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Indústria: quanto menos depender de recursos, melhor

Indústria: quanto menos depender de recursos, melhor

Como minimizar o impacto da crise hídrica e da insegurança relacionada a energia elétrica no setor industrial?
A evolução da IA promete revolucionar indústrias e moldar a sociedade
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O constante agravamento da crise hídrica no Brasil, principalmente na Região Sudeste, tem afetado diretamente a indústria. A insegurança quanto ao suprimento de água e energia elétrica impacta as empresas de forma negativa e, por isso, tem se tornado assunto recorrente da agenda de decisões da alta administração das companhias.

De acordo com o sócio da KPMG, Leandro Augusto, diante desse cenário é imprescindível que as empresas possuam estrutura e processos de gestão rigorosos e eficazes para proteger seus negócios e mantê-los operantes em caso de uma crise generalizada de água e energia. Além disso, se faz necessário manter a gestão da continuidade dos negócios (GCN) e estabelecer controles e processos alternativos.

?É de suma importância que as empresas tenham uma estimativa do grau de dependência desses recursos em escassez e realizem um balanço e possuam soluções para medir a tolerância mediante cenários alternativos de fornecimento, pois essas ações vão ajudar a identificar ameaças que possam interferir na continuidade dos negócios.

Assim como também é necessário definir, documentar e testar os planos de continuidade dos negócios, para identificar as melhorias em tempo hábil e para minimizar o impacto sobre as operações, clientes e funcionários em caso de materialização dos riscos?, explica Leandro Augusto.

Marcelo Sigoli, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), da algumas dicas para economizar dentro da empresa. Confira.

Principais ações que podem ser implementadas para melhorar o rendimento energético do sistema de ar-condicionado:

*Controle das fontes externas de calor (ou de frio), como insolação e ventilação natural, aproveitando-as para aumentar ou diminuir a temperatura do ambiente, conforme a época do ano ou os objetivos desejados;

*Regular as fontes internas de calor (ou de frio), otimizando o funcionamento de equipamentos e instalações como motores elétricos, fornos, iluminação, e procedendo ao isolamento térmico de tubulações e depósitos de substâncias aquecidas (ou geladas);

*Conscientização dos usuários sobre a necessidade de manter fechadas portas e janelas dos ambientes climatizados;

*Regular o sistema para que opere em torno da maior temperatura da zona de conforto indicada pelo projetista, ou instalador, ou dos índices indicados pela ABNT;

*Substituição do ar ambiente pelo ar frio da madrugada para diminuir a carga térmica da edificação;

*Operar somente as torres de refrigeração, bombas e outros equipamentos que forem essenciais à operação do sistema;

*Desligar o sistema sempre que o ambiente estiver desocupado;

*Proceder à manutenção periódica de todo o sistema, eliminando vazamentos e limpando aparelhos de janela, torres de refrigeração etc.;

*Instalação de um sistema de aeração natural para desligar o sistema de ar-condicionado sempre que as condições permitirem;

Ações que podem ser implementadas para melhorar o rendimento energético dos Sistemas de iluminação:

*Utilize lâmpadas mais eficientes e adequadas para cada tipo de ambiente. A lâmpada de vapor de sódio, por exemplo, é mais eficiente do que as lâmpadas de vapor de mercúrio ou as mistas;

*Utilize reatores eletrônicos de boa qualidade;

*Utilize luminárias com refletores (espelhadas) para lâmpadas fluorescentes;

*Abuse de recursos que aumentem o aproveitamento da iluminação natural: telhas translúcidas, janelas amplas, tetos e paredes em cores claras;

*Divida os circuitos de iluminação de forma que seja possível utilizá-los parcialmente, sem prejudicar o conforto e facilitar a manutenção.

Ações que podem ser implementadas para melhorar o rendimento energético do sistemas de refrigeração, ventilação e exaustão:

*Utilize cortinas de ar (borracha) quando não houver antecâmara;

*Regule sempre o termostato, mantendo constante a temperatura de armazenamento;

*Para a conservação dos produtos, armazene na mesma câmara os que necessitam de mesma temperatura, percentual de umidade e período de armazenamento;

*Sistemas que possuem mais de um compressor merecem verificar a viabilidade de automação entre eles visando trabalhos paralelos com cargas parciais;

*Verifique o consumo específico dos compressores. Muitas vezes, apesar de estarem em bom funcionamento, são equipamentos que consomem muita energia e devem ser substituídos por equipamentos modernos que trarão grande economia e se pagam em pouco tempo;

*Limpe periodicamente os filtros, dutos de ventilação e exaustão. Filtros sujos ou obstruídos aumentam a perda de carga contribuindo para o aumento do consumo de energia do sistema e comprometendo a sua eficiência;

*Utilize mais de um ventilador para atender as necessidades da instalação, colocando-os em operação individualmente na medida em que a demanda por ar aumente;

*Utilize ventiladores com rotores fechados e pás curvadas para trás que apresentam melhores rendimentos aerodinâmicos que os de rotores abertos ou pás retas, reduzindo o consumo de energia.

Leia mais:
Os negócios ameaçados de extinção pela crise da água
Crise hídrica prejudica faturamento de 60% do comércio
Práticas sustentáveis no segmento de cosméticos
 

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