A edição mais recente do Anuário de Segurança Pública revelou que, em todo o Brasil, houve 937.294 registros de roubos e furtos de celular nas delegacias do país. Isso equivale a quase dois celulares a cada minuto. Entre junho de 2023 e junho de 2024, o roubo e furto de celulares resultaram em um prejuízo estimado em R$22,8 bilhões, consoante o Datafolha.
No Carnaval, a tendência é que a quantidade de ocorrências aumente significativamente, visto que, durante essas festividades, as pessoas costumam estar em locais públicos, frequentemente utilizando seus celulares para registrar momentos de diversão e interação. E é óbvio: a combinação de distração e aglomeração cria um ambiente propício para a ação de criminosos.
Ocorre que, durante o último Carnaval, algumas regiões tiveram menos ocorrências de celulares roubados ou furtados. É o caso de São Paulo, por exemplo. Em 2024, houve uma queda de 48% em relação a 2023. Por outro lado, a iniciativa pública Celular Seguro registrou um aumento nos bloqueios durante o último Carnaval. “Até janeiro, a média diária de celulares bloqueados era de 400, mas durante o período, esse número aumentou para 530. Além disso, o Google Trends, ferramenta que monitora o volume de pesquisas no Google, indicou um aumento nas buscas por ‘celular roubado’ anualmente nesse período”, explicou Laura Rocha Barros, vice-presidente de produtos e Marketing da EXA, especialista em proteção digital e cibersegurança.
Celular Seguro
Com a iniciativa Celular Seguro, e com a ajuda de uma pessoa de confiança, qualquer usuário pode bloquear seu celular por meio de duas opções: Bloqueio Total ou Modo Recuperação. A primeira opção desativa a linha telefônica, as contas associadas às instituições parceiras e o IMEI (número de identificação do celular), tornando o dispositivo inutilizável.
Por outro lado, o Modo Recuperação permite o bloqueio da linha telefônica e das contas vinculadas, mantendo o IMEI ativo. A reintegração do aparelho à rede de telefonia é viabilizada por essa alternativa assim que alguém inserir um novo chip, facilitando a recuperação pela polícia.
Prevenção

E o que o consumidor pode fazer como forma de prevenção?
Laura Rocha Barros, vice-presidente de produtos e marketing da EXA, comenta que a primeira preocupação deve ser a segurança dos seus dados. Segundo ela, para reforçá-la, recomenda-se desconectar-se do e-mail principal. Em segundo lugar, o consumidor deve reduzir limites de transações bancárias e ocultar aplicativos financeiros. É crucial evitar anotar senhas em locais de fácil acesso e, em vez disso, armazená-las em locais seguros.
Outras dicas são:
- Ativar aplicativos de busca, manter serviços de localização ativos e proteger-se ao usar Wi-Fi públicas com antivírus e VPN;
- Anotar o número IMEI do dispositivo e registrar um Boletim de Ocorrência online são essenciais em casos de roubo;
- Considerar um seguro acessível, o que pode ajudar a minimizar perdas financeiras e realizar backups automáticos é um cuidado simples, mas vital;
- Utilizar recursos como modo roubo, reconhecimento facial e biometria, o que contribui para a segurança.
Mais segurança
Pensando na segurança dos consumidores durante o Carnaval, o Procon-SP entrou na folia e lançou um samba. Com a colaboração do especialista da Fundação, Jean Gallo, e utilizando ferramentas de Inteligência Artificial para a melodia e a criação da voz, o “Samba do Consumidor” trata de maneira divertida dos cuidados que os foliões devem ter nas festas. Entre os alertas estão:
- Não perder de vista a “maquininha” ao usar cartões de pagamento;
- Evitar a compra de ingressos de cambistas;
- E verificar lacres em bebidas.
A letra foi feita de modo que não mencione o Procon-SP, permitindo que outros órgãos de defesa do consumidor em todo o país a reproduzam livremente. Isso inclui carros de som nas cidades onde os órgãos municipais farão uso do material durante intervalos de apresentações de blocos e escolas de samba, além de sites, rádios e TVs que cobrem esses eventos. Em outras palavras, um serviço de utilidade pública.
A sigla Procon, que surgiu com o Procon-SP, foi adotada amplamente pelos serviços de proteção ao consumidor, o que contribui para a fixação da marca na mente das pessoas como sinônimo de direitos do consumidor. O objetivo do samba é disseminar a mensagem sobre a importância da prevenção e dos cuidados na hora de consumir, atingindo o maior número de consumidores, mesmo durante a diversão.
O Samba do Consumidor está disponível para download em: Versão completa do ‘Samba do Consumidor’ e Versão curta do ‘Samba do Consumidor’.
Quem vai pular Carnaval?
A pesquisa “Ainda somos o país do Carnaval?”, realizada pela MindMiners com 1.500 entrevistados de diversas classes e regiões do Brasil, revelou que 58% das pessoas não costumam acompanhar o Carnaval. Por sua vez, 43% se envolvem de alguma forma nas festividades. Entre os 18% que participam ativamente, como em blocos de rua e desfiles, 52% relataram já ter sido furtados durante o Carnaval, 29% mencionaram ter sido assaltados e 24% afirmaram ter sofrido assédio sexual.
O estudo revela ainda que, entre os participantes ativos do Carnaval (18% da amostra), 44% levam seus celulares principais para os eventos, 32% utilizam modelos antigos e 24% preferem não levar dispositivos. Dos que carregam o celular, 58% evitam usá-lo em público, 57% adotam bloqueios de segurança e 38% protegem seus aplicativos bancários.
A CMO da MindMiners, Danielle Almeida, destaca a importância de medidas preventivas, como policiamento e campanhas de conscientização, para garantir a segurança durante as festividades. “Embora muitos acompanhem o Carnaval pela televisão ou online (43%), a participação ativa também expõe os foliões a riscos, com 52% dos 18% que participam tendo sido furtados, 29% assaltados e 24% vítimas de assédio sexual”, aponta.
A pesquisa revelou que 82% dos foliões preferem passar o Carnaval em sua própria cidade, enquanto 42% optam por viajar para outros locais, sendo as praias o destino preferido de 58%, seguidas por grandes centros urbanos (41%).
Por outro lado, 58% da população não participa da festa, com 70% desses optando por descansar em casa durante o feriado. Outras atividades comuns entre os que evitam a folia incluem assistir a filmes e séries (54%), organizar a casa (33%), encontrar familiares e amigos (30%) e viajar para lugares tranquilos (21%).

