Os protagonistas da era da tecnologia

Os protagonistas da era da tecnologia

De Agentic AI à criptografia pós-quântica, as tendências tecnológicas que realmente importam trazem soluções capazes de responder a desafios contemporâneos e transformar modelos de negócios atuais

Há pouco tempo, a pauta em evidência no mercado brasileiro era a digitalização das empresas, que precisavam deixar para trás um mindset analógico para acompanhar uma tendência de comportamento do consumidor. As peças do tabuleiro movimentaram-se rapidamente e, hoje, quem parece ditar as regras do jogo é a tecnologia.

Da tão falada Inteligência Artificial à ainda menos abordada computação neuromórfica, essas “novidades” não são apenas promessas futuristas, mas realidades que moldam a competitividade global. O que se apresenta é um cenário dinâmico, no qual entender e antecipar o que irá fazer a diferença nos próximos anos não é um luxo, mas uma necessidade para empresas e líderes que desejam manter-se à frente na corrida por “um lugar ao sol”.

Mas o que realmente importa quando falamos de tecnologia em 2025 e nos próximos anos?

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Apesar de acreditarem que muitas incertezas permaneçam para este ano, as viradas econômicas e geopolíticas trazem um cenário que promete mudanças significativas. Por isso, a consultoria propõe uma lista de perguntas que líderes devem estar prontos para responder, a fim de tornar seus negócios sólidos diante das  transformações.

  1. Quais são as iniciativas tecnológicas cruciais (entre três e cinco) para a empresa executar a estratégia planejada? Os times estão alinhados a elas?
  2. Você tem ideia de como organizações que colocam Agentic AI como prioridade se parecem? Como está se preparando para dominar essa tecnologia?
  3. Sua organização está pronta para entregar as ambições relacionadas à IA, incluindo gerenciamento de dados, plataformas modernas, modelos operacionais e talentos?
  4. Que medidas tem tomado para proteger o negócio dos riscos geopolíticos atuais?
  5. Que iniciativas está colocando em ação para entender como tecnologias emergentes, tais como a quântica, podem gerar valor para seu negócio?

Evolução monitorada

Para começar, tendências de tecnologia estratégicas não são avanços tecnológicos isolados ou meras “apostas”, mas sim desenvolvimentos que impulsionam transformações e mudanças estruturais em diversos setores. Elas são definidas por uma série de fatores, normalmente monitorados por organizações especializadas, como as consultorias Gartner, Forrester, McKinsey, Accenture e tantas outras.

Entre esses fatores estão o grau de inovação e desenvolvimento tecnológico amplo, o impacto nos negócios (que não pode ser específico demais e deve incluir áreas como Saúde, Educação, Manufatura, Varejo e Serviços Financeiros) e na sociedade, a viabilidade econômica, a adoção crescente por empresas líderes de mercado e o avanço na infraestrutura que suporta a implementação em larga escala.

Além disso, é considerado o ciclo de vida da tendência, deixando de lado aquelas que seguem um ciclo de hype, ou seja, com excesso de expectativa (que tal o exemplo do metaverso?).

Uma vez que algumas inovações simplesmente desaparecem, enquanto outras evoluem e consolidam-se no mercado, o ideal é, antes de colocar as fichas em uma “tech trend”, compreender o real potencial e acompanhar a fase de maturação até que ela chegue a um nível de aplicabilidade real e sustentável.

Com isso em mente, CEOs, gestores e demais líderes empresariais podem incrementar a capacidade de não apenas identificar sinais emergentes de mudança, mas também interpretar as implicações de maneira certeira.

Impacto nas corporações

A antecipação das transformações permite que as organizações se preparem adequadamente, adotando posturas proativas para evitar riscos e explorar vantagens competitivas antes que os concorrentes o façam. Em muitos casos, essas mudanças ocorrem de maneira abrupta e disruptiva, tornando ainda mais crucial a capacidade de adaptação e inovação contínua.

