A Louis Vuitton oficializa sua entrada no mercado de beleza hoje, com sua primeira linha de maquiagem lançada mundialmente. La Beauté Louis Vuitton conta com direção criativa de Pat McGrath, renomada maquiadora britânica que destaca: “O universo da beleza é muito mais do que produto”.
Com mais de 20 anos de colaboração com a maison, ela assume um papel central na nova empreitada ao incorporar sua visão ousada à estética clássica da grife.
Vale lembrar que, embora seja a estreia da marca no setor, sua ligação com o universo da beleza já é centenária.
Nos anos 1920, Luís Vuitton, o artesão francês que a fundou, fabricava estojos de toucador personalizados para clientes como Marthe Chenal e Jan Paderewski – ícones de prestígio das artes do momento.
Nesse cenário, a atual coleção traz essa tradição para o presente com elegância e modernidade.
A coleção
A linha apresenta 55 batons LV Rouge (acabamentos satin e matte), 10 bálsamos LV Baume e 8 paletas de sombras LV Ombres – todos com fórmulas que incluem manteiga de karité, ácido hialurônico e fragrâncias suaves, em embalagens recarregáveis de alto design.
As novidades estarão disponíveis nos sites oficiais da Louis Vuitton e em lojas selecionadas da marca, incluindo locais emblemáticos como Harrods, além de pop‑ups dedicados, como o planejado em Nova York.
Essa estratégia reforça o posicionamento exclusivo dos produtos dentro da rede própria da empresa.
Críticas aos preços elevados
Os valores chamaram atenção mesmo da “high society”: batons e bálsamos custam US$ 160 (refis por cerca de US$ 70), enquanto as paletas chegam a US$ 250 (refis por cerca de US$ 90).
A atriz Lindsay Lohan criticou: “Too much. Not worth it” (“Exagerado. Não vale o preço”).
Outras personalidades apontaram que os preços superam, e muito, concorrentes como Hermès e Gucci, e questionam a estratégia em um momento econômico delicado.
Implicações estratégicas
Especialistas avaliam a entrada da Louis Vuitton no setor beauty como parte de uma estratégia mais ampla de diversificação e atração de públicos aspiracionais, mesmo em um cenário de vendas de moda em retração.
Enquanto isso, a marca aposta no poder do storytelling e da experiência para se posicionar – inclusive com itens colecionáveis, como mini-baús e estojos –, mantendo sua aura de extremo luxo.





