O governo dos Estados Unidos passa a exigir, a partir desta terça-feira (2), entrevistas presenciais para praticamente todos os solicitantes de visto não imigrante.
A medida derruba isenções que beneficiavam crianças, idosos e renovações via drop box – modalidade em que o solicitante enviava a documentação sem passar por atendimento consular.
O Economic Times reportou que a decisão “encerra um ciclo de dispensas históricas”.
Quem será mais impactado
Com o fim das dispensas, diferentes perfis de candidatos passam a ter de se apresentar presencialmente para análise consular:
- Estudantes que solicitam o visto F-1;
- Profissionais com vistos de trabalho, como H-1B e L-1;
- Visitantes a negócios ou turismo, enquadrados no B-1/B-2;
- Solicitantes do O-1, voltado a pessoas com habilidades extraordinárias.
As únicas exceções abrangem vistos diplomáticos, oficiais e algumas renovações específicas, mas, ainda assim, o consulado pode exigir entrevista caso haja dúvidas.
Em determinados países, o rigor já é absoluto: nenhuma exceção será aceita, nem para renovação, nem por idade avançada.
Nova taxa em 2026
Além das mudanças já em vigor, o governo americano confirmou que, a partir do ano fiscal de 2026, será aplicada uma taxa extra de US$ 250, chamada Visa Integrity Fee.
O valor será cobrado em diversos tipos de vistos não imigrantes (como B-1/B-2, F, M, H-1B e J) e não poderá ser dispensado ou reduzido. Na prática, essa cobrança deve encarecer ainda mais o processo ao se somar às taxas já existentes.
Possíveis atrasos nas concessões
Com o aumento da demanda por entrevistas, a expectativa é de filas ainda maiores para agendamento. O Departamento de Estado recomenda que os solicitantes se adiantem e reservem suas datas com a maior antecedência possível.





