O Grupo Guararapes, controlador da rede de moda Riachuelo, disse que sua receita líquida consolidada no ano de 2014 subiu 16,2% em relação ao exercício anterior, chegando a R$ 4,7 bilhões. O resultado foi alavancado pela expansão orgânica da rede de lojas, uma vez que, desconsiderando as novas lojas, o crescimento foi de apenas 1,4%.
A empresa abriu 45 pontos de venda no ano passado, em um total de 68,8 mil metros quadrados, e conta hoje com 55% de sua área de vendas composta por lojas ainda em maturação, com menos de cinco anos de vida. Em 2010, a rede contava com apenas 123 pontos de venda, o que reflete o objetivo estratégico da Riachuelo de conquistar novos mercados e consolidar suas posições regionais.
O controle das despesas foi essencial para que o Grupo tivesse um desempenho melhor no ano passado. As despesas operacionais caíram 1,4% por loja no ano e os lucros ajustados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda Ajustado) subiram 13,9%, para R$ 888,9 milhões. A margem Ebitda ficou estável na comparação anual, em 23,7%. O operação financeira do grupo (Midway Financeira) gerou um resultado de R$ 277,9 milhões, ou 31,3% do Ebitda ajustado da empresa.
Com isso, o lucro líquido da empresa totalizou R$ 480,1 milhões, com crescimento de 14,2% em relação a 2013.
O cartão private label apresentou no ano passado um crescimento inferior ao da rede como um todo e, assim, perdeu importância para a varejista: embora o tíquete médio tenha subido 5,7%, para R$ 153,70, e o volume de cartões no mercado tenha chegado a 25 milhões (+8,7%), as vendas geradas pelo cartão responderam por 44,1% das receitas totais do grupo, contra 44,3% um ano antes.
Para o primeiro trimestre do ano, a Riachuelo projeta um crescimento em mesmas lojas acima do 1% registrado entre outubro e dezembro.
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