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Perfil – Miguel Krigsner

Perfil – Miguel Krigsner

Miguel Krigsner fundou uma pequena farmácia de manipulação para unir a vontade de empreender com o desejo de trabalhar com beleza. Nem imaginava que O Boticário resultaria em um grupo de quase 4 mil lojas e em uma história com aroma de perfume

Ele subiu a Rua Saldanha Marinho em direção à Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba, no Paraná, a pé. Foram cerca de cinco quilômetros. Debaixo do braço um pacote de cigarros Continental cuidadosamente embrulhado para presente. Quando chegou à loja de confecções, estendeu o embrulho ao seu pai,

Jacob, que riu. Os cigarros representavam uma promessa cumprida. ?Quando abri a farmácia, meu pai falava que nunca funcionaria. E disse que era para eu comprar um pacote de cigarros caso conseguisse tirar algum dinheiro do negócio?, conta Miguel Krigsner. E mesmo com o pacote nas mãos, Jacob seguiu descrente: ?esse negócio não vai funcionar?.

Naqueles anos, final da década de 70, nem ele e nem o filho imaginavam que daria certo. Muito certo. Sequer sonhavam com a proporção que o negócio tomaria. Que hoje O Boticário seria apenas uma das marcas do maior grupo de cosméticos do País, a maior rede de franquias do setor de beleza do mundo e que traduz na prática o slogan da companhia Beleza É o que a Gente Faz. E que o jovem Miguel seria um dos homens mais ricos do mundo e falaria, anos depois, sobre o império que construiu do alto do sétimo andar de um prédio do Grupo Boticário, em Curitiba, em uma sala com janelas grandes que dão vista para o Jardim Botânico.

Como qualquer pai da década de 70,  Jacob queria fazer do filho um ?doutor?. Ainda mais quando na família havia a sombra de uma guerra. ?Era o sonho dele. Medicina, engenharia e direito eram carreiras que traziam segurança?, diz Krigsner. Segurança que eles não encontraram na Europa, de onde tiveram de fugir com a ascensão nazista. De lá, caíram na Bolívia, com US$ 5 no bolso e muito tino para o comércio. Comprando roupas a fiado, o pai de Krigsner saía de carona até as minas de estanho, de onde eram extraídas as riquezas do país naquela época, para vender aos trabalhadores. Mesmo sem falar uma palavra em espanhol. ?Ele era um negociante nato. E trago esse espírito empreendedor na minha genética?.

Não foi à toa que no embate entre os desejos do pai e os sonhos do filho venceu o último. No Brasil, o jovem Miguel abateu em parte as agruras do pai: formou-se farmacêutico, mas sem o menor interesse em trabalhar com doenças. ?Queria tratar do lado mais bonito da vida?, conta. Uma beleza com que o pai, comerciante de roupas femininas, lidava todos os dias naquela loja da Rua XV de Novembro. Foi lá que, desde os 12 anos, Krigsner trabalhou. ?Foi uma grande escola de varejo?. Nessas aulas ele aprendeu a lidar com pessoas e conheceu de perto o universo que pautaria toda sua trajetória futura. ?O mundo da mulher é fascinante. Ela nasceu para ser admirada?, ressalta.

E foi então que ele encontrou o lado bonito que tanto buscava. Juntou isso com a vontade de empreender e cerca de US$ 3 mil tomados como empréstimo de um tio e iniciou, com três colegas, a farmácia de manipulação O Boticário, em 1977. Não demorou muito para que ele visse que a farmácia, na sua essência, não traria o resultado desejado, apenas reforçaria a incredulidade do pai. ?Em dois, três meses senti que dificilmente conseguiria crescer, que penaria anos e anos. Tinha dias que eu fechava o caixa com cinco receitas?, conta. Buscou na beleza a alternativa que precisava. Já naquela época o mercado brasileiro era tomado por grandes redes internacionais.

Mas os produtos vendidos não tinham o cheiro do Brasil. Na busca pelo aroma ideal, Krigsner começou com os cremes dermatológicos, ?mascarando? o cheiro de remédio com essências de qualidade e chamando a atenção da clientela. Com galões de vidro de uma tia que fabricava vinhos artesanais, utilizou o conhecimento em bioquímica para fazer perfumes com uma batedeira no terceiro andar da farmácia.

