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Empatia empresarial: abordagem sensível combina com estratégia

Empatia empresarial: abordagem sensível combina com estratégia

Empresas empáticas em todos os aspectos de suas operações não apenas constroem relacionamentos mais sólidos com os clientes, mas também prosperam

A empatia, ou seja, a capacidade de compreender as necessidades dos consumidores e se colocar no lugar deles, não é apenas uma estratégia. É uma necessidade para o sucesso a longo prazo. Ser uma empresa empática também está se tornando um diferencial competitivo, já que permite um atendimento mais eficaz, atende melhor às expectativas do cliente e ajuda a se destacar no mercado.

A compreensão das necessidades, desejos e preocupações dos consumidores é essencial para desenvolver produtos, serviços e estratégias de marketing que realmente ressoem com o público-alvo. Empresas que abraçam a empatia estão encontrando maneiras inovadoras de antecipar as demandas dos clientes, criando laços mais profundos e duradouros.

E essa não é apenas uma tendência passageira, já está se tornando parte integrante da cultura empresarial. A capacidade de se adaptar e responder às preocupações dos consumidores, especialmente em tempos de incerteza, é agora uma prioridade. Empresas que incorporam a empatia em todos os aspectos de suas operações estão descobrindo que isso não apenas constrói relações mais fortes com os clientes, mas também impulsiona o crescimento e o sucesso a longo prazo.

Leia mais:Conheça os três pilares do sucesso de uma marca: moldar expectativas, entender o contexto e agir com empatia

Empatia na adaptação estratégica

A pandemia não apenas alterou os padrões de consumo, mas também impulsionou a busca por produtos que proporcionassem conforto e familiaridade em um período de incerteza. “Foi necessário recalibrar tudo, adaptar nossa capacidade produtiva. Os ovos de Páscoa que já estavam nas lojas tiveram de ser retirados. Ao mesmo tempo as pessoas em casa aumentaram o consumo de chocolate e biscoito em 20%, explica Renata Ferraz, Diretora de Insights Estratégicos e Analytics da Mondelez.

Como resposta, a Mondelez otimizou seu portfólio, garantindo a presença de produtos que atendessem às crescentes demandas dos consumidores por indulgências e produtos que remetessem à nostalgia. Essa agilidade na adaptação estratégica é um exemplo da empatia empresarial. A empresa demonstrou a capacidade de entender e antecipar as novas necessidades dos consumidores. Essa abordagem empática não apenas fortaleceu o relacionamento da empresa com seus clientes, mas também a permitiu continuar atendendo às necessidades dos consumidores em constante evolução.

Empatia na indústria de telecomunicações

Ane Lopes, diretora de marketing, branding e comunicação da Claro, compartilhou insights valiosos sobre como a empresa agiu com empatia durante a pandemia. Ela destacou a natureza desafiadora da transição para uma maior conectividade residencial em um momento em que os espaços comerciais estavam vazios e as casas precisavam acomodar um aumento nas atividades de trabalho e estudo.

Lopes enfatizou que, em um primeiro momento, a Claro respondeu à vulnerabilidade de seus clientes pré-pagos ao liberar dados móveis, reconhecendo a importância da conectividade para aqueles que enfrentavam dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo, a empresa manteve seu pessoal técnico trabalhando presencialmente com todos os cuidados necessários para garantir a continuidade dos serviços. Além disso, a Claro lançou uma campanha “fica em casa” para os que tinham essa possibilidade, reconhecendo a necessidade de manter as pessoas conectadas de forma segura. Isso demonstra como o setor de telecomunicações se tornou um elemento essencial nas casas dos brasileiros durante a pandemia.

Pós-pandemia, a Claro também adaptou sua estratégia para atender às crescentes necessidades dos consumidores. Novos planos agora incluem redes sociais, reconhecendo a importância das plataformas de mídia social na vida dos clientes. A empresa reestruturou seu portfólio e ajustou suas estratégias de comunicação para garantir que estivessem alinhadas com as expectativas dos consumidores.

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Conexão entre empatia e desigualdade social

A empatia empresarial não se limita apenas à compreensão das necessidades dos consumidores, mas também à capacidade de reconhecer as disparidades sociais e econômicas que afetam diferentes segmentos da população. Em um contexto de desigualdade acentuada, as empresas têm a oportunidade e a responsabilidade de agir de maneira sensível, buscando soluções.

Ao abordar as preocupações relacionadas à desigualdade, as empresas podem não apenas melhorar a vida de seus clientes, mas também contribuir para a construção de uma sociedade mais equitativa. Segundo Diego Pagura, Chief Pagura Officer da Ipsos, ocorreu um aumento percepção da desigualdade social durante a pandemia. “O Brasil e a América Latina sempre enfrentaram questões relacionadas à desigualdade social, mas essa percepção se intensificou significativamente com a crise sanitária. Durante a pandemia, mais de 40% dos entrevistados pela Ipsos passaram a considerar a desigualdade social como um dos principais problemas em sua percepção da realidade”, conta.

Empatia nas ações sociais

Antes de explorar as iniciativas de empatia no mundo dos negócios, é fundamental compreender as necessidades, expectativas e valores dos consumidores. “Conversando com as mulheres chegamos nos temas que são mais relevantes para elas. Quando a gente olha para mulher não vemos só uma consumidora, vemos uma parceria que transcende produtos e molda expectativas”, conta Daniela Grelin, Diretora Executiva do Instituto Avon. Ela também enfatizou a importância de entender e atender às expectativas dos consumidores em relação a questões sociais.

Grelin destaca que iniciativas como o programa Acolhe, criado pelo Instituto Avon, para combates a violência contra a mulher são exemplos de como as empresas podem demonstrar empatia por meio de ações sociais significativas.Além disso, o instituto lançou a assistente virtual ngela, que recebe os contatos das mulheres, tornando esse serviço uma parte constante e acessível da vida das beneficiárias.

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Empatia é base para o sucesso a longo prazo

À medida que as empresas enfrentam desafios e oportunidades em um cenário dinâmico, a empatia permanece no centro das estratégias de negócios bem-sucedidas. Ao demonstrar sensibilidade às preocupações e necessidades dos consumidores, as empresas podem estabelecer laços mais fortes e duradouros, criando assim uma base sólida para o sucesso a longo prazo.

A empatia não é apenas um gesto de cortesia, mas uma abordagem estratégica que se traduz em ações concretas, como a adaptação estratégica, o suporte a questões sociais e a compreensão das mudanças nas percepções sociais. A empatia não apenas fortalece os laços entre as empresas e os consumidores, mas também permite que as empresas permaneçam ágeis e inovadoras em um mundo em constante evolução.



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