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Facebook não interferiu em transações feitas por crianças em compras de jogos

Facebook não interferiu em transações feitas por crianças em compras de jogos

Documentos revelam que rede social permitiu que desenvolvedores colocassem poucos filtros na permissão de compras feitas nos jogos
Legenda da foto

Os jogos dentro da plataforma do Facebook são uma febre entre as crianças. O problema é que documentos judiciais revelados na última semana revelam que a rede social estava ciente de que crianças usavam os dados de pagamento de seus pais na compra e não tomou nenhuma atitude. O documento revela que a companhia permitiu o que chamou de “fraude amigável”, por temer que aplicar filtros mais efetivos pudessem prejudicar as receitas.

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A ação datada de 2012 detalha como o Facebook permitiu que seus desenvolvedores não exigissem a permissão dos pais no momento em que as crianças realizavam atividades onde era necessário o uso de dinheiro. O autor original do processo reivindicou que o filho de sua cliente realizou uma compra inicial de US$ 20 em um game da plataforma, contudo, de maneira desconhecida até mesmo para o garoto, de modo que o Facebook deu continuidade nas cobranças.

No ano de 2016, o Facebook entrou em acordo em uma ação judicial coletiva que foi movida por pais de crianças que foram enganadas, de forma inadvertida, a realizar compras com dinheiro real enquanto jogavam games que integram a plataforma na rede social. Embora tenha feito o diagnóstico do problema, a rede social tomou a decisão de enfrentar os pedidos de reembolso na justiça e permitir que essa dinâmica continuasse ocorrendo.

Os documentos seguiam em sigilo até o momento porque a rede social alegou que a divulgação pública poderia prejudicar os negócios. O site Reveal – publicação pertencente ao Center for Investigate Reporting -, alegou que os documentos eram de interesse público, de modo que um juiz deferiu o pedido do veículo para liberar o acesso aos dados. Na última quinta-feira, 24, 135 páginas do processo judicial foram divulgadas.

De acordo com os documentos, o sistema de pagamentos da plataforma fornecia poucas informações, o que deixava a tomada de decisões para pagamentos confusas para crianças e até mesmo adultos. A dinâmica de cobrança era baseada em lançamentos no cartão de crédito que eram realizados conforme as crianças continuassem jogando.

Turbulência azul

De acordo com reportagem publicada no Washington Post no dia 18 de janeiro, o Facebook deve receber uma multa recorde da Comissão Federal do Comércio em virtude dos escândalos que envolvem a agência Cambridge Analytica.

Na última quinta-feira, 24, o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, publicou uma coluna no diário Wall Street Journal que recebeu o título “Os Fatos Sobre o Facebook”, que trazia apontamentos para afastar a desconfiança de investidores.

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