Em março, o indicador que mede a percepção dos empresários em relação ao nível de estoques do comércio na região metropolitana de São Paulo apresentou queda de 2,9%, passando de 106,9 pontos em fevereiro para 103,9 pontos. Na comparação anual a baixa foi de 11%. A proporção de empresários que considera o seu estoque muito elevado é de 32,2%, a maior desde que a pesquisa começou a ser realizada, em junho de 2011. O recorde anterior havia sido registrado em dezembro do ano passado (30,8%).
Os dados são do Índice de Estoques (IE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.
De acordo com a instituição, a elevação da percepção de inadequação de estoques em março ocorreu principalmente por parte de lojistas que veem seus estoques como elevados. Por outro lado, a proporção de empresários que percebem os estoques abaixo do adequado caiu.
Mesmo com a queda de demanda relativa, os preços na economia continuam subindo. A FecomercioSP avalia que esse é ?o pior dos mundos?: queda de consumo com alta de preços. Para a entidade, não será fácil quebrar esse círculo vicioso enquanto não houver um aumento de confiança dos empresários. E, enquanto não houver sinais de controle da inflação, a tendência é que o consumidor fique mais conservador.






