“Nada no mundo substitui a persistência.” – Calvin Coolidge, EUA (1872-1933).
Em uma ponta, temos o persistir, do latim persistere, que significa “manter-se firme”. Na outra, o desistir, do latim desistere, associado a “parar”. No mundo dos negócios, especialmente no empreendedorismo, existe a hora de perseguir uma ideia na qual você acredita, insistir para que dê certo, resistir nas primeiras dificuldades e persistir mesmo diante das adversidades. Mas também existe a hora – digníssima – de desistir quando você percebe que não está funcionando como esperava, que os recursos investidos chegaram ao limite e que a energia dedicada foi exagerada para pouco ou nenhum resultado.
O fato é que tem muita gente que ainda não percebeu que:
- Insistir no erro por orgulho, vergonha ou medo de assumir que “não foi desta vez” é pouco inteligente (melhor errar logo, ajustar o quanto antes e recomeçar assim que possível);
- Desistir antes do tempo pode ser a oportunidade que os seus competidores estavam esperando (a paciência, se utilizada com inteligência, é o segredo);
- Esperar pelo momento ideal na época em que tudo é instantâneo e dinâmico pode não ser uma estratégia funcional (não ter pressa é uma coisa; perder tempo é outra).
E você? Já passou por algum impasse entre parar tudo ou ir adiante? Como foi a sua sensação? E como você resolveu a situação?
De meu lado, uso sempre a “estratégia dos 3 passos”, já ouviu falar? Tem a hora de dar um passo à frente, a de dar um passo para trás e a de dar um passo para o lado. E, por mais curioso que pareça, todos esses passos podem servir para a evolução de um negócio, para o desenvolvimento da equipe, para a valorização no mercado. Curioso, não?
Muitas vezes, retroceder pode fazer você avançar mais, e avançar mais pode fazer você retroceder. E o passo para o lado é fundamental para se perguntar: “sei aonde quero chegar? O que estou fazendo para chegar até lá? É isso mesmo o que eu quero? Estou me preparando para isso?”. Fazer boas perguntas já é o começo de uma boa resposta.
Para mim, mudar a rota, aproveitar o que já estava feito, repensar, ajustar e prosseguir foi o que eu fiz quando começamos a trabalhar com metodologias de posicionamento de marca e cultura corporativa. Tomar decisões nunca é fácil, mas sem experimentar, não dá para saber se vai funcionar.
Atenção: a habilidade de enxergar oportunidades onde tudo aparentemente está perdido pode ser um fator de sucesso nos negócios – desde que o senso de ousadia não se transforme em orgulho e teimosia.
Tudo tem o seu momento, isso é bem verdade. Mas o segredo é estar sempre atento.





