O Indicador de Confiança MPE (ICMPE) registrou 36,70 pontos, resultado abaixo do nível neutro de 50 pontos. O resultado indica pessimismo com o presente e nas perspectivas para o futuro.
Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que confere a opinião dos micro e pequenos empresários sobre o estado atual da economia, de sua empresa e das expectativas futuras.
Para os especialistas das instituições, uma das principais condições para o crescimento sustentável do País é a confiança dos empresários nos rumos da economia. ?Se há otimismo, os empresários estão mais dispostos a assumir riscos para ampliarem seus negócios e contratarem mais funcionários. Aí está a importância de medir a confiança dos empresários e consumidores e as perspectivas para o futuro?, explica Honório Pinheiro, presidente da CNDL.
O Indicador de Condições Gerais, que mensura a percepção do empresário sobre a economia e seus negócios nos últimos seis meses, registrou 23,39 pontos em maio, longe do nível neutro de 50 pontos. De acordo com Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, o cenário de estagnação econômica, associado à aceleração da inflação e o descontrole das contas públicas, afetou a percepção dos micro e pequenos empresários sobre o desempenho da economia.
O Indicador de Expectativas registrou 46,69 pontos. O resultado reflete uma desconfiança para os próximos seis meses com a economia, mas uma melhora esperada para os negócios. Já o indicador de Expectativas para os Negócios resultou em 55,11 pontos. ?O resultado mostra que, na percepção dos empresários, a situação do negócio não mudará nos próximos
seis meses. Apesar da falta de confiança, esse dado indica que há mais empresários confiantes em seu negócio do que pessimistas?, comenta Marcela.
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