“Inveja de quem visita o Inhotim pela primeira vez.”
Taiza Krueder teve uma visão inovadora para a mais nova unidade do Clara Resort: aproximar ainda os visitantes do maior museu a céu aberto do mundo.
Construído dentro do complexo do instituto, o hotel respira arte. A piscina coberta é, hoje, a maior obra do artista recifense José Patrício, composta por azulejos de cerâmica pintados em diferentes tonalidades. Já os bangalôs, decorados com matérias-primas da região, contam com reproduções de obras de diferentes artistas contemporâneos. Até mesmo o menu do hotel, assinado pela própria CEO – que também é chef de cozinha –, busca trazer a raiz da cozinha mineira com sofisticação.
Assim, o Clara Arte integra o pensamento espacial de Bernardo Paz, empresário mineiro responsável pela criação do Inhotim. Formando, assim, um conjunto arquitetônico e institucional articulado.
“O propósito de abrir um hotel no coração de Inhotim foi aproximar as pessoas da arte”, explica Taiza. “Acredito que as crianças deveriam comer arte no café da manhã, assim como todo mundo.”
Inhotim: uma experiência imersiva
O Instituto Inhotim nasceu da visão de Bernardo Paz, que adquiriu a área de 700 hectares em Brumadinho, no interior de Minas Gerais, na década de 1980. Com uma coleção extensa de arte contemporânea, impossível de ser exposta em um museu nos moldes tradicionais, criou a visão de uma experiência mais imersiva.
Assim, em 2002, foi criada a primeira galeria do espaço, formalizando a criação do Instituto Cultural Inhotim. Mas foi apenas em 2006 que o museu foi aberto ao público. Hoje, Inhotim conta mais de 700 obras de arte contemporânea de mais de 60 artistas brasileiros e internacionais. São 140 hectares abertos ao público, com diversas obras comissionadas e criadas para o espaço, além de trilhas, mirantes e lagos.
Além disso, 23 galerias permanentes abrigam algumas das obras mais icônicas do museu. É o caso de Ttéia, de Lygia Pape, ou Celacanto provoca maremoto, de Adriana Varejão.
Inhotim é também um jardim botânico, com mais de 5 mil espécies de plantas e áreas de pesquisa e conservação de espécies raras.



O novo luxo está na experiência
Como parte desse complexo, o Clara Arte oferece aos hóspedes experiências exclusivas – e a Consumidor Moderno foi conhecer de perto.
A começar pela própria visitação ao Inhotim: é possível acessar o museu nos dias de fechamento para manutenção, às segundas-feiras, com guias que tornam a imersão ainda mais personalizada. Para encurtar as distâncias entre as galerias e obras de arte, carrinhos são disponibilizados para levar os visitantes de um ponto a outro.
O Clara Arte foi o primeiro hotel parceiro do novo cartão World Legend Mastercard. Lançada em outubro, o produto é direcionado ao público ultrarrico, sendo uma categoria acima do Black. Trata-se de consumidores que valorizam tempo, experiências autênticas e momentos compartilhados.
“Inhotim resume os três pilares principais do nosso produto: viagem, entretenimento e gastronomia”, destaca Hugo Silveira, Vice President of Consumer and Digital Products da Mastercard Brasil. “Temos uma coleção de hotéis World Legend, do qual o Clara faz parte e foi nosso primeiro parceiro. A Mastercard criou um conceito inovador: a flexibilidade total do horário de chega e saída, o que chamamos de any-time check-in e check-out.”
O novo produto, com benefícios realizados por meio de parcerias como essa, mostra que o novo luxo não está em produtos caros e de marcas renomadas. O luxo está na experiência, naquela que só pode ser vivida naquele momento, naquele espaço e daquela forma, com toda a autenticidade possível.
Experiências compartilhadas
Segundo uma pesquisa da Mastercard, os consumidores de altíssima renda estão priorizando conexões e investindo tempo e dinheiro em experiências exclusivas com as pessoas que mais importam. 59% desses consumidores preferem investir em experiências em vez de bens materiais. Eles priorizam momentos que criem memórias duradouras, como tempo de qualidade com a família.
“Esse produto é exclusivo, mas não individualmente. Esse não é só para o cliente, mas para as pessoas que ele gosta. Quando você tem um World Legend, precisa compartilhar as experiências com quem você ama. Não faz mais sentido ter algo sozinho”, afirma Roberta Catani, diretora de Comunicação da Mastercard Brasil.
Assim, o World Legend Mastercard é apresentado como um produto extremamente estratégico para a companhia, para um público em expansão. O 0,1% mais rico do País conta com uma renda média anual de R$ 4,6 milhões, valor que cresce cinco vezes mais rápido do que o restante da população.
Já um estudo conduzido pela PYMNTS Intelligence aponta que enquanto 82% participam de programas de fidelidade, 74% dos usuários de cartões premium usaram ao menos um benefício no último ano. Entre os portadores de cartões tradicionais, esse número cai para 32%.
Arte pessoal e intransferível
Já no pilar de entretenimento, simbolizado por meio de cultura e arte, o World Legend Mastercard conta com a parceria da Galeria Nara Roesler. “Além de acesso a eventos e feiras no Brasil e no exterior, essa parceria oferece uma assessoria personalizada end to end para a escolha e seleção de obras de arte aos clientes do cartão”, destaca Hugo.
Para Nara Roesler, arte é um assunto pessoal – tanto que é impossível duas pessoas compartilharem das mesmas preferências. Por isso, seu trabalho como assessora parte de entrevistas para conhecer o cliente e o que busca em sua coleção.
“Enquanto construímos essa confiança, o gosto pode mudar, assim como mudamos ao longo do tempo. Mas, sobretudo, a confiança deve estar sempre presente não só no valor financeiro, mas também na conservação, de autenticidade da obra e no potencial do artista”, destaca.



A experiência da arte
Em seu livro O primeiro leitor, o fundador da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, compartilha sua trajetória profissional e o papel do editor no processo de criação de um livro. E, nele, o autor defende que as páginas não guardam apenas o escritor.
“A meu ver, o leitor habita todo o espaço em branco de um livro. As bordas das páginas internas, em cima, abaixo, e nas laterais – além do respeito entre as linhas, que denominamos entrelinha –, são os espaços que simbolizam graficamente a presença do leitor. A área em branco, ou aquela que não é ocupada pelo discurso autoral, tem quase a mesma importância num livro quanto aquela ocupada pela tinta do texto. É ali que está o leitor.”
O primeiro leitor, de Luiz Schwarcz.
A experiência de caminhar pelo Inhotim é parecida. De certa forma, a arte só é completa por meio do olhar e da interpretação do espectador. Entre uma galeria e outra, ou entre uma obra e a próxima, há o visitante, que leva consigo, entre o jardim botânico e as espécies nativas da mata atlântica, toda sua vivência pessoal, suas emoções e individualidade.
É nisso que está a expectativa do consumidor de alto padrão – e, por que não, de todos os consumidores, de forma menos ou mais aspiracional. Não está mais no produto, mas sim na experiência humana, autêntica e emocional.
Como resume Taiza, “a primeira vez em Inhotim é sempre a primeira vez”.


ser um lugar abstrato,
complexo e em construção, de Rommulo Vieira Conceição.






