* Por Fátima Bana
Momento conturbado no País, aumento da taxa de desemprego, os bancos negando crédito, indústria automobilística dando férias coletivas… Temos um cenário avassalador e a preocupação está em forma de ruga na testa de todos.
A pergunta é: como o comércio eletrônico, que sempre cresceu mais de dois dígitos, se comporta neste momento? A resposta é: Vai bem, obrigada!
Vemos os fundos que apoiam as grandes empresas nacionais colocando mais investimento (eles sabem que, na crise, quem tem dinheiro nada de braçada), brigas insanas no ambiente on-line, vemos o ?quem perde mais? reinando e muitos grandes varejistas começando ou voltando para os seus projetos de e-commerce.
E por qual razão? Esta é segunda pergunta, uma vez que a maioria das investidas digitais ainda não se pagou e as que se pagam muitas vezes não chegam a 10% do faturamento total das empresas. A resposta é simples: mesmo com o consumidor apertando os cintos, as compras por impulso e a relação on-line ainda não foram afetadas, já que o consumidor continua criando suas listas de desejos e vai voltar a comprar a qualquer momento. Seria um risco gigante para qualquer companhia tirar o pé do acelerador e perder o timing necessário para manter sua marca presente nesse ambiente tão concorrido.
E, voltando ao primeiro parágrafo, em momentos em que os concorrentes podem ter estratégias baseadas em cortes de investimento, o custo on-line melhora, portanto nossa relevância ganha maior poder e fica ainda mais fácil e barato manter sua reputação e ganhar vendas com isso.
Portanto, a resposta para todos que se perguntam o que o e-commerce vai fazer com a crise é: o e-commerce vai crescer! Boas vendas!
* Fátima Bana é consultora em marketing digital, e-commerce e comportamento do consumidor





