Callink mostra como CX passou a impulsionar crescimento, retenção e receita

Callink mostra como CX passou a impulsionar crescimento, retenção e receita

Com o apoio de IA e análise de dados, a experiência do cliente tem impactado diretamente retenção, eficiência operacional e crescimento sustentável

A experiência do cliente, que antes era tratada pelas empresas como uma frente voltada principalmente para o encantamento e a resolução de problemas no atendimento, assume agora um espaço mais estratégico, com impacto direto em indicadores como retenção, receita, eficiência operacional e crescimento sustentável.

A mudança ocorre em um momento no qual as empresas passaram a ter mais capacidade de medir a relação entre experiência e resultado financeiro. Um estudo da Forrester mostra que negócios orientados por experiência crescem a receita 1,4 vez mais rápido e aumentam o lifetime value em 1,6 vez em comparação com empresas menos maduras em CX.

Para Fabiano Batista, CEO da Callink, a principal transformação veio com o avanço da Inteligência Artificial e da análise de dados, que passaram a converter interações de atendimento em informações estratégicas para o negócio.

“Durante anos, CX aparecia em praticamente toda apresentação estratégica, mas ainda muito sustentado por percepção e intuição. A virada acontece quando a IA generativa passa a permitir análise em escala das interações e transforma conversa em dado acionável”, afirma.

Dessa forma, o atendimento deixa de ser visto apenas como operação e passa a funcionar como fonte de inteligência para diferentes áreas da companhia. Dados de comportamento, sinais de insatisfação, riscos de churn e oportunidades de melhoria começam a orientar decisões comerciais, operacionais e até de produto.

Conversas viram inteligência

Segundo Fabiano Batista, um dos maiores desperdícios das empresas ainda está nas interações que terminam sem gerar aprendizado.

“Hoje, é possível transformar cada interação em insight direcionável, seja sobre o comportamento do cliente, seja sobre as oportunidades de melhoria ou os sinais de insatisfação. Mas muito disso ainda não é aproveitado.”

O impacto também aparece nos ganhos operacionais. Com o avanço da automação inteligente, empresas conseguem reduzir tempo de atendimento, custo por contato e volume direcionado às equipes humanas, ao mesmo tempo em que tornam a experiência mais fluida para o consumidor.

Exemplo prático disso é o case de uma empresa-cliente da Callink que implementou um Agente Virtual de Prevenção (AGV) para o desbloqueio de cartões sinalizados por suspeita de fraude. A jornada, que antes dependia do atendimento humano, teve cerca de 5,5 mil atendimentos automatizados já no primeiro mês – número que rapidamente evoluiu para aproximadamente 10 mil interações mensais.

Automação que melhora a experiência

Além da eficiência operacional, Fabiano Batista afirma que a automação contribuiu para reduzir filas, acelerar respostas e melhorar indicadores de retenção em outras operações de atendimento premium e prevenção a fraudes.

“Os dados gerados ao longo dessas interações também passaram a apoiar análises preditivas de comportamento, permitindo identificar sinais de insatisfação e oportunidades de retenção de forma mais proativa”, pontua.

Em outras operações, a empresa registrou retenção média de cerca de 45% do volume entrante em atendimentos premium por meio de automação preventiva, além de redução de, aproximadamente, 50% dos casos encaminhados ao atendimento humano em operações ligadas a fraudes.

“Não é sobre automação por automação. É sobre usar dados para tomar decisões melhores”, afirma o CEO da Callink.

O que vai impactar o crescimento

Não basta conhecer o cliente de forma genérica; é preciso entender contexto, histórico e comportamento em cada interação

Ao mesmo tempo, o executivo destaca que empresas capazes de responder rapidamente aos sinais dos consumidores tendem a criar vantagens competitivas mais consistentes. 

“Não basta conhecer o cliente de forma genérica; é preciso entender contexto, histórico e comportamento em cada interação”, diz.

Na avaliação da Callink, práticas como hiperpersonalização, integração de dados e velocidade de adaptação às necessidades do consumidor devem concentrar os maiores impactos em crescimento nos próximos anos. Nesse cenário, a experiência do cliente deixa de ocupar apenas a linha de frente do relacionamento e passa a atuar como um dos principais motores de competitividade das empresas.

“Quando a IA assume tarefas repetitivas e operacionais, as empresas ganham espaço para que as pessoas atuem onde realmente fazem diferença: na empatia, no contexto e na construção de relacionamento. É aí que CX deixa de ser apenas eficiência e passa a gerar crescimento sustentável”, diz Fabiano Batista.

Fabiano Batista, CEO da Callink

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


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