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Mixue, o maior fast-food do mundo, desembarca no Brasil

Mixue, o maior fast-food do mundo, desembarca no Brasil

Mixue estreia no Brasil com investimento de R$ 3,2 bilhões até 2030 e plano de abertura de 1 mil lojas, com aposta em preços baixos e franquias.
Mixue estreia no Brasil com investimento de R$ 3,2 bilhões até 2030 e plano de abertura de 1 mil lojas, com aposta em preços baixos e franquias.
Sundaes da Mixue.
Foto: Freer / Shutterstock.com.
A gigante chinesa Mixue estreia no Brasil com plano de investimento bilionário até 2030 e meta de até 1.000 lojas. Com preços competitivos, foco em franquias e aposta na viralização orgânica, a marca chega ao país mirando escala e impacto na cadeia de consumo.

Nem só de tecnologia de ponta vive a China. Há também muito sabor – que agora chega ao Brasil. No dia 11 de abril, a maior rede de fast-food do mundo, Mixue, abre a sua primeira loja no Brasil, no 3º piso do Shopping Cidade São Paulo, na capital paulista.

Fundada em 1997, a gigante chinesa, que comercializa os seus sorvetes e chás por 12 países com mais de 47 mil lojas – mais de 90% delas na China –, agora desembarca na América do Sul.

Fachada da loja da Mixue, no Shopping Cidade São Paulo.
Foto: Consumidor Moderno.

Por que o Brasil?

A escolha do País como porta de entrada na América Latina não foi por acaso. Para Tian Zezhong, CEO da Mixue no Brasil, o Brasil reúne escala, crescimento e um consumidor aberto a novidades, além de um clima tropical, ideal para o consumo de bebidas geladas.

Tian Zezhong, CEO da Mixue no Brasil.

“O Brasil é um país grande, com população crescente e muito receptiva a novos produtos. É um mercado muito adequado para o consumo das nossas bebidas”, completa.

Além da receptividade, o executivo destaca a força de trabalho brasileira, que deve representar mais de 90% da operação no País. Desde empregos diretos nas unidades até a movimentação de fornecedores, logística e distribuição, a expansão da marca cria um efeito em cadeia. “Esse crescimento da Mixue não envolve só as lojas, mas toda a cadeia de fornecedores, logística e produção local.”

A primeira loja, na Avenida Paulista, funciona como um laboratório. Localizado em um dos pontos mais movimentados da cidade, o Shopping Cidade São Paulo recebe cerca de 12 milhões de visitantes por ano e deve amplificar a visibilidade da marca.

Para o shopping, a chegada da Mixue tem potencial de atrair novos públicos: a expectativa é um aumento de 8% a 10% no fluxo de visitantes. “É um gigante que chega com preço competitivo e pode trazer consumidores que não vinham para cá. É bom, inclusive, para as outras marcas que já estão aqui”, destaca Jéssica Zanella, gerente de Marketing do Cidade São Paulo.

Plano expansão: estar onde o consumidor está

Por trás da abertura da primeira loja, está um investimento de 3,2 bilhões de reais para expansão no País até 2030, com potencial para transformar não só o mercado de bebidas e sobremesas, mas toda a cadeia produtiva ao redor do negócio.

Até o fim de 2026, o objetivo é abrir entre 60 e 100 lojas. E, para 2030, até 1.000 lojas em todo território nacional, não só no eixo Rio-São Paulo. Na cidade carioca, mais de dez pontos já estão em negociação e, em São Paulo, a próxima será inaugurada na região da Rua 25 de março.

“Nós estaremos onde o nossos consumidores estiverem. A velocidade de expansão e os locais de abertura das lojas serão moldados de acordo com a aceitação do público”, contou Tian.

O investimento está dividido em duas frentes principais: expansão física e desenvolvimento de uma cadeia produtiva local.

Hoje, a operação já utiliza insumos brasileiros como leite, frutas, açúcar e açaí, e pretende avançar. “Já adquirimos matérias-primas no Brasil e, com o aumento da demanda, planejamos estabelecer fábricas locais e até exportar para a nossa rede global”, explica o executivo.

A estratégia aponta para um movimento mais profundo: transformar o Brasil não apenas em mercado consumidor, mas em plataforma de produção.

O crescimento será sustentado por franquias, modelo já utilizado globalmente pela marca e que já tem 5 franqueados em negociação em São Paulo. A estratégia permite expansão rápida, mas com padronização rigorosa, desde o preparo das bebidas até a operação das lojas.

O diferencial da marca

A aposta da Mixue combina preço competitivo, variedade e personalização. Posicionada estrategicamente próxima a seus concorrentes na praça de alimentação, a marca permite que as bebidas sejam ajustadas de acordo com o gosto do cliente. É possível dosar a quantidade de açúcar, gelo e toppings. E o cardápio já foi adaptado ao paladar brasileiro, com a chegada do sabor açaí.

A proposta é democratizar o consumo, mantendo qualidade e escala. Por isso, uma equipe veio diretamente da China para mostrar aos novos colaboradores brasileiros a dinâmica da marca, desde a cultura do atendimento, até o modo de preparo dos produtos.

O preço é o que mais chama a atenção. O item mais caro do cardápio custa R$ 12, que é o maior tamanho da tradicionais bebida. A limonada grande, o carro chefe da marca, é comercializada por R$ 6. Já a casquinha de baunilha ou chocolate sai por R$ 3 e o Top Sundae por R$ 10. Comparado com outras marcas, como McDonald’s, os preços são competitivos e a qualidade surpreende.

Cardápio de produtos da Mixue.
Foto: Consumidor Moderno.

Além das bebidas e sorvetes, a marca também trouxe para o País a linha de bonecos, pelúcias e caixas surpresas do seu mascote Snow King, aproveitando o crescente interesse do público jovem brasileiro pela cultura asiática para fortalecer a conexão com a marca.

Em busca de espaço

A comunicação foi adaptada. Além das campanhas tradicionais, a marca aposta na força do próprio consumidor para impulsionar a divulgação.

“Na nossa experiência, o melhor marketing é quando o cliente gosta do produto e compartilha espontaneamente”, afirma o CEO. Ainda assim, a estratégia inclui ativações em loja, presença digital e parcerias com influenciadores, principalmente nesse momento de chegada ao País.

Se funcionar, a Mixue pode transformar o Brasil em um de seus principais mercados fora da Ásia e mostrar como uma marca global pode crescer apostando em uma equação simples: preço baixo, escala e experiência.

Mixue estreia no Brasil com investimento de R$ 3,2 bilhões até 2030 e plano de abertura de 1 mil lojas, com aposta em preços baixos e franquias.
Equipe da Mixue, no Shopping Cidade São Paulo.
Foto: Consumidor Moderno.

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