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Do Pix ao e-money: presidente do BC indica futuro do dinheiro no Brasil

Do Pix ao e-money: presidente do BC indica futuro do dinheiro no Brasil

Roberto Campos Neto encerrou a 32ª edição da FEBRABAN TECH com perspectivas ousadas (e factíveis) para a digitalização do sistema financeiro brasileiro.

Em uma apresentação ligada no 220 no encerramento da FEBRABAN TECH, o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, traçou um panorama sobre os próximos passos e as iniciativas mais recentes do BC.

Para começar, Campos Neto apresentou o que o BC via como principal problema a solucionar neste momento: estabelecer um meio de pagamento seguro, rápido, barato, aberto, transparente e integrado. E o Pix abriu portas para uma trilha de modernização financeira, com digitalização da economia e das transações. E essa trilha vai nos levar para a moeda digital.

Pix revolucionou transações financeiras

Em grande parte esse sistema é o Pix. O sistema de pagamento instantâneo conquistou o coração e o bolso dos brasileiros. Já são mais de 478 milhões de chave Pix registradas no país, com uma movimentação de R$ 889 bilhões. Além dos consumidores, a modalidade facilitou principalmente as transações de pequenos negócios e empresas individuais, que diminuíram seus custos operacionais ao não precisar arcar com o pagamento de taxas de cartões e transferências.

Em um primeiro momento isso poderia significar perda de dinheiro para os bancos, certo? Campos Neto defende que não. A introdução do Pix como sistema de pagamento e o protagonismo que conquistou desde seu lançamento, em novembro de 2020, diminuiu a arrecadação dos bancos com taxas, mas ampliou o número de transações.

“Nós queremos bancarização. E bancarização gera mais transação. O que vemos são bancos com fatias menores de tortas maiores. No fim, não é sobre estar ganhando ou estar perdendo, todo mundo está ganhando”, disse o presidente do BC.

Leia Mais: Recompensas e tempo de operação são barreiras para crescimento do Pix

Uma das provas de que o sistema Pix é bem-sucedido são seus horizontes de internacionalização. Colômbia e Uruguai já vieram conhecer o sistema brasileiro para avaliar as possibilidades de implementação. O que vai ao encontro do desejo de Campos Neto de uma maior integração do sistema financeiro da América Latina.

Para isso o BC tem uma agenda evolutiva do Pix que inclui crédito, remuneração da conta PI, e a concepção de Pix offline, Pix Cobrança e Pix Débito Automático.

Inovação no Sistema Financeiro

Mas o Pix faz parte de um objetivo maior. Que é a conexão em uma carteira digital. Outro passo nesse sentido é o sistema Open Finance. A integração de diversas contas em um só aplicativo facilita a visualização do contexto geral das finanças do consumidor. E isso não é bom só para organizar os gastos e ganhos.

Do ponto de vista dos bancos, o sistema Open Finance promove competição, eficiência e segurança dos dados. Com isso, grandes instituições e novos bancos têm mais condições de igualdade para tentar conquistar (ou manter) um cliente.

Leia Mais: Tecnologia e vida financeira são indissociáveis, diz pesquisa da Mastercard

Já para os clientes, o presidente do BC vê como um recurso para que as pessoas usem seus dados para terem produtos sob medida. Há um conjunto de soluções que vão ser desenvolvidas, desde a comparação automatizada de serviços e taxas, aplicativos para aconselhamento e planejamento financeiro, até o surgimento de um marketplace de crédito.

Até o momento já houve mais de 7,5 milhões de autorizações de compartilhamento de dados de clientes no sistema Open Finance.

“Desenvolver um sistema digital ajuda a tirar dinheiro físico de circulação, o que tem um impacto enorme no sistema bancário” lembrou Campos Neto. Além disso, facilita o acesso às transações financeiras simplificadas, afinal são mais de 240 milhões de celulares no brasil.

Spoiler: a moeda digital do Brasil vai ser ‘tokenizada’

Essas modernizações no sistema financeiro brasileiro são parte de uma trilha maior rumo à digitalização. O objetivo do presidente do Banco Central é conectar tudo no formato de carteira digital, ”e aí as peças vão se encaixando, com pagamentos, open finance e a monetização dos dados. Assim vamos ter um novo sistema, interoperável”, explicou Campos Neto.

A convergência trabalhada pelas big techs entre texto, pagamento e conteúdo, em que se tornou possível fazer um pagamento pelo Whatsapp, conversar pelo Google sempre foi vista pelo presidente do BC como uma corrida de dados e uma corrida para ser o principal canal para os usuários.

E o Brasil já está trabalhando para estar no pelotão da frente. “Vou dar um spoiler: o real digital vai ser um depósito tokenizado”, destacou Campos Neto.

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Mas o que é o real digital?

É um CBCD, sigla para Central Bank Digital Currency. Uma versão virtual do dinheiro, um e-money. Mas nem toda moeda digital é igual. Existem duas modalidades e diferentes formas de centralização.

Modalidades de CBDC

CBDC de atacado
A CBDC de atacado funciona somente para bancos comerciais e câmaras de compensação para transações no mercado entre instituições financeiras) para agilizar as transações.

CBDC de varejo
A CBDC de varejo é voltado para o consumidor final. Ele funciona como uma alternativa ao dinheiro físico – literalmente as notas que a gente carrega (cada vez menos) na carteira. O e-money aumenta a inclusão financeira pois pode permitir transações totalmente digitais entre duas pessoas, sem precisar da intermediação de um banco.

Centralizar ou não centralizar

Com uma moeda digital emitida pelo Banco Central, a regulação sobre a CBDC é centralizada no BC, a instituição responsável por regular o sistema financeiro.

Já moedas descentralizadas são as cripto, como Bitcoin, Ethereum e Tether. Elas são consideradas ativos digitais.

Mas qual o impacto disso no sistema financeiro. Campos Neto explicou que a maior parte dos bancos centrais no mundo procura nas moedas digitais construir uma CDBC porque não tem um sistema de pagamento transfronteriço que seja eficiente.

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Mas na visão do presidente do BC, um elemento essencial para o sucesso da digitalização financeira é a descentralização. “A gente pensa que isso é pensar pequeno. Vejo o CDBC como um fomento de novos negócios, poder interagir com o dinheiro físico e o digital”.

Isso para tirar proveito do ecossistema de negócios que o BC acredita que emergirá do open finance. Essas evoluções permitirão às pessoas monetizar melhor seus ativos. “É um mundo fascinante. Acho importante que as pessoas possam acumular seus dados, gerenciar seus dados, e receber ofertas e propostas sob medida e vai entender suas necessidades. Mas a gente ainda tem muito para caminhar”.


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