O Nubank anunciou que pretende obter uma licença bancária no Brasil a partir de 2026. A decisão vem poucos dias após o Banco Central aprovar a Resolução Conjunta nº 17, que proíbe que empresas sem autorização para atuar como banco utilizem termos como “banco” ou “bank” em seus nomes, marcas e domínios.
Na prática, com a nova licença:
- A fintech poderá manter o nome “Nubank”;
- Não haverá mudança para os mais de 110 milhões de clientes no Brasil;
- A operação atual segue exatamente como é.
Atualmente, o Nubank opera com licenças de Instituição de Pagamento, Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento, e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários.
“Nossa identidade e missão de simplificar a vida dos nossos clientes permanecem iguais”, afirma Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil. Segundo ela, o movimento é uma adequação regulatória, não uma mudança de estratégia. “O Nubank foi fundado há 12 anos e foi responsável por incluir 28 milhões de pessoas no sistema financeiro. Isso não muda.”
Por que o Nubank precisa da licença agora?
A nova regulamentação do BC e do Conselho Monetário Nacional exige que instituições que se apresentam como banco tenham autorização formal para isso. Segundo estimativas da própria autarquia, entre 15 e 20 empresas serão impactadas pela norma, que inclui prazo de 120 dias para apresentação de um plano de adequação e até um ano para implementação.
No caso do Nubank, obter a licença é a alternativa mais simples para manter a marca globalmente reconhecida. Na prática, para o consumidor não deve haver mudanças.
Contexto: o caso Master e a pressão regulatória
A decisão do BC ocorre em meio à intensificação da supervisão sobre instituições financeiras, após a liquidação do Banco Master, que exigirá um desembolso estimado de R$ 41 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ressarcir investidores.
No novo ambiente regulatório, o Banco Central busca clareza e transparência na comunicação: cada instituição deve declarar exatamente a natureza da sua autorização para não confundir os clientes sobre os serviços prestados. Além de seguir as obrigações de estrutura e governança cabíveis para cada atuação.





