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Quase 70% das empresas não possuem controle dos dados pessoais, diz pesquisa

Quase 70% das empresas não possuem controle dos dados pessoais, diz pesquisa

Uma pesquisa feita pela Serasa Experian mostra que 7 em cada 10 empresas admitem que não possuem um controle direto de dados pessoais dos seus clientes
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Uma pesquisa global produzida pela Serasa Experian apontou que sete em cada 10 companhias afirmam que não possuem controle direto sobre os dados, muito embora eles entendam o quanto isso seja importante para o seu negócio.

Além disso, 95% apontaram que a má qualidade das informações em seus negócios impacta negativamente a interação com o consumidor, a reputação e a eficiência de suas operações.

O estudo, denominado Pesquisa Global de Qualidade de Dados 2019, entrevistou, em novembro de 2018, cerca de 1.000 profissionais e lideranças da área de gestão de dados de companhias de mais de 10 segmentos de mercado nos quatro países participantes – Austrália, Brasil, Estados Unidos e Reino Unido.

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Para avaliar as tendências globais que norteiam a evolução da gestão de dados, a Experian concentrou seu foco em três perspectivas influenciadas pela transformação digital das empresas: a experiência do cliente, a confiabilidade dos dados, e a responsabilidade pelo controle dessas informações.

“Trabalhar o Marketing one-to-one é fundamental para prover uma experiência digital que supere expectativas, e nunca foi tão importante ter dados precisos e confiáveis. No entanto, muitas empresas ainda não conseguem aproveitar ao máximo as oportunidades que os dados podem oferecer aos seus negócios, uma vez que as práticas atuais de infraestrutura e de gerenciamento de informações não estão configuradas adequadamente para lidar com as expectativas do consumidor digital”, afirma Luiz Junqueira, diretor de Soluções da Serasa Experian.

Experiência do cliente

A pesquisa mostra unanimidade das empresas (98%) em relação ao uso da gestão de dados para promover a melhoria da experiência do cliente. A otimização da interação com o consumidor apareceu entre as vantagens competitivas mais atribuídas a uma atuação orientada pela inteligência da informação – tanto na média dos países quanto no indicador das companhias ouvidas no Brasil. Veja outras percepções compartilhadas pelas empresas que participaram do levantamento:

  • 69% reconhecem que dados imprecisos prejudicam a capacidade atual de fornecer uma melhor experiência ao cliente.
  • 29% consideram que dados de clientes e clientes em potencial são imprecisos de alguma forma – no Brasil, essa percepção sobe para 33%.
  • 53% apontaram a experiência do cliente como prioridade do seu negócio em 2019.
  • 38% planejam consolidar uma visão única do cliente em seus negócios, nos próximos 12 meses
Gerenciamento de dados

O gerenciamento de dados é outro grande desafio no mundo corporativo para 89% das empresas, segundo o levantamento da Experian. A confiabilidade e a precisão estão associadas às dificuldades mais mencionadas pelos profissionais entrevistados – na média geral dos países e no Brasil – na hora de adotar informações e insights como impulsionadores de novos negócios:

Também ficaram em evidência entre os resultados apurados:

  • 1 em cada 3 companhias (33%) considera a confiança como o maior desafio para conseguir extrair valor dos dados gerenciados.
  • Metade dos entrevistados (50%) elegeram o erro humano como a razão de desconfiança relacionada às informações
  • 65% afirmaram que o grande volume de dados impede uma gestão otimizada desse recurso para alavancar os objetivos estratégicos.
  • Controle sobre dados é fator decisivo para assegurar a qualidade da informação
Chief Data Officer

A Pesquisa Global de Qualidade de Dados 2019 identificou que, embora para 84% das companhias o volume de informação continue administrado somente ou prioritariamente por TI, a área responde por apenas 53% dos novos projetos orientados por dados.

Nesse cenário, já aparecem à frente dessas iniciativas uma atuação conjunta entre várias áreas atuando em conjunto (28%) e equipes lideradas por Chief Data Officers (24%).

Também prevaleceram entre os resultados:

  • 75% concordam que a responsabilidade pelos dados deve estar em vários departamentos, com a ajuda pontual da área de TI – no Brasil, essa percepção é de 68%.
  • 13% afirmaram já adotar uma gestão descentralizada da informação – no Brasil, o indicador cai para 6%.
  • 56% têm a percepção de que TI não entende completamente as necessidades de gerenciamento de dados dos usuários – sendo que 57% das respostas correspondem à opinião de profissionais que atuam na própria área

“Constatamos que mais organizações começam a estabelecer uma propriedade correta e uma liderança de dados mais forte, conduzida por um Chief Data Officer (CDO). Esse é um direcionamento fundamental para implementar estratégias capazes de reforçar a conformidade e a segurança das informações, bem como garantir que pessoas certas tenham acesso a dados confiáveis, para tirar proveito otimizado de insights, que possam proporcionar decisões mais respaldadas e, consequentemente, melhores resultados para os negócios”, disse Junqueira.

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