Blocos de rua
Os blocos de rua continuam sendo a preferência dos foliões, com 81% participando de festas públicas no carnaval. No entanto, vários aspectos necessitam de melhorias para uma experiência mais segura e confortável. 53% dos entrevistados citam a infraestrutura como um problema, mencionando a falta de banheiros, áreas sombreadas e organização.
52% destacaram a segurança e o policiamento como aspectos a serem reforçados, enquanto 38% desejam mais opções de alimentos e bebidas. A mobilidade urbana também é uma preocupação, com 51% dos foliões usando aplicativos de transporte e 42% caminhando. Entre os que participam ativamente da festa, 52% já sofreram furtos, 29% assaltos e 24% enfrentaram assédio sexual, destacando a necessidade de um ambiente mais seguro durante as festividades.
Sendo assim, as principais dificuldades dos foliões em relação à segurança são:

Marcas mais lembradas
O Carnaval vai além de uma simples festa para os foliões; é também uma grande vitrine para as marcas. Empresas de diversos segmentos aplicam recursos em patrocínios e campanhas publicitárias para se conectar com o público e reforçar sua presença durante o evento. Mas, de fato, essas ações ficam na memória dos brasileiros?
Segundo uma pesquisa da MindMiners, ao serem questionados sobre a primeira marca que associam ao Carnaval, 25% dos entrevistados citaram espontaneamente a Brahma, seguida por Skol (16%), Coca-Cola (5%), Heineken (3%) e Itaipava (3%). No entanto, 24% dos brasileiros não conseguiram indicar nenhuma marca espontaneamente.
Entre aqueles que acompanham o Carnaval de alguma maneira, 47% recordam dos patrocinadores dos eventos. As marcas mais mencionadas foram Brahma (56%), Skol (25%), Itaipava (15%), Coca-Cola (10%) e Heineken (8%).
Consumo de cerveja em alta
“O levantamento revela que as marcas mais memoráveis no Carnaval são, em sua maioria, do setor de cervejas, evidenciando a forte associação entre a festividade e o consumo de bebidas alcoólicas. Contudo, esse contexto também abre oportunidades para que outras indústrias explorem novos nichos e ampliem sua presença entre os diversos perfis de consumidores que vivenciam a folia de maneiras variadas”, conclui Danielle.
Como grandes nomes do mercado podem aumentar seu impacto em diferentes perfis de consumidores? Afinal, o Carnaval não se resume apenas aos que estão nos blocos ou consumindo bebidas alcoólicas. Há um público significativo que prefere viajar, descansar em casa ou desfrutar a folia de outras formas. Marcas que conseguirem dialogar com esses variados estilos de consumo — oferecendo experiências, produtos e conteúdos que se alinhem a essas preferências — podem conquistar ainda mais relevância e fidelidade do público.

Cadastrando o celular no Celular Seguro
Ao se cadastrar no sistema Celular Seguro, é possível ativar recursos que vão além da simples segurança, como a localização em caso de roubo, a possibilidade de bloqueio remoto e a recuperação de dados. Assim, na página inicial do Celular Seguro, há três botões: Pessoas de Confiança, Registrar Telefone e Registrar Ocorrência.
Pessoas de Confiança
Ao clicar no botão Pessoas de Confiança, você pode cadastrar pessoas que poderão criar ocorrências. Elas poderão fazer as ocorrências, em seu nome, em situações de perda, roubo ou furto do seu aparelho, desde que elas também instalem o aplicativo. Ao acessar o app pela primeira vez, não haverá contatos registrados; para começar, selecione a opção Cadastrar Contato. A partir daí, a pessoa escolhida poderá visualizar seu aparelho em seu perfil e, se necessário, registrar uma ocorrência. É importante escolher com cuidado e considerar cadastrar mais de uma pessoa para maior segurança.
Registrar Telefone
A função Registrar Telefone liga o seu aparelho ao CPF do proprietário. Ao acessar o aplicativo pela primeira vez, você não verá dispositivos registrados em seu perfil. Clique na opção Cadastrar Telefone e informe o seu número. Você não terá limite para o número de dispositivos. Entretanto, precisa registrar a linha do aparelho no seu CPF; caso contrário, o sistema não gerará o alerta.
Registrar Ocorrência
Em caso de roubo, perda ou furto do aparelho, você ou uma pessoa de confiança podem registrar uma ocorrência pelo site ou aplicativo. Para tanto, basta escolher o o aparelho a ser reportado. Após selecionar o dispositivo, será necessário preencher um formulário com detalhes do incidente e optar entre Bloqueio Total ou Modo Recuperação. Um número de protocolo será gerado, que deve ser guardado para atendimentos futuros. O protocolo contém a data do registro, o número do telefone e o CPF do solicitante. Após o registro, o aplicativo integrará com instituições para suspender o dispositivo e os serviços bancários associados.






