprendendo a fortalecer o olhar positivo e a sermos mais humanos e, ao mesmo tempo, criativos.

Leia mais: Home office, um privilégio de quase 10% dos brasileiros

Também aprendi, mesmo com o trabalho à distância, a criar resiliência e a fortalecer ainda mais o senso de equipe.
Aprendi que cinco reuniões, ainda que virtuais, não cabem em cinco horas.

Aprendi mais sobre diversidade, empatia e inclusão, uma vez que o cenário que se impôs nos fez entender na prática um conceito mais amplo de saber se colocar no lugar do outro.

No plano das realizações, finalmente voltei a fazer ginástica.

Preguiça de academia: quem nunca teve? Quem nunca tentou e parou? Quem nunca desistiu porque estava frio? Quem nunca ficou “deprê” ao ver um post no Instagram? Quem nunca?

Procrastinava há uns bons cinco anos! A desculpa de que não encontrava o horário ideal não colava mais. Resultado: encaixei a malhação das 12h às 13h, coloquei na minha cabeça que era necessário e fui. Obrigada, Mondelez, por bloquear as nossas agendas no horário do almoço, porque isso fez toda a diferença!

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Passei quatro meses morando com a minha mãe, que é do grupo de risco. Meu marido e eu alugamos um apartamento na praia e fugimos de São Paulo. E enquanto ela e meu “paidrastro” vieram do Rio de Janeiro. Nem lembrava a última vez em que tínhamos ficado tanto tempo com eles! Até me emociono aqui…

Como a escola também transformou o seu espaço físico e entrou nas casas, levamos a Alice para o litoral norte e essa aproximação da família se revelou transformadora. Funcionou assim: eu trabalhava e ajudava a minha mãe no trabalho dela, enquanto eles ajudavam a neta na escola e nas tarefas. Vivi a intergeracionalidade na prática. Uma experiência simplesmente incrível!

Em linha com meu propósito de vida e carreira, me descobri apaixonada pelo público 50+ e iniciei a pós-graduação em Gerontologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Com esse curso, tenho o objetivo de aprofundar meus conhecimentos sobre o processo de envelhecimento para poder contribuir com soluções de inovação e comunicação mais empáticas e humanizadas.

Fiz minha estreia no tema como madrinha do painel Maturidade do evento Conectades Brasil 2021, quando tive a oportunidade de colocar em perspectiva a discussão sobre o combate ao etarismo e o papel das empresas e líderes na mudança desse cenário.

Leia mais: Como as empresas estão se adaptando para funcionários maduros

A cereja do bolo foi terminar de escrever e conseguir publicar o meu primeiro livro, batizado de “Empatia, humanização além do marketing”.

Como analista comportamental e estudiosa da empatia, percebi a necessidade crescente de amplificar esse tema no campo da pesquisa e da academia, bem como fortalecer sua prática nas organizações por meio da cultura de um marketing mais humanizado e de uma liderança mais empática.

Posso dizer que foi um dos maiores desafios da minha vida. E, depois de muita persistência, eu consegui! Como é bom realizar um sonho! E, mais uma vez, agradeço a todos que estiveram ao meu lado nessa jornada. Em especial ao meu marido que dormiu muitas noites ao som do teclado e ao meu pai que sempre me apoiou desde o dia que surgiu essa ideia – inclusive, ele foi o primeiro a comprar o exemplar número 1!

Como nem tudo são flores, este ano também trouxe algumas dificuldades: Como entrar e sair freneticamente de grupos de WhatsApp. Como continuar a não poder ver de perto os familiares e amigos queridos. Como pegar a Covid-19 e ter de ficar isolada. Sozinha. Por três semanas.

Nesse período, experimentei o sabor amargo de estar solitária em pleno Dia das Mães…

Minha sogrinha, uma mulher muito irreverente e querida, que me recebeu em sua família de braços abertos como um anjo do coração se tornou um anjo de verdade. O baque da sua perda mexeu comigo em diversas instâncias: por amá-la, por ser estudiosa no assunto e por saber me colocar em seu lugar. Mesmo com sua doença de Alzheimer em estágio avançado, aprendi com ela que vale a pena ouvir várias vezes a mesma história.

Como canta o rei Roberto Carlos “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Aliás, ouvi essa música diversas vezes durante a quarentena.

2022 ainda está se aprontando para entrar em cena, mas eu já tenho alguns rascunhos do que desejo para o ano que vem aí: continuar a intraempreender, trazendo oportunidades de impacto social e negócios inclusivos, distribuir mais empatia a mais pessoas por meio de palestras, eventos e aulas, ajudar a fortalecer o movimento contra etarismo já formada em Gerontologia, e produzir novos artigos de opinião neste espaço.

E você? O que aprendeu, realizou e deixará para 2022?


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SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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