Foi o caso com a Inteligência Artificial, em especial a IA generativa, uma vez que ferramentas como o ChatGPT e outras plataformas baseadas em redes neurais transformaram radicalmente setores como Comunicação, Marketing, Design, Programação e Atendimento ao Cliente, possibilitando um nível de automação ainda não visto e a democratização do acesso a modelos de IA avançada. Mais recentemente, a DeepSeek, nova IA chinesa, também abalou a forma como o mercado de desenvolvimento da tecnologia vinha se estruturando.

Além do impacto direto nos negócios, as revoluções tecnológicas alteram comportamentos sociais, relações de trabalho e até padrões de consumo – fatores que exigem um olhar atento para dentro – e além – do ambiente corporativo.

Como tirar o melhor da Era da Tecnologia em 2025

A McKinsey, empresa americana de consultoria estratégica, reuniu seus experts em tecnologia para oferecer insights sobre como CEOs e líderes podem tirar o melhor proveito das tech trends este ano. O ensaio foi batizado de “Resoluções de Ano-Novo”.

Ainda que 2024 tenha contado com alguns momentos notáveis, os especialistas resumem o período como bastante irregular: preocupações com IA criaram um boom de debates regulatórios, investimentos esfriaram em meio às pressões inflacionárias e as grandes expectativas em relação à IA generativa foram ligeiramente frustradas por complexidades organizacionais e tecnológicas.

Lideranças diante das tecnologias

Mais do que nunca, 2025 será um ano crítico para companhias aprenderem a lidar com uma IA mais centrada nos humanos. Apesar da empolgação ao redor da tecnologia, CEOs precisarão enfrentar as muitas mudanças organizacionais e operacionais que serão necessárias para realmente implementar a IA no dia a dia.

Além de uma cultura mais receptiva às tendências tecnológicas, será necessário criar uma jornada de aprendizado para que as equipes desenvolvam habilidades necessárias à nova realidade, como capacidade analítica avançada e comunicação clara.

Martin Harrysson, senior partner da McKinsey, é firme ao alertar que, apesar de esforços e investimentos nesse sentido, a maioria das organizações teve impactos pouco tangíveis a exibir em 2024. Isso porque é preciso começar a abandonar a idealização e entender o que precisa ser feito para as pessoas incorporarem os benefícios da IA.

“O problema não é a tecnologia. Somos nós. Estamos obcecados em gerar códigos e ignoramos o resto do ciclo de desenvolvimento. Jogamos ferramentas para as pessoas sem mudar como elas trabalham”, justifica.

Com isso, daqui para a frente, líderes devem passar a olhar os negócios como um todo se quiserem resultados mais robustos. Algumas estratégias neste sentido são a implementação de métricas de produtividade que levem em conta as inovações e a avaliação do papel humano neste processo, que pode ir desde redesenhar funções e ajustar incentivos a potencialmente reestruturar completamente as equipes.

Além disso, resiliência para focar energia em entender, profundamente, o que importa mais para os negócios, realocando recursos para proteger os sistemas mais relevantes, e inteligência para investir nas ferramentas que trarão mais impacto positivo farão a diferença.

Mas, quais devem ser essas novas tecnologias?

8 tendências tecnológicas para ficar de olho

Em um mar de novidades, listamos a seguir oito tendências tecnológicas estratégicas que merecem a atenção de líderes corporativos.

Agentic AI

O assunto do momento, Agentic AI (ou Agentes de IA) são programas que tomam decisões e ações autônomas para realizar tarefas e atingir objetivos específicos. Interagindo com o ambiente de maneira independente, não precisam de intervenção humana constante e adaptam-se muito bem a novas informações e contextos.

Eles conseguem a proeza ao combinar várias técnicas de IA, como capacidade de memória, planejamento, percepção do ambiente e aprendizado de máquina, utilizando ferramentas diversas e seguindo diretrizes previamente programadas.

Especialistas apontam que esse é o próximo passo definitivo da Inteligência Artificial no mundo dos negócios. Afinal, essa habilidade estratégica tem o potencial de ajudar líderes a concretizar suas visões sobre o uso da IA generativa no aumento da produtividade, por exemplo.

O senior partner da McKinsey, Matthew Fitzpatrick, afirma que liderar empresas para a modernização dependerá, significativamente, do quão bem elas conseguirão construir e gerenciar uma força de Agentic AI.

