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Podemos seguir – sem medo – utilizando a IA

Podemos seguir – sem medo – utilizando a IA

John Maeda, VP de Design e IA na Microsoft, em sua apresentação no SWSX 2023, nos ajuda com muito bom humor, a seguirmos sem medo utilizando a Inteligência Artificial

IA, essas duas letrinhas nunca causaram tanto barulho nos últimos tempos como agora. Nem mesmo o maior lutador de karatê do mundo poderia se quer imaginar que um dia um dos seus mecanismos poderosos de luta, o grito “IÁ”, pudesse ter tanto poder como agora (sim, foi uma péssima piada).

Mas quem realmente arrancou gargalhadas e apresentou boas analogias sobre IA e suas aplicações, foi John Maeda, VP de Design e IA na Microsoft, durante sua apresentação no SWSX 2023.

O carismático designer de computação e especialista em tecnologia, autor de livros, influenciador online e investidor em diversas startups, trouxe uma visão atual e nada catastrófica – como propagam alguns futuristas – sobre o uso e aplicação das IAs em nosso cotidiano.

Se hoje a Inteligência Artificial, especialmente o ChatGPT, nos faz pensar quão poderoso isso é na construção de respostas e conteúdos a partir de suas interações, Maeda prefere de dizer que o ChatGPT está mais para uma “nova embalagem de ketchup”.

“Antigamente o ketchup era numa embalagem de vidro, muito difícil de tirar, tinha que bater no fundo, aí espalhava tudo, era terrível. O ChatGPT é hoje a embalagem atual do ketchup. Basta espremer e ter ketchup na medida certa e sem o esforço”, brinca Maeda arrancado gargalhadas e aplausos da plateia.

“O ChatGPT é hoje a embalagem atual do ketchup. Basta espremer e ter ketchup na medida certa e sem o esforço” 

Maeda também avaliou essa evolução da IA como se você jogasse algumas mudas de plantas aquáticas num lago e depois de alguns dias, naturalmente, seu lago estaria completamente coberto por essas plantas. Maeda é divertido e cheio de exemplos simples e cativantes. Traça com carisma e habilidade de um comediante de stand up, toda essa evolução e expectativas sobre a IA se tornar tirânica e tão inteligente quanto os humanos (habilidade de um designer nato, talvez, de quem precisa simplificar coisas complexas para serem compreendidas e manuseadas por qualquer pessoa).

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Maeda fez também um overview sobre seu mais novo estudo “Design in Tech Report”, sobre esses aspectos especulativos e intrigantes da evolução do design e das novas tecnologias. Basicamente, Maeda afirma nesse report que o design evoluiu para “compreender mais de máquinas, escala e dinheiro”, e tende a se preocupar e ver mais “pessoas” e não “clientes ou clientes em potencial”. Algo que ele classifica como “estética da ética”.

Sobre linguagens, que tanto utilizamos hoje para novos termos e abreviaturas quando mencionamos tecnologias por exemplo (IA…), Maeda diz que falar “humano” será mais importante do que falar “máquina” em design. Em resumo, seu relatório aponta que para os próximos anos estes serão alguns dos pontos cruciais (e de valor comercial) para um novo design.

Mas voltando as analogias de Maeda (que são ótimas) ele usou uma do autor de “Invariants hf Human Behaviors”, Hebert Simon: “nosso cérebro é uma tesoura”. Uma tesoura para ser eficaz ela tem duas lâminas de corte, assim como nosso cérebro: a cognição (pensamento, pré-treinado) e o contexto (memória, que o alimenta) da forma que “a combinação de lâminas gera sua energia”.

Mas o que isso tem a ver com a Inteligência Artificial? Me parece bem ilustrativa. O humano (que a alimenta com contextos) tem no contato com a IA (um pensamento pré-treinado) a geração da energia que gera efeito, no caso do ChatGPT, por exemplo: respostas.

Mas voltando a Maeda (que é bem melhor) ele enfatizou nessa nova era, onde estamos rodeados de Inteligências Artificiais, que a contribuição tecnológica pode ser sim importante para o futuro do design. Empatia, Definição, Idealização, Prototipação e Teste, o caminho natural na elaboração do design, tem com o auxílio da IA, mais opções agora para testar audiências e resultados – o que é muito importante em design. “Acho que temos melhores condições de avaliar nossas capacidades e desempenho do que quando fazíamos por caminhos antigos”, frisou Maeda.

“Acredito que podemos viver com mais prazer e menos dor e, claro, a IA pode sim nos ajudar a fazer isso”

Por fim Maeda usou mais uma analogia que a plateia adorou. É sobre um conceito dos anos 2000, conhecido como “cookie and laundry principle”. Maeda explica: “Pense numa criança quando você oferece a ela a escolha entre dois biscoitos, um grande e um pequeno. Qual ela provavelmente vai escolher? O grande, claro. E se for oferecida a ela duas pilhas de roupas sujas para lavar, uma grande e uma pequena? Ela vai escolher a menor. Percebi que essa é a forma de abordar a IA também. Precisamos saber quando queremos fazer mais com ela e quando queremos fazer menos com ela. Acredito que podemos viver com mais prazer e menos dor e, claro, a IA pode sim nos ajudar a fazer isso”, conclui Maeda.

Sutilmente Maeda introduz um raciocínio astuto sobre como as tecnologias podem ser benéficas se usadas com parcimônia e sabedoria. Sem exageros. Deixando nosso cérebro se beneficiar do grande poder da dúvida e da capacidade de ativar memórias. Da habilidade de ainda entendermos que as tecnologias são projetadas para auxiliar nossas capacidades e compreensão de eventos em questão – ou não – simplesmente para nos dar uma resposta rápida para um passo adiante.

Em última análise, Maeda nos conforta e nos faz pensar que nossa fortaleza ainda será nossa capacidade cognitiva e bem-humorada de como podemos seguir transformando não só a nossa vida, ou o design, mas a próxima onda tecnológica também.


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