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A ascensão dos pagamentos em tempo real no e-commerce brasileiro

A ascensão dos pagamentos em tempo real no e-commerce brasileiro

Pagamentos em tempo real representam 24% das transações brasileiras no e-commerce; confira os destaques do estudo The Global Payments Report 2023

Há três anos, com a entrada do Pix no mercado, os serviços financeiros no Brasil ganharam um ar de modernidade para meios de pagamento utilizados no comércio. Desde então, essa forma de pagamento criada pelo Banco Central do Brasil, tem se destacado como um dos meios preferidos para pagamento, representando 24% das transações do país em 2022, segundo o The Global Payments Report 2023, estudo encomendado pela Worldpay.

No ano de 2021, um ano após o seu lançamento, o Pix representava apenas 12% das transações nacionais. A facilidade, agilidade, baixo ou zero custo por transação e a segurança fizeram com que o Pix se tornasse um sucesso na adoção pelos consumidores brasileiros e um caso incomparável em relação aos outros países.

Apontado como líder em pagamentos em tempo real, o Pix vem integrando novas soluções e ampliando a sua abrangência rapidamente. Com esse avanço, até 2026, a previsão é que esse meio de pagamento será responsável por 35% do valor de todas as transações no e-commerce no Brasil, conforme o estudo da Worldpay.

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Consumidores buscam a perfeição em meios de pagamento

O The Global Payments Report 2023 também outras informações interessantes sobre o cenário de meios de pagamento em seu recente levantamento. A pesquisa traz uma análise dos meios de pagamento em 40 países e cinco continentes, bem como tendências no universo de pagamentos digitais.

Segundo Juan Pablo D´Antiochia, vice-presidente Sênior da Worldpay para a América Latina, os consumidores querem jornadas de pagamento personalizadas, e que mantenham seus dados seguros, ágeis, convenientes e, se possível, que os recompensem por sua fidelidade. “Hoje, os consumidores procuram por nada menos do que a perfeição”, comenta D´Antiochia.

Os meios mais acessados

Entre os meios de pagamento mapeados pelo levantamento estão o cartão de crédito, cartão de débito, pagamentos instantâneos (também conhecidos como A2A – Account to Account), dinheiro em espécie, carteiras digitais, Buy Now Pay Later (“Compre agora, pague depois”) e as criptomoedas.

Como mencionado no início, o Pix segue em ascensão no Brasil. No caso das carteiras digitais, estas também se apresentam de forma relevante no Brasil, com 18% da preferência dos consumidores apontados pelo estudo. Com 8% de participação nas transações em 2021, as carteiras digitais representaram quase o dobro no último ano e foram responsáveis por 15% das transações nos pontos de venda.

“As carteiras digitais estão crescendo exponencialmente em todo o mundo. No Brasil e na América Latina não encontramos números diferentes – há uma tendência de breve consolidação deste método de pagamento também nestas regiões”, afirma o executivo líder da Worldpay no Brasil, Juan Pablo D´Antiochia.

Já o cartão de crédito, um velho conhecido dos brasileiros, segue na liderança como meio de pagamento preferido, com 39% da população que o utiliza no comércio eletrônico; já quando falamos em ponto de venda, o cartão de crédito fica com uma fatia de 37%.

O dinheiro em espécie, forma de pagamento tradicional, ainda representa 26% das transações. Segundo o estudo, essa modalidade de pagamento vem perdendo espaço para os métodos digitais, que são mais práticos e convenientes para os consumidores. Mesmo assim, o dinheiro físico ainda é um meio necessário para realização de pagamentos em momentos emergenciais e para momentos em que os consumidores buscam por descontos nos pequenos comércios.

