/
/
Judicialização: viveremos para ver o fim desse problema?

Judicialização: viveremos para ver o fim desse problema?

A quantidade de processos entre consumidores e empresas do setor de saúde é preocupante. Será que existe solução para isso?
Legenda da foto

 

Um dos temas mais delicados da vida do ser humano é a saúde. Por isso, problemas de consumo relacionados a essa área são extremamente preocupantes. Por isso, o evento trouxe o painel “A judicialização na saúde: caminhos possíveis para reduzir conflitos no mais sensível dos temas”, que foi mediado por Caio Domeneghetti, advogado especialista no tema. Além disso, contou com José Cechin, diretor-executivo da Fenasaúde; Gisele Garuzi, ouvidora da Bradesco Seguros e Flávio Wanderley, diretor da Abramge.

Logo no início do painel, Domeneghetti aponta que existem altos custos relacionados ao aumento de processos contra empresas da área de saúde. Gisele, da Bradesco Seguros, aponta que “temos uma cultura da judicialização”. Assim, ela destaca que metade da população tem processos em tramitação na Justiça e isso está em outros âmbitos do mercado também. Para ela, então, precisamos ir alem dos números: prezar pela mediação, pela solução.

Existe um consenso entre os painelistas em relação à necessidade de informação e de diálogo. Questionados sobre a melhor solução para melhorar a questão da judicialização, inclusive, dois painelistas citam a importância do saber. “É preciso informar e ser mais justo nas decisões jurídicas pois, quando um consumidor ganha uma causa de forma injusta, o Judiciário passa uma mensagem errada para a sociedade”, argumenta Cechin, por exemplo.

Qualidade

Domeneghetti faz uma pergunta polêmica: “a judicialização tem relação com a falta de qualidade do serviço?”. Diante dessa questão, Gisele recorre à mesma importante solução: “A informação e a educação precisam fazer parte do sistema de saúde”, diz. Assim, ela aponta que não falta qualidade, mas falta a compreensão de que, por exemplo, uma medicação não autorizada pela Anvisa não pode ser liberada pela operadora.

Wanderley, por sua vez, aponta que é dada uma dimensão muito grande a alguns problemas pontuais. “Às vezes, ao ver que existe um único problema de grande dimensão, o consumidor acaba fazendo também uma reclamação”, diz. Para ele, a propaganda do problema é um incentivo às reclamações.

ANS

Cechin, por sua vez, também acredita que a relação entre judicialização e má qualidade não existe. “Não consta que tem havido piora. As reclamações da ANS tem diminuído”, afirma.

Domeneghetti aponta ainda que a burocratização realizada pela ANS piora a judicialização. “Não é preciso abolir a ANS, mas te que haver um diálogo maior entre operadoras e empresas”, afirma. “É preciso haver uma diretriz, mas precisamos tirar a burocracia do sistema de saúde, a agência precisa abrir mais as portas”.

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

Nem todo chocolate é chocolate. A matéria mostra como produtos com pouca quantidade de cacau dominam a Páscoa, explica por que os preços dispararam e orienta o consumidor a ler rótulos, comparar valores e garantir seus direitos.
Páscoa 2026: Você está comendo chocolate ou gordura disfarçada?
Nem todo chocolate é chocolate. A matéria mostra como produtos com pouca quantidade de cacau dominam a Páscoa, explica por que os preços dispararam e orienta o consumidor a ler rótulos, comparar valores e garantir seus direitos.
Levantamento na capital paulista revela diferenças expressivas de preço entre produtos semelhantes e alta acima da inflação na cesta de Páscoa.
Ovo de Páscoa custa até 121% mais que chocolate em barra, aponta Procon-SP
Levantamento na capital paulista revela diferenças expressivas de preço entre produtos semelhantes e alta acima da inflação na cesta de Páscoa.
Ricardo Morishita, advogado e professor do Instituto de Direito Público (IDP).
CM Entrevista: Apps, fraudes e opacidade – os desafios do consumo digital na nova gestão da Senacon
A nova gestão da Senacon, sob Ricardo Morishita, coloca no centro do debate os desafios do consumo digital - como fraudes, opacidade de plataformas e a crescente dependência de aplicativos — e defende a necessidade de reforçar princípios como transparência, boa-fé e equilíbrio nas relações entre empresas e consumidores.
Lei cria regras mais rígidas para o devedor contumaz, que deixa de pagar contribuições de forma deliberada para obter vantagens.
Governo federal regulamenta o Código de Defesa do Contribuinte
Lei cria regras mais rígidas para o devedor contumaz, que deixa de pagar contribuições de forma deliberada para obter vantagens.
SUMÁRIO – Edição 296

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Rhauan Porfírio
IMAGEM: IA Generativa | ChatGPT


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

Gustavo Bittencourt
[email protected]

Juliana Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Danielle Ruas 
Jéssica Chalegra
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento
[email protected]

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Coordenadoras
Nayara Manfredi
Paula Coutinho

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]