Do laboratório onde trabalhava uma amiga saiu o primeiro grande sucesso da marca, o Acqua Fresca: um produto inacabado. ?Ela me apresentou a fragrância e pra mim estava pronta, embora ela insistisse que ainda precisava aparar algumas pontas?, diz. A pressa tinha uma explicação: para investir no mercado de perfumes, Krigsner comprou um lote de frascos de um estoque do apresentador Silvio Santos, que havia desistido de seus investimentos no setor de perfumaria assim que saiu a concessão da TV. O problema é que Krigsner só poderia comprar o lote todo: foram 60 mil frascos vendidos a preço parcelado.

A partir desse episódio, o empreendedor relembra a parte da história que todos conhecem: que ele transformou a farmácia em perfumaria, abriu uma segunda loja no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR) e que, a partir daí, ganhou visibilidade e despertou interesse de investidores de todo o País que passavam por ali. Começou apenas com revendedores (o primeiro em Brasília), por receio de que ao passar a permissão de uso da marca alguém fizesse ?alguma besteira com ela?. A fábrica foi montada em seguida, em 1982, para atender a uma demanda que só crescia. Assim como ocorreu com o famoso lote de frascos de Silvio Santos, a decisão de abrir a fábrica também foi no risco. ?O analista financeiro avaliou e disse que o volume de investimentos era inviável, mas decidi meter as caras e fazer, porque a pior coisa que poderia acontecer era não dar certo.?

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Pelo caminho, cheiros bons e ruins

Abrir franquias foi um pulo que exigiu de Krigsner uma das maiores decisões da sua trajetória: em 1985, reuniu os revendedores para iniciar a normatização do contrato de franquias. ?Disse que daqui para frente todas as lojas passariam a se chamar O Boticário, mas havia muita gente apaixonada pela marca que tinha criado. Foi delicado?, conta. ?Tem um momento em que temos de arriscar mesmo, porque você pode ter todas as pesquisas de mercado e uma série de informações, mas a tomada de decisão é naquela hora e é sua?. Ele reforça uma ideia e um medo. ?É preciso levar em conta, em primeiro lugar, o respeito ao capital do próximo, que, muitas vezes, está investindo o recurso de uma vida inteira no seu negócio?, acredita. ?Uma certeza que tenho dentro de mim era de que eu jamais queria causar prejuízo para outra pessoa?, define.

Outra lição aprendida neste momento foi o peso da confiança na relação com quem seguia com ele. ?A relação era olho no olho. Ou você confia, ou confia?, diz. Uma prática que, apesar de todos os recursos disponíveis hoje, continua na rotina do empreendedor. No início, não eram raras as ligações de revendedores e depois de franqueados que desabafavam sobre os rumos do negócio. ?Tem que ouvir e dar uma força.?

Foi nos riscos e no aprendizado prático que a rede foi crescendo. E chamando a atenção do mercado. Dezenas de investidores bateram à porta do fundador para sentir de perto o cheiro do grupo. Todos foram delicadamente recusados. ?O Artur [Grynbaum, atual presidente do Grupo Boticário e que detém cerca de 20% das ações da companhia] é mais do que meu sócio. Ele é meu parceiro principalmente pela questão dos valores. O grande problema de uma sociedade, seja com pessoas ou com outras empresas, é que você lida com valores. Tem empresas que quase não têm alma, que só tem executivos que hoje estão e amanhã não estarão. Então, com quem você conversa??.

A preocupação e a cautela não são de hoje. Lá no início, Krigsner ficou anos tirando do negócio apenas o suficiente para acordar no dia seguinte e continuar trabalhando. ?Essa história de empresário rico e empresa pobre não funciona. Tenho de proteger quem está debaixo do meu teto e não torrar dinheiro?, afirma. O caminho do reinvestimento foi outra base que ainda impera no grupo. O que não isola a companhia das intempéries do mercado. Com quase 40 anos de atuação, O Boticário passou por diversos cenários até que todas as pontas estivessem aparadas ? como em um perfume.

