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Crise hídrica prejudica faturamento de 60% do comércio

Crise hídrica prejudica faturamento de 60% do comércio

Pesquisa da ACSP mostra que 25% dos comerciantes de SP cogitam fechar as portas
Vista aérea de hidrelétrica localizada no Rio Tietê.
Vista aérea de hidrelétrica localizada no Rio Tietê.
Foto: Shutterstock.

A crise hídrica em São Paulo está tendo mais consequências do que se imaginava. E tem prejudicado o faturamento de 60% dos comerciantes de bares e lanchonetes na cidade, segundo pesquisa da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), que ouviu 438 empresas comerciais e de serviços de micro e pequeno portes.

Segundo os pesquisados, os custos aumentaram demais e, por conta da crise, 30% já demitiram, 80% pensam em demitir e 65% vão reduzir o horário de funcionamento. O levantamento mostrou uma consequência ainda mais dramática: 25% cogitam fechar as portas.

Considerando apenas os restaurantes, 65% pensam em demitir se a crise piorar; 55% reduzirão o horário de funcionamento; e 35% pensam em fechar o estabelecimento. Nos postos de gasolina e lava-jatos, 27% já demitiram e 40% pensam em mudar de cidade. Nos mercados, 63% disseram que a falta de água está prejudicando muito seu faturamento e 42% pensam em sair da capital.

“A sugestão é que seja bem esclarecida a real situação da crise hídrica e o que será adotado no curto, médio e longo prazos, para que as famílias e as empresas se programem”, afirmou, em nota, Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP.

“Apesar de não haver racionamento formal, mais de um terço das empresas apontam aumento de custos e impactos negativos sobre o faturamento em virtude da falta de água durante alguns períodos. Nas regiões mais afetadas, já se estudam medidas de adaptação que envolvem demissões, redução de jornadas ou até fechamento dos estabelecimentos”, ressaltou, em nota, Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Outras atividades
“Existe um impacto desigual da falta de abastecimento regular de água sobre as atividades econômicas, com algumas áreas praticamente não sentindo dificuldades, enquanto em outras a situação é bastante grave”, diz Amato. Segundo a pesquisa, além dos bares e lanchonetes, outras atividades mais afetadas são restaurantes e postos de gasolina/lava-jatos. Já as menos afetadas são os escritórios como de contabilidade e advocacia.

Considerando todas as atividades econômicas pesquisadas, o levantamento mostrou que para 35% dos comerciantes de São Paulo a crise hídrica está prejudicando muito o faturamento; 39% responderam que a falta de água está aumentando muito os custos do empreendimento. Já 14% tiveram que demitir funcionários; 42% pensam em demitir se a crise continuar ou se agravar; 38% vão reduzir o horário de funcionamento; 26% pensam em mudar de cidade; e 19% cogitam fechar seus estabelecimentos.

Considerando as regiões, os comerciantes das regiões Sul e Sudeste estão sentindo mais no faturamento os impactos da falta de água: para 48% e 47% das empresas ouvidas, respectivamente. Na região Sul, 48% disseram que a falta de água está aumentando muito os custos. Na Sudeste, 45% afirmaram aumento de custo.

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Varejistas se adaptam à escassez de água

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