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As principais tendências de cibersegurança em 2022

As principais tendências de cibersegurança em 2022

Equipe da Kaspersky elenca 10 pontos cruciais para as empresas se prepararem

Não é novidade que a pandemia de Covid-19 acelerou a adoção de novas tecnologias nos últimos 18 meses e a forma como as tendências impulsionaram a adaptação das táticas nos ataques dos cibercriminosos e, consequentemente, a relevância da cibersegurança. No entanto, conforme as campanhas de vacinação avançam e as atividades presenciais retornam, os especialistas da Kaspersky advertem que os cibercriminosos estão se adaptando novamente e focando em ferramentas e vítimas que maximizarão seus esforços e lucros.

“O cibercrime está em constante evolução, por isso, nem as empresas, nem os consumidores, podem baixar a guarda. Os atacantes estão sempre atentos às últimas tendências e tecnologias para fisgar o maior número possível de vítimas. Contudo, notamos que os ciberataques passaram de simples e massivos para mais complexos e direcionados, o que sugere que os cibercriminosos estão aperfeiçoando suas táticas e procedimentos para atirar à esmo”, afirma Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise (GReAT) da Kaspersky para a América Latina.

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Cibersegurança à prova

Com os sentidos mais aguçados do que nunca, invasores irão investir naqueles que estiverem mais vulneráveis. Sendo assim, os prognósticos de tipos de ataques do GReAT latino-americano da Kaspersky para 2022 são:

1. Consolidação do desenvolvimento de trojans bancários e trojans de acesso remoto (RATs) para Android

Com o crescimento e maturidade dos serviços bancários móveis, é altamente provável que os grupos de cibercriminosos, que tradicionalmente têm como alvo sistemas baseados em Microsoft Windows, irão expandir seu portfólio para incluir golpes móveis. Em geral, esses Trojans e RATs serão mais sofisticados em termos de maturidade de código e mais diversificados em termos de alvos.

Será necessário investir na cibersegurança desses sistemas operacionais para conter o avanço desses ciberataques.

2. InfoStealers

Ataques maliciosos que visam roubar informações vão criar um nicho no crime digital. Devido ao baixo custo de licenciamento e ampla disponibilidade de versões crackeadas, bem como à facilidade de uso e eficácia na coleta e roubo de dados sensíveis de suas vítimas, os trojans infostealers se tornarão uma das ferramentas de ataque preferidas.

Os cibercriminosos procuram um equilíbrio entre os seus esforços e os lucros, sendo que os infostealers vão preencher essa necessidade. Vai haver um boom em sua utilização, independentemente das motivações finais, sejam elas financeiras ou para o planejamento de ataques futuros mais complexos.

3. Ransomware mais seletivo 

A cultura impede que os cibercriminosos latinos consigam persuadir as vítimas a pagarem o resgate para recuperar os dados. Por este motivo, os ataques de ransomware se tornam menos atraentes para os pares internacionais, pois seu objetivo final é receber o pagamento.

Frente a esta situação, os grupos que detém o ransomware (programa) serão cada vez mais seletivos, visando vítimas que estão sob uma legislação que prevê multas pesadas para empresas que tenham informações pessoais de clientes vazadas.

4. Venda de dados roubados em plataforma internacionais

Os cibercriminosos latino-americanos aprenderam que é mais lucrativo roubar dados pessoais e vendê-los em plataformas internacionais que atraem criminosos que querem comprar essas informações.

Desse modo, alguns grupos regionais estão se especializando neste processo de comprometimento de redes das vítimas, roubo de informações sensíveis e venda direta em mercados internacionais, seja em inglês ou em outra língua.

5. Exploração e monetização do mercado de PoS

A retomada das atividades econômicas aumentará as transações financeiras realizadas por meio de pontos de pagamento PoS (sigla em inglês para ponto de venda). É um mercado em crescimento e com diversos fabricantes de tecnologia.

