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O cansaço de competir e a grande exaustão

O cansaço de competir e a grande exaustão

Reflexo de um momento no qual as fragilidades mentais ganham evidência inédita, o cansaço de competir já é uma tendência

Uma das grandes tendências já estabelecidas e em curso atualmente é o que denominamos “grande exaustão”. Basicamente, trata-se da incapacidade e da sensação de impotência de agir, reagir e encarar uma realidade que parece insuportável. Fenômeno que tem origem na dificuldade de a geração Millennial lidar com as frustrações e as incertezas do mundo, potencializadas por crises frequentes (mais recentemente, a pandemia, a crise climática e, agora, os conflitos armados na Ucrânia e em Israel), a grande exaustão já atinge muitas parcelas de outras gerações e perfis de renda.

Quem atualmente consegue deixar de se sentir exausto e fatigado após um ou dois dias de trabalho na semana? Quem se sente confiante e inabalável diante das incertezas políticas, sociais, econômicas e comportamentais? Quem consegue manter otimismo sólido diante da quantidade de informações negativas que chegam até nós por uma infinidade de canais? O fato é que há uma tendência generalizada de ressaltar cada vez mais o drama, a violência, a brutalidade e a crise, mesmo que os fatos não demonstrem tamanha aptidão para o caos.

Há um sentimento de deslocamento no ar, como se todos estivéssemos na iminência de um desastre, vivendo a melancolia que precede a ruína, mas, felizmente, essa angústia não encontra respaldo nos fatos. Sim, há guerra, há desigualdade, há juros altos, há um cenário econômico dominado por discussões desencontradas, contudo, ainda há virtude, inovação, ideias e descobertas acontecendo em ritmo impressionante. 

Tudo isso é muito difícil de compreender. A mente humana busca certezas e acaba por preencher essas buscas com histórias, pressupostos e vieses. É uma forma de compensar os estímulos negativos e acalmar a inquietação que vem da incerteza. O lado ruim desse mecanismo de proteção é que torna as pessoas excessivamente dependentes de suas crenças, sem abrir espaço para novas ideias e visões que possam estimular uma nova abordagem diante da realidade. 

Projetando essa tendência para o mundo corporativo, os dados estão aí: o Brasil é o segundo país com mais casos de burnout no mundo, conforme levantamento da International Stress Management Association (ISMA) de 2022. Ainda assim, há muito preconceito na mesa de reunião – é quase impensável que CEOs e altos executivos assumam cansaço mental, estresse e inadequação diante das exigências da rotina de trabalho. Seria um sinal de fragilidade absurdo. 

Mas vamos aos dados: um estudo realizado pela Way Minder, startup de Minas Gerais, com 600 executivos utilizando Inteligência Artificial mostrou que o burnout incide moderadamente nas áreas de RH e Vendas e na Liderança, com indicadores médios de 40 pontos (em uma escala de 0 a 75 pontos possíveis – grau máximo). Finalmente, um estudo da Vittude, plataforma de saúde mental, demonstra que 33% dos funcionários de empresas sofrem de transtornos mentais em nível severo, depressão, ansiedade e estresse crônico.

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Dores da competição

Esse retrato certamente influencia a performance das empresas. Sim, ainda que não assumam diretamente, as lideranças estão exaustas e competir, preparar a empresa para competir, tornou-se um fardo. A todo momento, para a liderança, seja o empreendedor à frente do negócio, seja o executivo profissional, surgem novos fatores que impactam e fustigam a capacidade competitiva: juros altos, perda de renda, transformação digital, novos canais, mudanças no comportamento do consumidor, mercado oferteiro, ruptura, lacunas de tecnologia, perda de engajamento dos colaboradores, perda de atratividade de talentos, novos competidores, dificuldade para mudar a mentalidade e orientar a empresa a dados…. É muito difícil, mesmo para o mais resiliente empreendedor, ter ânimo e vontade de manter o negócio pronto para competir. 

Está aí um fenômeno que merece estudo: Será que existem empresas que estão cansadas de competir? Em que nível há disposição para promover mudanças que melhorem as chances de uma empresa enfrentar cenários voláteis e incertos? O desafio de lidar com a complexidade parece ambicioso demais para as lideranças? Talvez as negativas diante da necessidade de investir em tecnologia, melhorar eficiência operacional, combater rupturas, adotar estratégias omnicanais e proporcionar uma experiência do cliente convincente sejam reflexo de um cansaço perante os resultados modestos registrados diante de outras tantas decisões.
Até que ponto empreender e patrocinar o esforço de mudança é válido?

O cansaço competitivo é um traço desses nossos tempos. O conformismo diante da necessidade imperativa de manter uma empresa competitiva, custe o que custar, pode ser uma reação natural diante da enorme complexidade de manter uma empresa continuamente bem-sucedida. Quem se sente capaz, com energia e vontade para isso?

Extrapolando essa provocação, quais são as implicações desse cansaço – ressalvando que esta é uma hipótese a ser comprovada – no crescimento econômico do País e no aumento de competitividade geral? E como recuperar a energia, a vitalidade e a vontade de tornar empresas mais competitivas, inovadoras e com força para superar resultados?

A grande exaustão requer algum tipo de terapia no interior das empresas para motivar times e lideranças no rumo da superação? E que metodologias podem ser usadas para atingir objetivos de superação sem comprometer ainda mais o estado mental dos colaboradores?

Não existem respostas fáceis. Definitivamente, a segurança psicológica está na agenda corporativa e suas consequências ainda não foram devidamente compreendidas. A pressão em si já está normalizada e faz parte do cotidiano. No entanto, ressignificar a relação com o trabalho e com os resultados ainda será motivo de muita discussão, porque já é possível admitir que empresas morrem, são vendidas ou incorporadas pelo fato de que cansaram. E cansaram porque o mundo, a realidade e a competição pareceram grandes demais para elas. 

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As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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