Pesquisar
Close this search box.
/
/
O futuro do comércio de roupas é composto por peças usadas e compras online

O futuro do comércio de roupas é composto por peças usadas e compras online

Startups norte-americanas estão mudando a maneira como se consome e vende peças usadas - e podem ser inspiração para os brasileiros

Todo ano a revista de tecnologia, consumo e empreendedorismo “Fast Company” cria uma lista cobiçada: a das 50 empresas mais inovadoras do mundo. Ela serve de referência para pensar esse consumo para os próximos anos. Dentro dessa lista, uma das áreas mais cobiçadas é a da moda, que atualmente é um mercado de 100 bilhões de dólares por ano.

Da ascensão do fast-fashion no mundo todo até a conscientização de boa parte dos consumidores no que se refere a matérias-primas utilizadas, além de fontes de energia e mão-de-obra adotadas, muita coisa mudou nos últimos tempos. Inclusive o questionamento da quantidade e da maneira como se consome roupas. E é aí que entram as empresas que trabalham com peças usadas – e estão em vertiginosa ascensão.

A ideia de colocar produtos semi-novos ou usados mesmo para a venda já deixou de ser algo restrito ao conceito de brechó. Esse tipo de negócio evoluiu, como provam as três empresas selecionadas pela Fast Company nesta área. No Brasil, algumas marcas já olharam para esse nicho em crescimento principalmente na aprovação das novas gerações.

Entre elas está a Roupateca, localizada em São Paulo, uma loja de assinatura de peças na qual o consumidor paga mensalmente para escolher um número de roupas para usar. A pessoa veste, cuida do produto e devolve. E depois pode pegar outra, e outra. E assim por diante.

Essa nova maneira de ver o mercado fashion pode inspirar mais e mais empresas em terras brasileiras. Fique de olho nesses cases abaixo e acompanhe a evolução:

ALUGUE ROUPAS, MAS COM PERSONALIDADE

A novidade aqui é a plataforma CaaStle, que faz uma curadoria para varejistas desejosos de entrar na onda da venda de produtos usados. A empresa foca em ajudar outras empresas a criarem seus próprios sistemas de aluguel e compra. Sua criadora, a norte-americana Christine Hunsicker, tem bastante experiência no assunto. Começou no setor em 2012 com um negócio chamado Gwynnie Bee – e é um sucesso. Tem em seu portfólio mais de 150 grifes com numeração entre 0 a 32 (em medida dos EUA) e faz exatamente essa seleção de roupas para o público final enviando os produtos em caixas.

Quem gosta pode tanto devolver a peça e usá-la de novo ou em último caso comprá-la. Com apenas dois anos de existência, a CaaStle assume o comando da operação: integra os sistemas de inventário das empresas e gerencia o processo de locação; armazenamento e limpa as roupas; acompanha feedback dos clientes. Os dados descobertos por Christine e seu time são promissores: enquanto cada um de nós compra peças de roupas limitadas, em um ano, quando se trata de aluguel, esse número pode chegar a mais de 100 produtos diferentes no ano. Entre os clientes da CaaStle estão a gigante de departamentos Bloomingdale’s, além de Banana Republic e American Eagle.

EM BUSCA DE NOVOS CONSUMIDORES

A plataforma de roupas usadas ThredUp é uma das conhecidas do segmento e funciona com vendas de peças tanto curadas por elas, como em consignação com outros vendedores menores. Existe há 10 anos e traz de peças simples como camisetas a achados de grifes internacionais, como Gucci, por exemplo. Com mais de 540 mil seguidores no Instagram e 100 milhões de peças já processadas em seu site, a empresa está de olho na geração acima dos 40 anos de idade, que não se adaptou ainda tão bem a essa economia compartilhada. “As pessoas de 20, 30 anos nasceram nessa economia.

Para as com mais de 40 anos, esse modelo de consumo requer treinamento”, diz James Reinhart, fundador e CEO da ThredUp, para a “Fast Company”. Para chegar nesse nicho, a empresa montou pontos offline em lojas de grandes magazines, como norte-americana Macy’s, bem como fechou parceria com marcas especiais para pedir a seus consumidores que enviem peças usadas que não querem mais para a plataforma da ThredUp em troca de créditos para futuros usos. Nos últimos anos, a empresa está investimento em infraestrutura em cidades como Atlanta e São Francisco.

UMA EMPRESA QUE RECOMPRA SUAS PRÓPRIAS ROUPAS

moda

Em um mundo no qual a produção já atingiu o limite do planeta, o site Worn Wear é promissor. Criado pela empresa Patagonia Fleece, focada em produzir produtos para uso em baixas temperatura, e funcionando em parceria com a empresa de logística Trove, o Worn Wear recolhe equipamentos e roupas da marca Patagonia, renova esses produtos, conserta o que é possível, e depois revende por um preço bem menor do que seu valor quando novo. Pode parecer uma ideia pouco rentável vender os próprios produtos a um preço mais barato, certo?

Não se engane. De acordo com o CEO da Trove, Andy Ruben, que já foi diretor de sustentabilidade do Walmart, o canal de revenda permitiu criar um novo fluxo de receita e chegar a outros clientes que já são íntimos do mercado de segunda mão. De acordo com números divulgados pela Trove, seis meses após o lançamento da Worn Wear, em 2017, foram mais de 1 milhão de dólares  em vendas no site, cujo lema é claro: “A melhor coisa que podemos fazer pelo planeta é reduzir o consumo e aproveitar mais as coisas que já possuímos”.

Quem duvida que essas empresas seguirão se dando bem na nova configuração de mundo dos próximos anos?


Saúde emocional: peça-chave para viver melhor em tempos de coronavírus

IDENTIDADES: Wellness dita tendência de quem busca o equilíbrio

Porque ressignificar a morte pode te fazer viver melhor

Recomendadas

MAIS MATÉRIAS

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

Concepção da capa:
Camila Nascimento


Publisher
Roberto Meir

Diretor-executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes-comerciais
Andréia Gonçalves
[email protected]

Daniela Calvo
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head
Melissa Lulio
[email protected]

Editora-assistente
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Repórteres
Bianca Alvarenga
Cecília Delgado
Jade Lourenção
Jéssica Chalegra
Júlia Fregonese
Lara Madeira
Marcelo Brandão

Head de Arte
Camila Nascimento
[email protected]

Designer
Melissa D’Amelio

Revisão
Elani Cardoso

MARKETING
Coordenadora
Mariana Santinelli

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues

CX BRAIN
Data Analyst
Camila Cirilo
[email protected]


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Eireli.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias
assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com
autorização da Editora ou com citação da
fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a
reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Eireli.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados e
informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

Concepção da capa:
Camila Nascimento


Publisher
Roberto Meir

Diretor-executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes-comerciais
Andréia Gonçalves
[email protected]

Daniela Calvo
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head
Melissa Lulio
[email protected]

Editora-assistente
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Repórteres
Bianca Alvarenga
Cecília Delgado
Jade Lourenção
Jéssica Chalegra
Júlia Fregonese
Lara Madeira
Marcelo Brandão

Head de Arte
Camila Nascimento
[email protected]

Designer
Melissa D’Amelio

Revisão
Elani Cardoso

MARKETING
Coordenadora
Mariana Santinelli

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues

CX BRAIN
Data Analyst
Camila Cirilo
[email protected]


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Eireli.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias
assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com
autorização da Editora ou com citação da
fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a
reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Eireli.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados e
informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]