O Social Commerce deixou de ser tendência para se tornar estratégia central de crescimento no varejo digital, à medida que marcas percebem que conteúdo, comunidade e conversão caminham cada vez mais juntos. É o que mostra a trajetória da Centauro.
Em cinco anos, a companhia transformou uma iniciativa incipiente de afiliados em um ecossistema estruturado de creators. A jornada, iniciada em 2021 com uma receita de pouco mais de R$970 mil, evoluiu rapidamente para um canal estruturado que soma R$183,2 milhões em receita acumulada até o segundo trimestre de 2026.
Hoje, a frente já representa entre 5% e 6% de toda a receita digital da marca, reforçando o papel cada vez mais estratégico dos creators na jornada de compra do consumidor. Em 2023, o programa ganhou tração com a expansão da base de influenciadores e aproximação com as marcas. Já em 2024 e 2025, a consolidação do modelo e o fortalecimento das parcerias impulsionaram a receita para novos patamares. Apenas no primeiro semestre de 2026, o Social Commerce atingiu mais de R$ 42 milhões em faturamento, gerando 90 milhões de impressões e mais de 500 posts orgânicos.
“A construção do Social Commerce na Centauro sempre foi pensada como algo muito além de um programa de afiliados”, afirma Jaques Weltman, diretor de Digital da Centauro. “Criamos um ecossistema estruturado, que conecta marcas, creators e consumidores do esporte de forma autêntica e relevante ao longo de toda a jornada de compra.”

Créditos: Henrique Ogata.
Por dentro da estratégia
Atualmente, a operação funciona em modelo fechado, com curadoria ativa de influenciadores alinhados aos universos esportivo e lifestyle. A estratégia contempla diferentes perfis de creators, que atuam de forma complementar ao longo do funil, grandes nomes para awareness, especialistas para consideração e nano e micro influenciadores para conversão.
A categoria de corrida lidera a performance do social commerce da Centauro, seguida por basquete e casual, reflexo da força de comunidades altamente engajadas e conectadas ao consumo esportivo.
No centro da operação está uma plataforma proprietária desenvolvida internamente, chamada Social Comm. Criada para dar escala, eficiência e governança à operação, a tecnologia permite a gestão completa do ecossistema de creators, incluindo geração de links personalizados, acompanhamento de vendas em tempo real, gestão de comissões, rankings de performance e inteligência de dados.
Influência sustentável
Além da monetização, o programa aposta em uma lógica de comunidade, treinamento e incentivos para fortalecer a relação de longo prazo com os influenciadores. O ranking de vendas, por exemplo, funciona como uma ferramenta de gamificação e reconhecimento, estimulando competitividade e recorrência.
“O diferencial do nosso modelo está na combinação entre tecnologia proprietária, curadoria de creators e uma visão de longo prazo. Não se trata apenas de gerar vendas, mas de construir influência real e sustentável, conectando marcas a comunidades apaixonadas por esporte”, completa Jaques.
O modelo já foi expandido para outras grandes marcas comercializadas pelo grupo, como a Nike, e deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. Diante dos resultados, a Centauro projeta ampliar ainda mais o papel do Social Commerce dentro da empresa, consolidando o modelo como uma das principais alavancas de crescimento e inovação dentro da companhia.