Foram vários planos econômicos, inflação que só subia, instabilidade e descrença do mercado durante os anos 80. Mas nenhum período foi tão difícil e marcante para Krigsner como 1987. Ele ainda lembra-se dos rostos dos dez fornecedores estratégicos que reuniu em volta da mesma mesa em uma manhã. As notícias não eram boas: ou eles confiavam, continuavam o fornecimento, apesar da total falta de recursos para o pagamento imediato, ou O Boticário fechava as portas. ?Disse que precisaria de ao menos uns seis meses para estabilizar?. E, mais uma vez, a conversa franca mantiveram o negócio de pé. ?Não precisamos mostrar que somos fortes o tempo todo. É quando mostramos as nossas fragilidades que conseguimos nos aproximar do outro?, diz, com simplicidade.

Vaidade ele só tem diante do espelho. ?Acho que sou vaidoso, sim. É importante estar bem, porque no momento em que você se cuida, pode cuidar dos outros?, diz. Apesar disso, ele prefere olhar mais para fora que para si. Para a mulher brasileira a quem dedica todo o negócio que concebeu. Para o negócio, que ainda quer ver crescer tanto que não descarta novos desdobramentos. ?Estamos abertos para aquisições sim, porque é uma das formas de crescimento?.

Krigsner também olha para suas raízes. Uma das maiores realizações de sua vida foi o Museu do Holocausto, que idealizou e inaugurou em 2011 em Curitiba ? o primeiro do País dedicado ao fato que motivou a saída de seus pais da Europa. ?O Boticário é um sonho realizado, mas essa questão dos meus pais serem sobreviventes da guerra sempre foi algo que mexeu comigo. Conceber este museu era um sonho?.

A beleza do negócio

?A gestão tem de ser compartilhada. Um capitão fica de branco lá em cima, mas tem de descer muitas vezes para falar com o mecânico, tem de saber como funciona a embarcação e se sujar de graxa quando preciso. Não acredito em modelos de gestão de cima pra baixo?, conta. Enquanto percorre os corredores do escritório, Krigsner cumprimenta as pessoas, pergunta como está tudo, questiona como andam as vendas ao executivo de canais da empresa, e pede desculpas por estar conversando no meio do escritório e sendo fotografado. É visível: as pessoas reconhecem o seu capitão. As visitas à fábrica e às lojas não acontecem com a frequência que ele gostaria, mas fazem parte do processo para diagnosticar o negócio e ajudam a verificar se todo o cuidado da cadeia não se perde na ponta. ?O varejo é algo apaixonante e o ciclo, desde a pesquisa, a fabricação e a distribuição, tem a perpetuação no varejo, que é a vitrine de tudo isso e é onde a relação com o consumidor se dá. Se você não for bom nisso, pode matar o trabalho de muitas pessoas?, analisa.

Tudo isso é envolvente para Krigsner, que apesar de 40 anos de relação com a marca O Boticário ainda mantém o encantamento dos primeiros anos. Ele é um apaixonado pelo belo ? em todos os seus cheiros e formas. Não à toa, o escritório é rodeado por obras de arte, muitas das quais resumem sua própria história, que se confunde com a da companhia. Para Krigsner, a vida é como uma das telas do artista plástico Juarez Machado que reina sozinha na parede atrás da mesa de seu escritório: uma mulher segurando um frasco de perfume em um carrossel empurrado por um homem que a admira. ?Eu continuo sendo um farmacêutico que gosta de fragrâncias e perfumes. Analiso o balanço em cinco minutos, porque os números não são aquilo que mais me atrai, mas sim a essência do que a gente construiu.?

Amante do cinema, Krigsner reconhece na trajetória de quedas e ascensões de Charles Foster Kane, protagonista de Cidadão Kane, de Orson Welles, o mesmo caminho da companhia. ?Porque é uma busca incessante por alguma coisa?, diz. No caso dele, talvez a busca fosse pelo reconhecimento que, naquele dia em que caminhou com o pacote de cigarros debaixo do braço, esperava do seu pai. ?Durante muito tempo, quando dava palestras, eu tinha a impressão de que ele estava na primeira fila olhando para mim. Eu estava falando também para ele. E eu tenho certeza de que ele tem orgulho de mim. Tem coisas que levam tempo na vida e hoje percebo que talvez ele quisesse me desafiar, que eu tivesse de provar pra ele?. Provou pra ele e para muita gente.

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