Vivemos um momento que já pode ser considerado o mais disruptivo da história da humanidade. A Inteligência Artificial deixou de ser um conceito distante ou um clichê tecnológico para se tornar uma realidade prática, que impacta diretamente empresas, consumidores e a forma como interagimos com o mundo. Na abertura do CONAREC 2025, que tem como tema CX Super-Humano: Emocional, Criativo e Exponencial, Roberto Meir, CEO do Grupo Padrão, reforça que estamos diante de uma virada sem precedentes, que exige das organizações uma reflexão profunda sobre seus modelos de negócio e a forma como se relacionam com seus clientes.
“A Inteligência Artificial não é mais um clichê, ou uma onda tecnológica. Ela é a revolução definitiva. Um tsunami, que já começou. E, diante dele, nós temos apenas duas opções: navegar ou naufragar”, comenta. “Estamos em frente ao maior desafio de todas as vidas, de todos nós. E, graças a esse desafio, nós temos que buscar aquela adrenalina necessária para poder evoluir e superar esse desafio histórico. O foguete da IA já decolou. Ele não vai esperar ninguém que ainda fica na síndrome do passado.”
Do clichê ao impacto real
Em todo o mundo, reforça Roberto, as grandes potências têm investido trilhões de dólares em processamento, automação, Machine Learning, design. Tudo para ter respostas em tempo real. As big techs têm construído o futuro agora, com uma velocidade sem precedentes. Nesse cenário, o Brasil tem um grande potencial para se tornar protagonista desse movimento.
“Mas nós precisamos tomar uma decisão. Nós vamos embarcar nessa onda com ousadia, com gana, com vontade de vencer, para sermos protagonistas? Ou vamos ficar apenas na torcida, na arquibancada assistindo?”, questiona. “O nosso histórico, o nosso passado, nos condena. Se relembrarmos os últimos 50 anos, ficamos de fora de todas as grandes transformações que modificaram a estrutura empresarial e comercial de todas as empresas do mundo.”
Porém, ele reforça que temos um povo altamente criativo, inovador, empreendedor, comunicativo. Nesse cenário, a IA, usada com consciência, pode ser o maior instrumento de transformação social da história desse País.
“Se Deus é brasileiro, a IA também pode ser”
“Que tal levantarmos uma bandeira, começando hoje e aqui? IA para todos. É a maior oportunidade que nós temos para nos reinventar como nação desenvolvida”, frisa. Como destaca, o Brasil conta com a matriz energética mais limpa do planeta. Além disso, segundo Roberto, somos a pátria do relacionamento, da comunicação, das conexões com clientes, qualidades que não se encontra em outro lugar, além de uma criatividade sem igual.

“Com tudo isso, estão lançadas as bases para criar e desenvolver uma IA made in Brasil, com o nosso jeitinho e a nossa capacidade única de inspirar e emocionar. Vamos começar pela educação infantil em cada escola, em cada aluno, aprendendo desde o ensino básico até o uso consciente da IA. Até a transformação de nossas empresas para fazer da IA humanizada uma alavanca para a correção das desigualdades, para a geração da inclusão e para criar um futuro próximo ao que todos nós esperamos”, destaca.
Para Roberto, um país que não ensina suas crianças a usarem a IA está condenado à eterna dependência tecnológica. Diante disso, é necessário uma atitude imediata para não perder a chance de alcançar o protagonismo mundial. E, ao unir IA e Customer Experience (CX), nos deparamos com o maior negócio das nossas vidas.
“Falamos da gestão de bilhões de interações diárias, com todas suas complexidades, dando soluções e aproveitando cada momento para transformar cada contato em melhor percepção de marca das empresas. É esse o espírito do CONAREC 2025: provocar, inspirar, transformar e acelerar. Em dois dias de evento, teremos aqui 500 palestrantes, mais de 120 CEOs em sete arenas simultâneas. Aproveitem cada minuto, participem ativamente, conectem-se com todas essas ideias e com as pessoas. Conectem-se com o futuro”, finaliza.





