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Mães deixam os empregos com quatro vezes mais frequência que pais

Mães deixam os empregos com quatro vezes mais frequência que pais

Estudo da Catho mostrou que o número de mulheres que deixam o emprego depois de se tornarem mães é muito superior ao número de homens que deixam seus cargos
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Conciliar a vida profissional com a vida pessoal é uma tarefa difícil para todos. Porém, uma pesquisa mostrou que as mulheres possuem um desafio ainda maior. De acordo com um levantamento feito pela Catho, o número de mulheres que deixaram de trabalhar depois de terem filhos é quatro vezes maior que o índice de homens que precisaram fazer o movimento.

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Cerca de 30% das mães já deixaram o emprego depois da chegada dos filhos. A proporção de homens que deixaram os cargos depois da paternidade é muito menor: apenas 7%. O levantamento não leva em consideração o período de licença-maternidade, que dura quatro meses nas empresas privadas (estendida para 6 meses caso a companhia participe do Programa Empresa Cidadã) e nem a licença-paternidade, que dura cinco dias (estendida para 20 dias no caso do Programa Empresa Cidadã).

Recolocação Demorada

Das mães que saíram do mercado de trabalho para cuidar dos filhos, poucas conseguiram uma voltar rapidamente. A pesquisa da Catho mostrou que 91% das mulheres voltaram depois de seis meses depois ou não retornaram. Apenas 8% das mulheres conseguiram voltar ao trabalho em menos de seis meses (1% não soube responder). O índice entre os 7% dos homens que deixaram seus empregos é maior – 33% conseguiram outro cargo em menos de 180 dias.

O índice só fica equilibrado quando a proporção de homens e mulheres que não voltaram a trabalhar é comparada. Cerca de 16% das mães não retornaram ao trabalho, enquanto os pais que continuam desempregados somam 14%. Entre os que demoraram de um a dois anos para voltar ao mercado de trabalho, 73% são mulheres e 27% são homens.

Pessimismo

Com 69% das mães demorando mais de um ano para voltar ao trabalho, (no caso dos pais, o índice é de 35%) as mulheres estão pessimistas com o plano de carreira. Quando questionadas, 60% delas dizem ter uma expectativa ruim ou péssima. Os homens que têm filhos são um pouco mais otimistas, o índice de respostas “ruim” ou “péssimo” chegou a 47%.

As mulheres que veem boas ou ótimas oportunidades de desenvolvimento da carreira depois de sair do mercado para cuidar dos filhos somam 38%. Já metade dos homens são otimistas depois de serem pais, mostrou a pesquisa.

Como reverter o quadro

Simone Damazio, gerente de gente e gestão da Catho, dá dois caminhos: conscientização em casa e ação nas empresas. Para ela, as limitações para as mulheres são maiores por causa de uma percepção cultural de que as mães precisam se envolver mais na criação dos filhos. “Uma maneira de equilibrar esta balança é que os homens comecem a dividir de uma maneira mais igualitária as tarefas familiares”, explica.

As empresas também podem adotar algumas ações para diminuir esta diferença, segundo Simone. “Uma estratégia que pode beneficiar as mulheres e os empregadores é apoiar a paternidade ativa, com ações como licença estendida, abono para participação em reuniões escolares e afins. Permitir que o trabalho seja feito de casa também ajuda”, defende.

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