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O ASSISTENTE PESSOAL DO SEU CELULAR PRECISA LER ISSO

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No SXSW, um rico debate sobre inteligência artificial e suas consequências. Confira

Austin, Texas, EUA – A era da assistência que começou com o advento da tecnologia Siri, nos iPhones, distinguiu a maneira pela qual as pessoas interagem com seus dispositivos móveis, incluindo os vestíveis e aplicativos.

Mas o próximo paradigma da Inteligência Artificial irá além dessa interação. Vai fundamentalmente modificar a tecnologia por si mesma, atuando como uma fábrica em rede que irá orquestrar o mundo da informação e dos serviços. No próximo nível dessa evolução, estaremos em um lugar onde serviços não precisam ser descobertos por um mecanismo de busca ou por uma loja de aplicativos. Humanos e máquinas trabalharão juntos. Essa foi a conclusão do pinga-fogo, realizado no SXSW, intitulado “A Inteligência Artificial vai elevar ou destruir a humanidade?”, do qual participaram o notável Dag Kittlaus, Co-fundador e CEO da Viv – mente global, criador da Siri, o personal assistent da Apple, e Steven Levy, Editor-chefe da Backchannel, um hub de conteúdo de tecnologia.

Dag Kittlaus e Steven Levy (Foto: Jacques Meir)

Steven Levy, provocador, de fala mansa, questionou o grande designer sobre o que é possível fazer hoje com a IA, onde estamos e quais as implicações dela na economia e na cultura.

Dag falou sobre seu relacionamento com Steve Jobs durante o processo de criação e implementação do uso da Siri. Ele dizia que o mítico visionário fundador da Apple era normalmente tranquilo, mas sempre gostava de avaliar a interface oferecida pelos devices. A interface da assistente pessoal foi pensada para transmitir calor humano de alguma forma. O resultado foi que a concepção do Siri levou em conta a emoção inata aos seres humanos. Qualquer tipo de conexão emocional com a máquina traz novas linhas de pensamento que podem ser melhoradas e aprimoradas. As pessoas sem perceber, envolvem-se com a voz, imaginando como Siri aparentaria na vida “real”. Não por acaso, há sempre pessoas que perguntam se Siri quer casar com elas…

Agora na Dag, é sócio-fundador da Viv, mente global. A empresa foi criada nesse processo para o qual convergem  Siri, Cortana, Google Now. O que vem por aí? Dag ressaltou que os desenvolvedores preocupam-se o tempo todo sobre o que teremos de fazer para abrirmos mão das assistentes atuais. Quando a App Store foi aberta, a mágica aconteceu. Todos correram para fazer parte do sistema, do novo ecossistema. Era uma nova internet nascendo, dispositivos sem fio em todo lugar, aberta, útil, capaz de ensinar, no espaço…

A Viv redimensiona a tecnologia envolvida na Siri e, a partir daí, permite a criação de interfaces para qualquer device. Ou seja, é uma inovadora plataforma de colaboração que permite interagir com todos os devices, coisas e pessoas, em todo lugar. Por isso, mente global.

Steven Levy revela que tem medo desses sistemas. Como saber que esses sistemas de IA são o melhor para as pessoas? Pense no carro autônomo… Ele sabe e conhece os mapas, os caminhos, mas qual a vantagem disso?

Dag contrapôs-se à visão de Levy. “Eu vejo a questão das assistentes pessoais com otimismo, acho que ajudam, trazem muito mais benefícios do que problemas”.

Steven Levy defendeu a ideia que os sistemas posam um dia se rebelar e mudar negócio por completo. Mas Dag novamente rebateu essa visão apocalíptica, explicando que “estamos falando da construção de mecanismos de controle para evitar que as máquinas, os sistemas se descontrolem. Mas estamos falando de negócios, e negócios podem ser trabalhados para driblar essas salvaguardas, em buscar formas de aumentar receitas”.

Mesmo que cada empresa tenha um grupo de pessoas incríveis desenvolvendo inteligência, como impedir que pessoas mal intencionadas misturem-se no ambiente para criar funções maléficas? Dag novamente: “Não há ainda resposta eloquente para isso. Eu prefiro pensar que a ciência se faz em nome de propósitos nobres”.

Por isso que o objetivo central dos programadores das empresas brasileiras – fundamental – é fazer uma plataforma útil, dinâmica, para aliviar o esforço intenso das pessoas em questões corriqueiras.

A conversa terminou com uma pergunta inquietante, feita por um membro da plateia: “Vamos perder nossos empregos?”. Dag respondeu, calmamente: “Tudo que for repetitivo está destinado a ser substituído pela tecnologia – motoristas do Uber, por exemplo”.

*Jacques Meir é Diretor de Conhecimento e Plataformas de Conteúdo do Grupo Padrão

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