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Open banking: a realidade que vai transformar grandes bancos e fintechs

Open banking: a realidade que vai transformar grandes bancos e fintechs

O novo conceito aparece como forma de empoderamento dos clientes, que poderão controlar onde serão utilizadas suas informações bancárias
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Com o tema ‘saúde financeira para todos’, o segundo debate do evento PayPal For All se propôs a apresentar novos serviços financeiros disponíveis no mercado, entre eles, o conceito de open banking. Já realidade em alguns países europeus, o novo serviço pretende mudar completamente a forma como é gerenciada as informações bancárias dos clientes.
Michele Vita, superintendente de Negócios Digitais do Itaú Unibanco, diz que no open banking dá-se ao cliente a capacidade de decidir aonde as informações vão estar.
“Hoje em dia o único dono das informações, como as de conta corrente, é o banco. A partir desse novo conceito, o cliente terá liberdade de decidir para a mão de quem esse conhecimento vai. Novas plataformas vão centralizar informações dos usuários de vários lugares em um mesmo local”, explica Vita.
Na prática o serviço permite que terceiros desenvolvam aplicações em torno das instituições financeiras. Por exemplo: um aplicativo de controle de gastos poderá, com permissão do usuário, ter acesso aos rendimentos, investimentos e outras informações para ajudá-lo de maneira mais concreta.
Mas essa realidade só será possível se as instituições financeiras criarem um conjunto de APIs abertas (ou restritas), que nada mais são do que um conjunto de padrões de programação que permitem a construção de aplicativos. A ideia vem com a intenção de expandir as possibilidades dos serviços do negócio e, consequentemente, fidelizar mais clientes.
“Isso vai mudar muito a forma como vamos gerir clientes, conseguir extrair valor e como será monetizado os novos serviços. Haverá, por exemplo, pagamentos instantâneos onde o usuário poderá transferir dinheiro de pessoa para pessoa ou de uma pessoa direto para uma empresa sem passar por uma rede de crédito”, afirma o superintendente.
Em abril deste ano, o Banco Central divulgou as primeiras diretrizes que vão subsidiar a regulamentação do open banking no Brasil. As medidas já estão em consenso com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O BACEN espera que o modelo seja implementado de vez a partir do segundo semestre de 2020.
Em busca de se inserir nesse contexto, os bancos têm investido em soluções, como fez o Itaú com o Iti. Ele possibilita que clientes e não clientes do banco façam operações de pagamentos através do aplicativo de forma instantânea, prática e sem custo, apenas adicionando saldo no sistema. Segundo Vita, a aplicação foi inspirada em modelos já muito utilizados na China, como as tecnologias de pagamentos por QR Code.
“O que eu vejo é uma jornada em que as indústrias e os bancos, como articuladores, estão cada vez mais empoderando os clientes para que eles passem a ter controle daquilo que é deles, principalmente da informação, que hoje tem tanto valor no mercado”, finaliza.


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