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Dia Mundial Sem Tabaco: fumantes lamentam o primeiro cigarro

Dia Mundial Sem Tabaco: fumantes lamentam o primeiro cigarro

O cigarro é, obviamente, nocivo para a saúde do corpo, mas também é um vício caro e que pode acabar com a reputação de quem consome. Além, é claro, do malefício para fumantes passivos
Dia Mundial Sem Tabaco
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Dia Mundial Sem Tabaco

A maioria dos brasileiros fumantes, de 85% a 89% lamenta ter dado início ao hábito com o primeiro cigarro, é o que aponta uma Pesquisa Internacional de Tabagismo (ITC, na sigla em inglês) em razão do dia 31 de maio, considerado Dia Mundial sem Tabaco.

O cigarro é, obviamente, nocivo para a saúde do corpo, mas também é um vício caro e que pode acabar com a reputação de quem consome.

Colocando o valor médio de um maço de cigarros em R$5,00, um fumante que consome dois maços de cigarro por dia gastará por mês R$300,00, por ano o valor vai para R$3.600,00, e isso sem levar em conta ganhos com investimentos. Mas, se esse dinheiro for investido por dez anos em uma aplicação com rendimento de 0,6% mensais e sem considerar a inflação, ao fim do período o ex-fumante terá de R$52.500,90 e em trinta anos serão R$380.767,63.

O tabagismo não faz só que o viciado perca dinheiro, o tabagismo gera uma perda mundial de centenas de bilhões de dólares por ano, sendo que a metade dela ocorre nos países em desenvolvimento. Este valor é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de falta ao trabalho e menor rendimento produtivo.

Para se ter uma ideia, um fumante perde 20% do tempo de trabalho com o cigarro, ou seja, o vício também torna uma pessoa menos produtiva. Uma pesquisa sobre seguros de vida concluiu que os valores de seguros de vida para fumantes, homens e mulheres, aumenta cerca de 5%, pois as seguradoras levam em consideração aspectos de riscos causados pelo fumo como problemas  respiratórios, hipertensão e problemas cardíacos.

A militar aposentada Vânia Cristina da Costa, 55 anos, é uma das brasileiras que compõem essa estatística. Ela diz que começou a fumar aos 15 anos, por modismo, que se arrepende da decisão e tem medo das consequências.

“Cigarro é minha válvula de escape. Se eu estou estressada ou tenho um problema grave eu fumo e me acalmo. Aos 15 anos, quando comecei, era moda adolescente. Hoje me arrependo de ter começado a fumar, principalmente, por trabalhar na área de saúde. E tenho receio de ter um câncer de pulmão ou algo assim”, lamenta.

De acordo com a pesquisa, 54% dos brasileiros relatam um alto grau de dependência à nicotina. Os dados mostram que mais de dois terços dos brasileiros fumantes têm uma opinião negativa em relação ao tabagismo e que 80% deles já tentou parar de fumar.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos fumantes brasileiros não quer fumar, mas está presa pela dependência e apoia o fortalecimento de ações de combate ao tabagismo.

“Comecei a fumar na adolescência parei e voltei a fumar várias vezes. Agora já tem nove anos que não fumo e não sinto vontade. Pode fumar do meu lado que não me incomodo”, disse.

“Depois que parei de fumar, tudo melhorou. Se eu não tivesse parado estaria morto, eu tinha muitos problemas respiratórios, fumava três maços num só dia e agora caminho duas horas por dia”, conta.

O estudo foi coordenado pela Universidade de Waterloo, no Canadá, e desenvolvida em 20 países. No Brasil, foram ouvidas 1.830 pessoas de três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

E, por último, cabe lembrar que não é só a saúde dos fumantes que fica prejudicada com o vício. Segundo a OMS, o fumo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo e a fumaça do cigarro, o principal agente poluidor de ambientes fechados.

* Com informações da Agência Brasil

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