Principais tendências Brasil e América Latina

Abaixo selecionamos alguns destaques e tendências apontadas pelo estudo The Global Payments Report 2023 para Brasil e América Latina. Confira:

  • O mercado regional de e-commerce da América Latina cresceu 19% em relação ao ano anterior, de 2021 a 2022, e está projetado para crescer outros 13% até 2026.
    No cenário América Latina, os cartões de crédito (35%) continuam sendo os líderes em pagamentos no comércio eletrônico, mas estão lentamente perdendo participação para o A2A – Account to Account – (15%) e para as carteiras digitais (21%).
  • O comércio eletrônico possui projeções de crescer 11% no Brasil até 2026. Na Argentina, o crescimento previsto é de 21% e no Chile 16%.
  • O Pix se consolida no Brasil. O uso desse meio de pagamento vem refletindo em um declínio no uso do boleto bancário – que caiu de 11% em 2021 para apenas 3% em 2022.

De acordo com The Global Payments Report 2023, o crescimento dos pagamentos em tempo real/instantâneos foi maior no Brasil (com o crescimento de 123% do Pix entre 2021 e 2022 e projeção de aumento de outros 23% até 2026), Colômbia (crescimento de 64% entre 2021 até 2022 e projeção + 21% até 2026) e Peru (crescendo 130% entre 2021 e 2022 e com previsão de aumento de 31%).

Com uma combinação de baixo custo e acessibilidade quase universal, na América Latina, a participação em valor de transações do A2A (Account to Account) no e-commerce cresceu 71% entre 2021 e 2022, elevando sua participação regional no e-commerce de 11% para 15%.

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The Global Payments Report 2023 e os destaques mundo

O relatório, que acompanha os pagamentos dos consumidores ao redor do mundo também destacou algumas características globais. Separamos as principais:

Em 2022, existiam 64 sistemas de pagamento em tempo real globalmente, quatro a mais do que o último levantamento realizado, em 2021. Isso está impulsionando o crescimento dos pagamentos A2A (Account to Account), que respondendo por quase US$ 525 bilhões em valor transacionado no e-commerce em 2022, e com previsão de uma taxa de crescimento anual composta de 13% até 2026.

Em países como a Índia, os pagamentos em tempo real são um sucesso e representam 19% das transações no e-commerce. Já no Reino Unido, por exemplo, essas transações representam apenas 9%.

As carteiras digitais também continuam crescendo globalmente – já são líderes globais e representam 49% das transações no e-commerce. A China é o país que mais utiliza as carteiras digitais, com presença em 81% das compras no e-commerce, e 56% dos gastos nos pontos de venda no último ano.

Seguindo as tendências globais, os Estados Unidos são destaque na utilização de cartão de crédito (30%) e carteiras digitais (32%) nas transações do e-commerce.

A diminuição no uso do dinheiro e outras projeções

As projeções indicam que haverá um novo declínio no uso do dinheiro em espécie em 2023, após um breve e raro aumento em seu uso durante a pandemia. Enquanto o dinheiro em espécie representou 12% nos PDVs em 2022, haverá um declínio de -5% na utilização desse meio de pagamento até 2026.

De acordo com o estudo da Worldpay, o Buy Now Pay Later (“Compre agora, pague depois”) deve crescer de 5% para 6% de todas as transações no comércio eletrônico global até 2026. Em tempos econômicos desafiadores, os consumidores ficam mais interessados em modalidades de crédito alternativo como BNPL.

Alguns governos estão promovendo a diminuição do uso do dinheiro em espécie – Tailândia de 63% para 56%, Índia de 37% para 27% e o Vietnã de 54% para 42% no período de 2021 até 2022 -, reforçando a utilização de métodos de pagamento em tempo real e de carteiras digitais. Enquanto isso, outros países estão introduzindo novas legislações para retardar o rápido declínio no uso do dinheiro em espécie, pois existe uma preocupação com o impacto que isso terá em certos grupos sociodemográficos, como os idosos e os desbancarizados.

Importante destacar que o estudo foi realizado no Brasil pelo 4º ano consecutivo. Os dados do relatório foram coletados utilizando uma pesquisa com 46 mil consumidores ao redor do mundo. Publicado continuamente desde 2015, o Global Payments Report é uma referência no setor.



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