Insights do relatório Tech Trends 2025, da Deloitte, completam esse pensamento ao vislumbrar uma hierarquia de agentes delegando e especializando-se em tarefas. “Assim como com humanos, trabalho em equipe pode ser o ingrediente que falta para que as máquinas aprimorem suas habilidades”, aponta.

Já o relatório 2025 Top Strategic Technology Trends, da consultoria Gartner, prevê que, até 2028, pelo menos 15% das decisões de rotina das organizações serão assumidas autonomamente por Agentic AI.

Além da tomada de decisão em si, outras aplicações práticas envolvem automatização da experiência do cliente, análise de dados e inteligência preditiva muito mais ágeis e auxílio às equipes, retirando delas o peso de microtarefas.

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dos softwares utilizados pelas companhias listadas na Fortune 500 foram desenvolvidos há 20 anos ou mais
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Plataformas de governança de IA

Grandes corporações já estão acostumadas a manter plataformas de governança – sistemas digitais que ajudam a organizar, monitorar e melhorar a tomada de decisões e podem atuar no fomento da transparência, da gestão de riscos, do compliance e da análise de dados. Agora, com o aumento exponencial do uso de IA, plataformas de governança específicas para lidar com a tecnologia têm-se tornado essenciais.

Por meio delas, é possível ter melhor controle de sistemas baseados em IA, garantindo que eles levem a resultados confiáveis, responsáveis e inovadores.

Tais plataformas estão inseridas na lista de tech trends para 2025 da Gartner, ao considerar três pilares em que se baseiam: ética, cujos princípios guiam o desenvolvimento e a aplicação da IA; políticas responsáveis de IA, que impactam tanto a implantação quanto o gerenciamento da tecnologia; e os próprios aspectos técnicos, que devem estar alinhados aos padrões de governança.

As previsões da consultoria vislumbram que, até 2028, empresas que utilizam plataformas de governança de IA irão atingir taxas de confiança do consumidor 30% maiores e pontuações em regulações de compliance 25% melhores que os competidores que não forem por esse caminho.

Isso porque a IA tem-se espalhado, cada vez mais, por áreas, inclusive indústrias com regulações restritas, elevando riscos relacionados à adoção inconsciente de vieses, brechas na privacidade, manipulação de mercados e até prejudicando determinados grupos de pessoas.

Outras potenciais utilidades do sistema passam por avaliar riscos, mitigar impactos negativos à sociedade, evitar violações de privacidade, guiar o desenvolvimento de IA, considerando os modelos de governança, e, por fim, monitorar a performance de IA e auditar sua tomada de decisões, verificando que ela se mantenha “na linha” ao longo do tempo.

Criptografia pós-quântica

Se temos computação quântica, nada é mais necessário do que uma criptografia à sua altura. A Gartner traz a previsão de que, até 2029, avanços na computação quântica irão tornar a criptografia assimétrica convencional obsoleta e insegura.

Já o relatório da Deloitte faz um alerta mais drástico: atualizar as práticas de criptografia é simplesmente urgente, já que os modelos de hoje estão sob séria ameaça. A questão fica mais grave quando uma pesquisa da consultoria (sobre a postura das organizações em relação à era quântica e às suas implicações) descobriu que apenas 30% das empresas estão implementando medidas para evitar os riscos trazidos pela computação quântica.

Mas, afinal, por que a criptografia pós-quântica é a solução para os riscos impostos pelos avanços computacionais? Porque ela foi construída, justamente, para resistir a ataques de tais computadores. Seus novos algoritmos são projetados para substituir os métodos tradicionais, que podem ser rapidamente quebrados.

Proteger os negócios na era da tecnologia quântica significa, portanto, que os líderes de negócios devem se preparar desde já. A Gartner dá algumas recomendações certeiras: manter dados financeiros sensíveis seguros, pensando não só no agora, mas no futuro mundo dominado pela computação quântica; antecipar ataques quânticos, salvaguardando propriedade intelectual valiosa; e garantir que hackers ou competidores não possam decodificar informações confidenciais utilizando poder quântico. 

