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Pesquisa investiga masculinidade tóxica: afinal, quando vira um ciclo?

Pesquisa investiga masculinidade tóxica: afinal, quando vira um ciclo?

Startup brasileira especializada em pesquisas digitais fez um raio-X e foi a fundo na investigação da masculinidade tóxica nas atitudes e relações humanas
Legenda da foto

Você já ouviu falar de “masculinidade tóxica”? O termo, alvo de estudos e até campanhas publicitárias, nunca esteve tão em alta. A MindMiners, startup brasileira especializada em pesquisas digitais, fez um raio-X e foi a fundo na investigação do termo nas atitudes e relações humanas. Existe um ciclo?

Segundo a startup, ele surgiu para classificar características masculinas colocadas de maneira estereotipadas na sociedade, como “coisas de homem”.

A partir da análise do termo na infância, nos relacionamentos e experiências no trabalho, a MindMiners observou quais as crenças que as pessoas costumam ter para identificar momentos da vida em que a masculinidade tóxica se faz presente.

A pesquisa feita de forma digital contou com 500 entrevistados de ambos os sexos nas cinco regiões do país e de diferentes classes econômicas. A análise foi segmentada entre homens e mulheres heterossexuais e LGBTs.

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Pesquisa investiga masculinidade tóxica: afinal, quando vira um ciclo?
Cena do filme “Eu não sou um homem fácil”, da Netflix

Desde a infância

A partir do levantamento, a MindMiners observou que a infância é uma fase importante, principalmente para os meninos, quando o assunto é masculinidade tóxica. Uma hipótese levantada no estudo é de que eles sejam mais incentivados a praticar e se envolver com atitudes violentas, desde a infância, do que as meninas.

Cerca de 72% dos entrevistados afirmaram que já se envolveram em alguma briga física na juventude. O número cai para 48% no caso das mulheres. Dentre os motivos que levaram ambos os grupos a brigar, 22% dos homens afirmam ter brigado por brigar, como uma espécie de brincadeira. Já em relação às mulheres, apenas 10% fizeram o mesmo.

Sobre os brinquedos que os entrevistados usavam, a resposta não fugiu do convencional. Os que mais fizeram parte da infância das meninas foram bonecas, eletrodomésticos para crianças e kit de maquiagem infantil.

Já os homens responderam que brincaram com carrinhos, armas de brinquedos e bonecos inspirados em heróis de filmes de ação. Na comparação entre as percepções das pessoas sobre os brinquedos serem “para meninos” ou “para meninas”, o estudo trouxe diferenças.

Enquanto grande parcela deles enxerga uma diferenciação, para as mulheres, em geral, grande parte dos itens são apropriados para ambos os sexos.

Comportamento

E quando o assunto são os hábitos dos entrevistados na infância e na vida adulta, os dados apontam que existe uma atitude comum: o uso de xingamentos.

Os mais utilizados por homens são viado (48%), idiota (47%), babaca (37%), boiola (35%) e besta (34%) – Dos cinco, dois estão relacionados a termos homofóbicos.

Já, os xingamentos mais utilizados pelas mulheres são chato (60%), idiota (51%), besta (45%), feio(a) (43%) e bobo(a) (38%).

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