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Entenda: como os indicadores afetam você?

Entenda: como os indicadores afetam você?

Como todos aqueles números que divulgamos significam para sua vida e seu negócio? O Centro de Inteligência Padrão explica

Crise econômica, crise política. Abrir os jornais e ler estas expressões se tornou um costume deprimente para os brasileiros. Repetem-se as palavras ?desemprego?, ?inflação?, ?taxa de juros?, ?crédito caro?, ?perda do poder de compra?. Afinal, são os anos 1980 ou 2015?

Para os mais velhos, uma lembrança sombria do que foi vivido nos anos 80, cujo desdobrar nos anos 90 levou mais tempo que o esperado para colocar o País de volta aos trilhos, a um preço social altíssimo.

Para os mais jovens, são expressões que representam tão somente um passado de péssima gestão da máquina pública. Ora, a volta de todos esses vilões apenas evidencia que o Brasil necessita modernizar urgentemente sua economia, livrando-se do excesso de intervenção do Estado nos negócios e integrando-se ainda mais ao comércio internacional.

E ao cidadão comum, o que resta quando a festa acaba? Como é sabido da história do Brasil, pagar (e caro) a conta.

A CNC projeta para 2015 forte retração de 3,1% para o PIB brasileiro, em linha com as expectativas do mercado, a pior taxa desde 1990. A deterioração dos fundamentos econômicos nos últimos anos e seus reflexos graves em 2015 também contaminaram as projeções de crescimento para 2016 (a CNC prevê retração de 1,8% do PIB).

Não à toa, segue derretendo a confiança do consumidor e, quando não piora, é simplesmente reflexo de que as pessoas já se habituaram ao pessimismo, e não que há otimismo no horizonte, conforme apurado pela FecomercioSP em outubro. Levantamento do Ibope também aponta a mesma tendência, que todo o pessimismo gerado e acumulado até então está sendo acomodado pelos consumidores, cuja preocupação com as próprias finanças, porém, segue aumentando.

A intenção de consumo das famílias também segue amargando quedas consecutivas há um ano ? os salários seguem arrochados pela inflação crescente, e mesmo pessoas que estão empregadas (e com salário garantido) evitam consumir mais e contrair mais dívidas ? afinal, quem tem certeza de que estará empregado na próxima semana, próximo mês, ano?

Só no Estado de São Paulo, conforme apurado pela ACSP em agosto, as vendas do varejo caíram mais de 15% quando seu desempenho é comparado com o mesmo mês de 2014 ? os desempenhos mais negativos ocorrem nos segmentos de bens duráveis, automobilístico e de materiais de construção, justamente aqueles muito dependentes da concessão de crédito. Este cenário é corroborado pelo Índice Antecedente de Vendas (IAV) do IDV, que registrou queda de 7,4% em setembro, com o segmento de bens duráveis amargando o pior resultado do levantamento.

Mas como isto se traduz, afinal, para o público leigo? Em algo simples e amargo: em desemprego, uma vez que a receita das vendas do varejo segue em queda e o setor, para reduzir custos e compensar perdas, corta mão-de-obra e salários.

Segundo a Abras, supermercados apresentaram retração real de 4% de agosto para setembro (isto é, já descontada a inflação do período). Ao que tudo indica, no entanto, o maior impacto da crise será sentido no Natal, por duas razões: o consumo de bens duráveis sofrerá forte impacto por causa da restrição ao crédito e, no meio do caminho, ocorrerá a Black Friday, considerada a última esperança para o varejo neste ano: além dos produtos em liquidação, depois da data se encerrará o subsídio de PIS/Cofins sobre os eletrônicos, líderes de vendas no período. Ou seja, a partir de dezembro os produtos encarecerão.

E quanto aos empresários? A demanda de crédito por empresas sofreu forte desaceleração em setembro, de -14%, em comparação ao mesmo mês do ano passado. Afinal, sem um horizonte de estabilidade e crescimento no futuro próximo, os empresários não tomarão crédito, deixarão de investir e de produzir, aprofundando a recessão. As empresas que mais sofrem neste cenário são as de médio porte, sobretudo as do setor industrial. Levantamento da FecomercioSP, por meio do Índice de Expansão do Comércio (IEC) corrobora tal conclusão, acrescentando que o cenário do emprego no varejo se agravará, conforme mais unidades continuem encerrando suas atividades e dispensando funcionários.

Ainda tratando de demanda por crédito, mas por pessoa física, a Boa Vista SCPC apurou que, no 3º trimestre de 2015, o risco de os consumidores se tornarem inadimplentes sofreu ligeira queda comparado ao trimestre anterior, no entanto aponta que ainda neste ano a taxa de inadimplência será superior à de 2014. É um diagnóstico lógico, uma vez que o aumento das taxas de juros e o aperto dos salários dificulta o cumprimento das obrigações financeiras e dívidas por parte dos consumidores.

Menos crédito, menos subsídio, consumo menor, receita das empresas minguando, menos empregos, salários apertados, inflação persistente e taxas de juros a níveis exorbitantes: um dos piores cenários econômicos que pode se delinear. No caso do Brasil, como de costume.

*Eduardo Bueno, do CIP – Centro de Inteligência Padrão, do Grupo Padrão, que edita NOVAREJO

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