A competição das marcas pela atenção do consumidor deixou de ser sobre visualizações ou impressões. Na realidade digital, em que a produção de conteúdos é cada vez mais volumosa e o consumidor se vê saturado de estímulos, uma mídia precisa aparecer no momento certo, com relevância, emoção e propósito para ser eficiente e gerar os resultados esperados.
Nesse cenário, o varejo físico está se consolidando como um canal estratégico de mídia – e as telas de LED espalhadas entre as gôndolas, divulgando anúncios de diferentes produtos, serviços e empresas, serão cada vez mais comuns.
Acompanhando de perto essa tendência, a The Led, que oferece soluções de painéis out-of-home e indoor, fez um movimento importante: adquiriu a Retail Media, principal responsável pela venda de espaços publicitários em pontos de venda (PDV). Com isso, a empresa passa a oferecer uma solução completa de mídia digital in-store.
“A digitalização do PDV deixou de ser uma tendência e passou a ser uma necessidade, tanto para marcas quanto para varejistas que buscam relevância, conversão e mensuração em tempo real. Já estávamos nos preparando para esse momento, com investimentos em tecnologia e inteligência operacional. A aquisição da Retail Media acelera esse processo”, conta Richard Albanesi, CEO da The Led.
A empresa passa a gerir mais de 2.200 lojas conectadas e 8 mil telas ativas, mas já há um plano de expansão em curso – que prevê um investimento de R$ 200 milhões até 2028. Ainda este ano, a meta é atingir 15 mil telas ativas em pontos de venda do varejo.
O trunfo da mídia in-store
Se uma mídia precisa ser entregue no momento certo para conquistar o foco do consumidor e gerar intenção de compra, no varejo físico o cliente é impactado quando está mais propenso a agir. Além disso, o acesso a dados mais precisos e em tempo real apoiam a personalização e a construção de significado.
“Estamos falando de uma mídia responsiva, segmentada e baseada em comportamento, que conversa com o shopper no momento exato da decisão de compra”, explica Richard. “Quando dados de audiência, programação dinâmica e desempenho de campanha com métricas de venda no PDV são integrados, o consumidor passa a receber mensagens que fazem sentido, no lugar certo, na hora certa – o que transforma a experiência de compra e a torna mais fluida, relevante e até inspiradora”, complementa.
Com o apoio de plataformas inteligentes, as marcas têm acesso a dados de ocupação de loja, variação de fluxo e sistemas de compra. Assim, a mídia pode ser programada com base em critérios como estoque, perfil de público e até clima ou localização.
Para Richard, esses fatores transformam o PDV em um canal de mídia comparável, em eficiência, ao digital. “E mais do que mídia, é uma solução de negócio, capaz de aumentar vendas, melhorar o giro de produtos e gerar dados valiosos para decisões estratégicas”, enfatiza.

Conteúdo que conecta
Para as marcas, a mídia digital in-store também surge como um canal importante para criar relacionamento com o consumidor. Afinal, além da propaganda, ela pode ser utilizada para evoluir a jornada do cliente a partir de dicas, promoções instantâneas e conteúdos úteis.
“O conteúdo que funciona no PDV é aquele que resolve, orienta ou inspira o consumidor em tempo real. Ele precisa ser dinâmico, adaptável, de leitura instantânea e visualmente impactante. A combinação entre dados de contexto e linguagem clara é o que transforma um conteúdo de tela em uma experiência de marca de verdade”, indica Richard.
No fim, o objetivo é fazer com que o consumidor sinta que a comunicação foi feita para ele e que, principalmente, o varejo físico se transforme em uma experiência viva – é mais um passo para jornadas verdadeiramente figitais.