Computação neuromórfica

Uma sinergia entre ser humano e máquina é outra grande tendência  dos próximos anos, segundo a Gartner. Nesse sentido, precisamos estar preparados para interações cada vez mais aprimoradas entre experiências físicas e virtuais. A computação neuromórfica encaixa-se perfeitamente nessa onda.

Trata-se de um campo da Ciência da Computação e Engenharia que desenvolve hardware e algoritmos inspirados no cérebro humano, modelando neurônios e sinapses artificialmente.

A “imitação” abrange a eficiência energética cerebral; o aprendizado dinâmico, no qual o cérebro se adapta em tempo real, sem precisar de uma reprogramação completa; e o processamento de informações de maneira massivamente paralela, e não de forma sequencial, como os chips convencionais fazem.

O objetivo da computação neuromórfica, ao optar por esse caminho, é criar sistemas mais eficientes para tarefas como aprendizado, percepção e tomada de decisão. Sua elasticidade faz com que seja ideal para áreas como robótica avançada, dispositivos com Internet das Coisas (IoT) e a própria IA, tornando-as mais eficientes.

Ela pode, ainda, contribuir para o avanço tecnológico de uma forma geral. A Gartner cita, por exemplo, o desenvolvimento latente da computação híbrida: combinando diversas tecnologias, tais como CPUs, GPUs, edge devices, ACIS e sistemas neuromórficos, quânticos e fotônicos, ela pode passar a resolver problemas complexos da área, ao recorrer aos pontos fortes de cada um dos recursos envolvidos no processo. O impacto deve ser disruptivo.

Computação com eficiência energética

A sustentabilidade continua uma forte tendência, e não seria diferente na área tecnológica. Desenvolver e operar computadores, Data Centers, servidores e outros sistemas digitais, com foco em minimizar o consumo de energia e a pegada de carbono, é uma pauta urgente para 2025. Além de ser uma necessidade social e climática contemporânea, melhorar a eficiência energética ajuda, ainda, a reduzir custos operacionais e a prolongar a vida útil dos dispositivos eletrônicos.

Nos próximos dez anos, segundo o relatório da Gartner, isso estará mais próximo da realidade por meio de inovações já listadas aqui, como a computação quântica e a neuromórfica.

É neste tipo de computação que alguns fundamentos do controle da sustentabilidade no mundo tech acabam sendo mais amplamente aplicados, como códigos e algoritmos eficientes, novos hardwares e fontes limpas de energia. 

A tecnologia também pode ser vista como uma aliada se a meta é expandir o foco na sustentabilidade para fora das fronteiras da computação, afinal, atuam para um cenário mais equilibrado entre “homem-natureza”, a redução de consumo de energia nos Data Centers, a aposta em produtos que consumam menos energia no geral e o uso de sistemas inteligentes de gerenciamento de energia.

“Imagine um escritório inteligente no qual a computação com eficiência energética é integrada a todos os aspecto das operações diárias. Sensores IoT rastreando a ocupação do espaço, iluminação, uso de equipamentos, tudo em tempo real baseado em necessidades concretas – isso resulta na economia de custos e na redução da pegada de carbono”, vislumbra o Distinguished VP Analyst da Gartner, Nick Jones.

Computação espacial

Integrar o mundo digital ao físico, permitindo que dispositivos percebam, entendam e interajam com o espaço ao redor, está no cerne da computação espacial. Com ela, os usuários poderão interagir de maneira mais efetiva e ter experiências mais imersivas e intuitivas no mundo physical, que ganha novos contornos à medida que conteúdos digitais vão se ancorando cada vez mais aos ambientes reais.

Outras tecnologias de base possibilitam o desenvolvimento da inovação, como IA, realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR) e computação em nuvem. Por hora, ela também depende de dispositivos inteligentes, como óculos, fones de ouvido, robôs autônomos ou smartphones com sensores avançados.

Segundo a Gartner, o mercado de computação espacial tem expectativa de crescer dos US$ 110 bilhões em 2023 para US$ 1,7 trilhão em 2033. Nessa toada, as grandes companhias já estão fazendo a lição de casa. A Apple, por exemplo, causou barulho no ano passado ao lançar o Apple Vision Pro, um computador espacial que permite ao usuário navegar usando os olhos, as mãos e a voz. A empresa tem aumentado sua capacidade na área ao adquirir as tecnologias de base para a inovação.

