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Por que o WhatsApp incomoda alguns setores da política brasileira?

Por que o WhatsApp incomoda alguns setores da política brasileira?

Para especialista, o Estado, hoje incapaz de garantir os direitos básicos ao cidadão brasileiro, pode apreender muito com empresas inovadoras em tecnologia no que tange a ética, a meritocracia e a competência

 
Com mais de 800 milhões de usuários em todo o mundo, o WhatsApp, fenômeno no mercado de aplicativos genericamente denominados OTT – Over the Top, nem de longe dá a impressão de que chegou ao seu apogeu. Ao contrário, demonstra que ainda tem muito fôlego para crescer. Nada mau para um aplicativo lançado em 2009, apenas na versão iOS.
 
Adquirido por Mark Zuckerberg no início de 2014, por US$ 16 bilhões de dólares, o WhatsApp enfrenta agora o maior desafio de sua história: confrontar-se com a fúria das empresas de telefonia móvel – e seu poderio político e financeiro – que tem perdido receitas decorrentes de ligações de voz e envio de SMS’s, por conta do aplicativo. Agora com versão também para a web, o WhatsApp pretende ampliar ainda mais seu espaço na atenção dos usuários, que poderão acessar sua conta também de seu computador pessoal.
 
Com o DNA da inovação nas veias, o WhatsApp se prepara para a batalha melhorando ainda mais. Lançou semana passada uma atualização para smartphones da plataforma Android e iOS com diversas funções que tornarão o aplicativo ainda mais prático e funcional aos usuários. Dentre as principais, as novas ferramentas permitem ao usuário deixar muda a conversa com contatos específicos e reduzir o uso de dados nas ligações quando estiver em locais com sinal ruim. A nova versão do aplicativo trouxe também a correção de alguns erros.
 
Afora as melhorias acima mencionadas, o WhatsApp está se preparando para um possível bloqueio de seus serviços por parte das operadoras de telefonia móvel. Ao que parece, o primeiro país que pode impor limitações é a Itália, já que a equipe de tradução de software naquele país recebeu pedidos para adicionar frases na versão italiana do aplicativo, avisando a possível restrição.
 
Aqui no Brasil, o ex-Ministro de Comunicações Ricardo Berzoini, se posicionou a favor das empresas de telecomunicação e contra o WhatsApp, alegando que o aplicativo não gerava divisas para o erário público. Tal pensamento, além de ser desconectado da realidade é sofismático, haja vista todos os consumidores usuários de planos de dados pagarem indiretamente todas as taxas de Fistel, inerentes a ativação e fruição do serviço. Acertadamente, o presidente da Anatel, João Resende, classificou o WhatsApp como serviço de valor adicionado, sendo sua utilização mero desdobramento do uso, gozo e fruição do serviço contratado. Ou seja, exercício regular de direito do usuário.
 
Para a sorte dos usuários satisfeitos com a qualidade do serviço, a tecnologia e a inovação avançam independente da burocracia e da preocupação da classe política em geral com o bem estar do povo brasileiro. Assevere-se que os titãs da inovação, tem em seu pensamento primordial fazer algo para melhorar a vida das pessoas, sendo o lucro decorrente de seu sucesso, mera consequência de um circulo virtuoso.

Quiçá um dia, o Estado hoje incapaz de garantir os direitos básicos ao cidadão brasileiro, reencontre seu caminho ao lembrar a finalidade para a qual foi criado, qual seja, o bem estar comum. Ouso pensar que os titãs da inovação tem muito a ensinar à classe política brasileira no que tange a ética, a meritocracia e a competência. Será por isso que a inovação incomoda tanto alguns setores da política brasileira?

*Dane Avanzi é advogado, empresário de telecomunicações e presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

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