Menos lojas, mais e-commerce
O Walmart, maior varejista mundial, pretende abrir menos lojas em 2015 nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que elevará seus investimentos em e-commerce. A meta da empresa é abrir 180 e 200 lojas de vizinhança (Neighborhood Markets) e de 60 a 70 supercenters, contra até 300 e 115, respectivamente, neste ano. Por outro lado, o braço on-line receberá mais investimentos em logística, sistemas e marketing, em um volume entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão em todo o mundo.
Atirou pro lado errado
Um estudo realizado pela empresa de software OrderDynamics indica que os varejistas on-line britânicos oferecem opções de entrega que os clientes não desejam ? e não oferecem aquelas que os consumidores querem. Em aspectos que vão da entrega em 24 horas à visibilidade on-line do estoque das lojas, os varejistas têm ficado aquém das expectativas: enquanto 54% dos clientes desejam obter uma data firme de entrega, apenas 15% dos varejistas definem o dia no momento do pedido. Por outro lado, 61% das empresas oferecem entrega em 24 horas, mas apenas 10% dos clientes se dispõem a pagar mais por isso. A possibilidade de verificar qual a loja mais próxima com um determinado produto em estoque é desejada por 45% dos clientes, mas oferecida por apenas 11% dos varejistas.
Ainda no básico
Um estudo realizado pela KPMG a pedido do Coca-Cola Research Council of Asia para entender as práticas dos supermercadistas da região quanto aos programas de fidelidade mostra que, mesmo em mercados como o Japão e a Coreia, ainda se pratica o básico. Quase 90% dos 27 varejistas entrevistados têm programas em que pontos são acumulados e trocados por prêmios, mas apenas 12% indicaram que os resultados estão integrados a processos de tomada de decisão de compras, ações de marketing e operação das lojas. Quarenta por cento dos pesquisados coletam as informações dos clientes nos terminais PDV, mas não realizam nenhuma análise desses dados. Apenas 6% usam os programas de fidelidade para alcançar objetivos corporativos específicos.
Bola de cristal
A consultoria IDC Retail Insights anunciou, em sua conferência IDC FutureScape, 10 previsões para o varejo americano nos próximos anos. A conferir:
1 – Em 2015, a prioridade dos investimentos em TI estará em sistemas de integração omnicanal.
2 – No fim do próximo ano, pelo menos 25 varejistas ampliarão suas vendas em mais de 5% com serviços de geolocalização.
3 – Em 2016, os 150 maiores varejistas americanos terão melhorado o retorno sobre o investimento em ações de fidelização, por meio da personalização das ofertas.
4 – Em 2016, a inovação em produtos de marca própria responderá por um aumento de 10% na frequência de ida dos clientes às lojas.
5 – No fim de 2016, mesmo com o aumento dos ataques cibernéticos, 50% dos 250 maiores varejistas conseguirão reduzir as perdas com fraudes, pelo uso de sistemas mais inteligentes.
6 – Até o fim de 2016, oito dos dez maiores varejistas on-line terão sistemas de pricing que monitorarão os concorrentes em tempo real.
7 – Em 2017, o número de varejistas que baseiam suas estratégias de operações e clientes em sistemas de terceiros irá triplicar.
8 – Em 2018, 60% dos varejistas omnichannel terão implementado iniciativas de mobile payment.
9 – A demanda por serviços colaborativos como (Uber, Ebay, Instacart e Alibaba) responderá em 2018 por 90% das entregas expressas de produtos aos clientes.
10 – Nos próximos três anos, metade das 250 maiores varejistas adotará sistemas de governança em TI com um viés omnicanal.
Moeda de troca
Sessenta por cento dos consumidores americanos sentem-se confortáveis em liberar informações pessoais, de forma anônima, para suas lojas preferidas em troca de benefícios, descontos e prêmios. Um porcentual semelhante (56%) também divulgaria esses dados para marcas de produtos e 46% para um aplicativo de produto, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site Wearables.com e pelo The Center for Generational Kinetics. Outro ponto relevante é que 18% dos consumidores estariam dispostos a compartilhar suas informações de geolocalização para receber notificações sobre eventos ou lojas nas proximidades.
Cliques em alta
No Google Shopping, plataforma de e-commerce do Google, o momento é dos celulares. No terceiro trimestre deste ano, o número de cliques em anúncios apresentados em computadores desktop recuou, mas nos smartphones saltou mais de 300% em relação ao mesmo período de 2013. O custo da publicidade, porém, vem em forte alta: 94% de crescimento no bid médio na comparação anual, refletindo o aumento da concorrência na plataforma.