Para a maior parte dos consumidores, os preços do Apple Vision Pro ainda são impeditivos, mas, de acordo com o relatório 2025 Tech Trends da CB Insights, mais da metade das empresas listadas na Fortune 100 já adquiriram unidades do produto. Em sua análise, isso indica que o lançamento foi bem-sucedido em capturar a imaginação do mercado em relação ao que ainda está por vir.

Outras big techs também têm investido na área: a Meta tem o Orion, óculos de realidade aumentada, e o Meta Quest, dispositivo de VR; o Google está desenvolvendo o Projeto Starline, tecnologia de comunicação por vídeo em 3D que tem o objetivo de criar uma experiência de reunião mais realista; já a Microsoft arriscou com o HoloLens, seu headset autônomo.

Robôs multifuncionais

Mais uma tendência a aparecer nas apostas tech para 2025 do relatório da Gartner, os robôs multifuncionais são máquinas projetadas para realizar diversas tarefas, em vez de serem limitadas a uma única função específica.

Versáteis e flexíveis tanto em de-
sign quanto em como operá-los, esses robôs são programados para seguir exemplos e instruções humanas. Combinando sensores, Inteligência Artificial e capacidade de aprendizado para se adaptarem a uma ampla possibilidade de tarefas, eles devem se tornar cada vez mais úteis em vários setores, como indústria, medicina, serviços e até no dia a dia.

Enquanto hoje menos de 10% das pessoas “convivem” com robôs inteligentes, em 2030 a expectativa da Gartner é que esse número aumente para 80%.

Com o avanço da tecnologia, já é possível categorizar tais robôs de acordo com suas aptidões mais destacadas:

Robôs industriais: braços robóticos que podem soldar, montar peças, pintar e embalar produtos.

Robôs domésticos: aspiradores inteligentes que limpam a casa, mas também mapeiam ambientes e conectam-se a assistentes virtuais.

Robôs médicos: incluem sistemas cirúrgicos assistidos por IA, que podem ser usados para diferentes tipos de operações.

Robôs humanoides: máquinas como a Sophia (da Hanson Robotics, de Honk Kong) ou o Atlas (da Boston Dynamics, dos EUA), que podem interagir com pessoas, realizar tarefas físicas e até aprender novas funções.

Com a ampla gama de utilizações, a probabilidade é que os preços se tornem mais competitivos, fazendo com que o item – em suas mais diversas formas – se torne acessível a um maior número de consumidores.

Gêmeos digitais

Por fim, o último item a entrar para a lista de tech trends a se observar em 2025 são os gêmeos digitais, ou digital twins. Eles são réplicas virtuais de objetos, processos ou sistemas, com a vantagem de permitir simular, monitorar e otimizar o funcionamento dos pares do mundo físico.

Isso significa redução de custos, aumento de eficiência e diminuição de riscos, afinal, muitos testes e possibilidades – que antes precisavam ser concretizados fisicamente – agora podem ser colocados à prova virtualmente.

É possível citar aplicações principalmente na Indústria, desde monitoramento de maquinário – para prever falhas antes que aconteçam – a simulações que ajudem, rapidamente, a redesenhar linhas de produção ou remodelar planejamentos.

Porém, outros setores como Saúde (criando modelos personalizados para diagnósticos e tratamentos, por exemplo), Planejamento Urbano (cidades inteligentes com simulações de tráfico ou de consumo de energia) e Design (testes de inúmeros desenhos de produtos antes de investir no modelo físico final), entre outros, devem ser diretamente impactados pela tecnologia. 

Tecnologias como Internet das Coisas (IoT) e realidade aumentada podem acabar entrando na equação para promover uma inovação contínua. Com isso, pode-se esperar, em um futuro breve, gêmeos digitais hiper-realistas, autônomos e altamente precisos, capazes de fornecer às lideranças que os adotarem resultados cada vez mais eficientes e fora da caixa.

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SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


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