O Itaú Unibanco lançou, nesta quinta-feira (10/4), o Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi). Com foco em Inteligência Artificial (IA), computação quântica, Realidade Estendida, neurociências e robótica, o objetivo é fomentar a inovação no setor financeiro, encurtando o tempo a pesquisa e a aplicação de soluções concretas.
Ao se aproximar de pesquisadores e especialistas nas tecnologias mais avançadas, o Itaú tem o objetivo de desenvolver soluções que gerem valor real para clientes, para sociedade e para o desenvolvimento da comunidade científica no país. Com o ICTi, o Itaú busca acelerar sua jornada de inovação aberta ao antecipar tendências e promover o desenvolvimento de soluções disruptivas baseadas em tecnologias emergentes.
Segundo o Itaú Unibanco, o instituto nasce com 50 pesquisas em andamento, sendo que 37 são em Inteligência Artificial, e as demais em computação quântica. Segundo a instituição financeira, esta é uma das próximas fronteiras a serem quebradas na inovação tecnológica para o setor.
“O ICTi será um ambiente de experimentação contínua, onde conseguimos explorar o potencial máximo de tecnologias emergentes e transformá-las em soluções aplicáveis, seguras e escaláveis tão logo alcancem o amadurecimento necessário”, afirma Carlos Eduardo Mazzei, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco. “O Instituto compõe nossa estratégia de inovação descentralizada, que permeia os mais diversos times dentro do banco em prol da geração de benefícios para os clientes e para a vida das pessoas. Mais do que estudar novas tendências, queremos ajudar a construir o futuro, colocando o Brasil no centro do avanço tecnológico financeiro global”.
Parcerias para pesquisa
O ICTi nasceu em 2023, mas só agora está sendo divulgado de forma oficial. Com aproximadamente 50 pesquisas em andamento e três modelos de programas de bolsas com universidades brasileiras e internacionais, que variam de acordo com a categoria de propriedade intelectual do que é pesquisado, o nível de maturidade tecnológica (TRL) e o tipo de parceria.
No País, uma das parcerias foi criada com a Universidade de São Paulo, com a qual foi criado centro de pesquisa C²D, iniciada em 2018. “A USP e o Itaú possuem uma parceria de longo prazo com o objetivo de impulsionar pesquisas de excelência e promover a capacitação de talentos, fortalecendo o ecossistema nacional de inovação. Com o lançamento do ICTi, essa colaboração ganha um novo fôlego, consolidando um modelo de cooperação comprometido em alavancar a ciência no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento de soluções inovadoras e preparando profissionais capacitados para enfrentar os desafios do futuro, posicionando o país em destaque no cenário global de tecnologia e pesquisa”, afirma Anna Reali, professora titular de Engenharia de Computação da USP e coordenadora do C²D.
Já o acordo com a Universidade Federal do Goiás, por exemplo, criou o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA). Há ainda parcerias com as Universidades Federais do Paraná e Pernambuco, e outras.
Já no exterior, foram criadas parcerias com o MIT e da Universidade de Stanford, com foco em fraudes, cibersegurança e uso responsável de tecnologias de IA, respectivamente. É o caso da entrada do Itaú no Programa de Indústrias Afiliadas do Stanford HAI, iniciativa que conecta empresas inovadores em todo o mundo a especialistas em IA responsável.
“O Itaú carrega em sua história a inovação como valor fundamental. Ao investir mais diretamente em ciência e tecnologia de ponta, reafirmaremos nosso compromisso de liderar a criação de novos paradigmas tecnológicos para o setor financeiro no Brasil e de inspirar mudanças positivas para toda a sociedade, fortalecendo os alicerces para o que acreditamos ser o banco do futuro. Nosso objetivo é transformar conhecimento em impacto, criando soluções que não apenas aprimorem a experiência dos nossos clientes, mas que também ajudem a desenvolver o país e a ampliar oportunidades no ramo de pesquisa e desenvolvimento”, reforça Mazzei.
Infraestrutura e mão de obra
No lançamento oficial, o Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi) já nasce com 80 pesquisadores trabalhando em estudos e inovações. As bolsas são voltadas para pesquisadores de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado com alto nível de formação técnica, que passam a atuar em projetos de pesquisa que buscam resolver problemas de negócios e mapear oportunidades de melhoria na experiência dos clientes do Itaú.
Mas, além das pesquisas, o instituto também tem como objetivo o uso para ampliar a infraestrutura de tecnologia para pesquisadores, além da aceleração da mão de obra especializada no País.
A atuação está em consonância com uma preocupação latente das lideranças no Brasil e no mundo: a falta de profissionais qualificados para lidar com as novas tecnologias. Segundo a 28ª edição da pesquisa CEO Global Survey, da PwC, 45% dos executivos brasileiros não acreditam que suas organizações sobreviverão por mais de dez anos se não se reinventarem. Além disso, 30% dos CEOs do País consideram a falta de talentos qualificados a maior ameaça aos negócios.





