O comércio varejista do Estado de São Paulo registrou crescimento de 1,6% em março, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, depois de 12 meses consecutivos de queda. A receita mensal foi de R$ 43,3 bilhões.
As informações são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) baseado em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).
O crescimento, segundo a FecomercioSP, foi impulsionado pelo maior número de dias úteis em março, já que o Carnaval deste ano foi em fevereiro. O efeito calendário foi decisivo para evitar a sequência de quedas.
O resultado de março ajudou na redução de taxas de queda acumuladas no ano. De acordo com a assessoria econômica da Federação, o primeiro trimestre apresentou recuo de 3,2%. No bimestre, o recuo observado foi de 5,5%.
O levantamento mostrou que entre as atividades pesquisadas, cinco apresentaram alta na comparação anual. O segmento de supermercados registrou alta de +3,4% e foi determinante para alavancar o resultado, com impacto de 1 ponto percentual para o índice geral. Em seguida aparecem os segmentos de farmácias e perfumarias com aumento de 11,8% (com incremento de 0,7 p.p); outras atividades (2,5%), com acréscimo de 0,5 p.p; e autopeças e acessórios (10,3%), com contribuição de 0,2 p.p.
Já a atividade de lojas de vestuário, tecidos e calçados apresentou retração de 10%, o impacto negativo foi de 0,8 ponto percentual no resultado geral, no entanto isso não foi o suficiente para impedir o crescimento do varejo no Estado.
Mesmo com o resultado positivo em março, a Federação ressalta que o cenário deve permanecer negativo e a expectativa para o mês de abril é uma retração de 3% a 4% nas vendas. E, para os próximos meses a queda deve ficar em torno de 5%.
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