Por mais que haja opções, todos os PoS compartilham algo em comum: a falta de segurança contra malware — e esta é a vulnerabilidade que os criminosos continuarão a explorar. Além disso, os invasores continuarão a buscar novas oportunidades para explorar os pagamentos digitais feitos nos celulares.

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6. Intensificação dos web skimmers estrangeiros

Durante a pandemia, os consumidores da América Latina se acostumaram a fazer compras on-line, incluindo mantimentos e outros itens essenciais. Vários sites de comércio eletrônico que oferecem roupas, bebidas, aparelhos eletrônicos e outros itens serão comprometidos por ações externas para inserir um programa web skimmer (Magecart) para roubar dados de cartões de créditos dos internautas enquanto eles realizam compras nestes sites comprometidos.

Este é um desafio para os administradores, pois sua detecção requer conhecimento de como esse código malicioso funciona e de suas técnicas de ocultação.

7. Ataques avançados direcionados

Olhando para a polarização global que existe atualmente, é possível que ataques avançados do tipo APT (advanced persistent threat), visando infraestruturas críticas de vários países aliados do mundo ocidental, ocorram. Tais ataques terão como objetivo extrair informações de interesse para os atacantes, bem como para rivais em países aliados à América Latina.

8. Fábricas de trolls em redes sociais

A Kaspersky prevê uma espécie de legitimação no uso de contas dos tipos troll ou zumbi por diferentes atores políticos no poder e por aqueles que procuram o poder. Esse uso se intensificará durante períodos eleitorais e momentos críticos nas sociedades.

9. Golpes com criptomoedas

Com o aumento da pobreza e a desvalorização das moedas nacionais, mais pessoas estarão à procura de formas de sobreviver ou de assegurar seu dinheiro investindo em criptomoedas. Infelizmente, por não serem especialistas neste mercado e por motivos culturais, muitas delas acabam confiando em empresas que anunciavam opções de investimentos fáceis, mas perdem todo ou parcialmente seu dinheiro — pois estas captam os fundos e depois somem, seja imediatamente ou após alguns envios das comissões prometidas.

É importante lembrar que a cibersegurança também age em prol da proteção de transações desse tipo e porte.

10. Ataques usando códigos QR

Em 2021, foram identificados vários ataques usando códigos QR, algo que está se tornando cada vez mais comum devido às suas diferentes utilizações, incluindo publicidade em transportes públicos, cardápios de restaurantes, promoções ou localização de lojas.

Este método de ataque combina engenharia social com a facilidade que esta tecnologia oferece às pessoas para que, a partir dos seus dispositivos móveis, possam acessar imediatamente algum site. No entanto, pode haver códigos QR maliciosos que irão instalar aplicações no dispositivo da vítima ou redirecioná-las para sites que irão solicitar informações confidenciais.

2022 vai exigir muita atenção

Se a sociedade aprendeu algo durante os últimos 18 meses de pandemia, é que tanto as empresas, quanto as pessoas, devem ter um conhecimento básico de cibersegurança e praticar bons hábitos frente à digitalização das relações comerciais.

“Como nossas vidas, o ambiente digital também está se preparando para o mundo híbrido. Neste sentido, em 2022, vamos testemunhar novos tipos de ataques mais perigosos e que tendem a aumentar a probabilidade de perdas financeiras grandes e maiores danos à reputação das empresas”, destaca Dmitry Bestuzhev.

“No caso das companhias, elas também devem conhecer as técnicas e procedimentos dos grupos de cibercriminosos e contar também com visibilidade técnica em suas redes para identificar os atacantes com antecedência, bem como ter acesso a relatórios de inteligência para prevenir problemas (actionable intelligence)”, completa o diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise (GReAT) da Kaspersky para a América Latina.

Ou seja, mais importante do que ter ideias mirabolantes a respeito do que elaborar para a experiência do cliente, é necessário oferecer um espaço de troca seguro entre marca-consumidor. Afinal, é a partir da confiança gerada com e pela plataforma que o usuário decide dar o primeiro passo.

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